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- Waldo: O artilheiro
O futebol é uma caixinha de surpresas que nos proporciona um misto de sensações: alegria, tristeza, dor, luto. A última exemplifica o que vive a torcida do Fluminense nesse momento. O JdT de hoje presta homenagem ao maior artilheiro do tricolor carioca, Waldo Machado da Silva, que morreu ontem aos 84 anos. Esse texto leva o nome de sua biografia escrita por Walterson Botelho, "Waldo, o artilheiro". A mesma foi escrita em 2012 - ano em que o tricolor consagrou-se tetracampeão brasileiro. É impossível falar do classudo sem citar sua artilharia na história do clube carioca: 319 gols em aproximadamente 403 jogos. Média de 0,79 por partida. O Fluminense não assegura a precisão do número de jogos disputados pelo jogador, mas garante que nenhum de seus gols foi marcado de pênalti. Fato que reforça seu status de artilheiro. Entre suas características estavam jogadas simples e objetivas que resultavam em inúmeros gols. Para algumas fontes iniciou a carreira no Madureira Esporte Clube e foi para o Fluminense em 54, permanecendo na instituição até 61. Nesse período conquistou o Campeonato Carioca de 59, a Zona Sul da Taça Brasil de 60 e o Torneio Rio-São Paulo 57 e 60. Além dessas, ganhou outras taças - de torneios que não existem no futebol atual, porém eram valiosos nas décadas de 60 e 70. Após passagem de destaque pelo tricolor foi para o Valência . Pela equipe consagrou-se campeão espanhol 66/67. Adivinhem quem balançou as redes por mais vezes na competição? Waldo é o segundo maior artilheiro do clube: 157 gols em 294 jogos oficiais. Foi o maior artilheiro do Campeonato Espanhol até 2006 (111 gols) quando foi ultrapassado por Ronaldo Fenômeno (117 gols). É incontestável que o classudo também deixou seu nome na história do futebol espanhol. Segundo o site oficial do Valência marcou 28 vezes em 44 partidas da Copa das Cidades com Feiras, atual Liga Europa da UEFA, conquistando as edições 61/62 e 62/63 da competição. Um fato curioso é que o atacante atuou em Valência pela primeira vez vestindo o terno do Fluminense em partida que homenageava o jogador brasileiro Walter, morto em acidente de carro. Ao conhecer de perto o talento de Waldo os dirigentes espanhóis buscaram sua contratação, concretizada em 62. O perito em gols também jogou de terno pelas Seleções Brasileira e Carioca, pela segunda, foram 6 em 7 jogos. Na seleção canarinho conquistou a Taça do Atlântico em 60, balançou as redes 2 vezes. Após 8 anos de Valência partiu rumo ao Hércules, pendurou as chuteiras em 71 e fixou residência na Espanha. Por que jogava de terno? A artilharia do "quebra balizas", como é conhecido por alguns, é inquestionável: alcançou o posto de máximo goleador em várias competições disputadas. Recebeu destaque em dois clubes importantes e alcançou o feito de jogar na Europa em época incomum para jogadores da América do Sul. As homenagens que recebe nesse momento reforçam seu status de ídolo, o Fluminense decretou luto de três dias por sua morte. Para o presidente, Pedro Abad "É mais um ídolo que se vai. É o grande artilheiro da nossa história. Todas as homenagens serão poucas." O Valência postou em sua conta oficial uma nota de pesar pelo falecimento do classudo. Hoje é dia de luto para o futebol. 👤 Waldo Machado da Silva 👶 9 de setembro de 1934, faleceu em 25 de fevereiro de 2019 (84 anos). 🏠 Brasileiro 👕 Fluminense (BRA), Valencia (ESP), Hércules (ESP), Seleção Carioca e Seleção Brasileira. 🏆 (principais) Torneio Rio-São Paulo 57 e 60, Campeonato Carioca 59 e Zona Sul da Taça Brasil de 60 (Fluminense); Liga Europa da UEFA 61/62 e 62/63 e Campeonato Espanhol 66/67 (Valência); Taça do Atlântico 60 (Seleção Brasileira). 👑 (principais) Troféu Pichichi 66/67. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,0) 📷 Revista Esporte Ilustrado número 913. #Fluminense #Valência #Brasil #SeleçãoBrasileira #Atacante
- Desailly: The Rock
O futebol da década de 90 apresentou atacantes talentosos, que aliavam velocidade, chutes certeiros e dribles desconcertantes, e ao mesmo tempo, zagueiros de igual talento, que em grande maioria se destacavam principalmente pela força física e imponência. Era comum esses zagueiros quebrarem a cabeça, se perguntando como parar estes atacantes, já que parte desses entravam na pequena área em passes de mágica, como peixes ensaboados. Uma descontraída resenha entre técnico e jogadores franceses, às vésperas da final da Copa do Mundo 1998 ilustra tal situação. No clássico vídeo, especulam sobre Ronaldo, elogiado e temido principalmente por Lilian Thuram e Marcel Desailly. Mas convenhamos: o classudo de hoje, ciente das suas qualidades - por mais que o Fenômeno assustasse - não baixaria a guarda, como sempre fez. O resultado já sabemos. Nascido em Acra, capital de Gana, e batizado como Odenke Abbey, veio a se chamar Marcel Desailly ao receber o nome do pai adotivo, um diplomata francês que casou-se com sua mãe e os levou para Nantes, cidade francesa. Com boa formação escolar e desportiva, não tardou a se descobrir no futebol, ingressando nas categorias de base do Nantes . Ingressou na equipe principal em 1986 aos 18 anos, demonstrando que não seria um jogador qualquer, também sendo chamado para as seleções inferiores da França. Sendo o Nantes considerado como um time mediano na Ligue 1, certo que não tardaria a ser contratado por um time de maior expressão. Após 8 anos na equipe o qual revelou, foi para o Olympique de Marseille, considerado na época como a potência da França. Desailly demorou a conquistar seu espaço e a titularidade. Demonstrando ao que veio, “The Rock” teve mais chances, apresentou suas características e um futebol de grande nível, acabando com a discordância entre superiores do clube e comissão técnica, quanto à sua contratação. Jogando ao lado de classudos como Fabian Barthéz, Rudi Voller, Didier Deschamps e Abedi Pelé, Desailly foi peça importante num sistema defensivo, essencial para a conquista da Liga dos Campeões de 1993 pelo Olympique, sendo a primeira e até hoje a única equipe francesa a conquistar a competição. Imersa a escândalos de manipulação de resultados, sendo punida e rebaixada, a equipe de Marselha perde o seu principal defensor para o Milan , que o aguardava sob o comando de Fábio Capello e jogadores como Franco Baresi, Costacurta, Albertini e Paolo Maldini, com quem formaria um impecável e equilibrado sistema defensivo. Desailly se adequou ao time e seguiu com carreira vitoriosa, já considerado como um dos melhores zagueiros da Europa. Os títulos obviamente vieram como resultado, ajudando a equipe de Milão a conquistar dois campeonatos italianos e uma Liga dos Campeões, a segunda da sua carreira. Vale ressaltar que a final fora contra o Barcelona de Johan Cruyff, onde Stoichkov e tampouco Romário foram páreos para a Desailly e a defesa rossoneri. De lambuja, anotou o seu gol na goleada de 4 a 0. A regularidade, o bom futebol e as conquistas lhe deram vaga na Seleção Francesa , que vinha de um longo período sem títulos e passando por reformulações. Nos anos seguintes, The Rock seria titular inquestionável em todas as conquistas dos Les Bleus, com destaque à inédita Copa do Mundo em 1998, na própria casa, onde mesmo expulso aos 23 do segundo tempo na final e temendo ser responsável por uma eventual derrota, compôs uma sólida defesa durante o Mundial com Thuram, Lizarazu e Deschamps. Conquistando ainda uma Eurocopa e duas Copas das Confederações, erguendo a taça da conquista de 2001, despediu-se dos Bleus com 116 partidas disputadas, a terceira maior marca da seleção, abaixo apenas de Lilian Thuram e Thierry Henry. Após a conquista do Mundial em 1998, The Rock se despede do Milan com seu nome no Hall da Fama rossoneri e transfere-se para o Chelsea , que ainda não dispunha dos recursos que dispõe atualmente, mas seguia uma linha de crescimento, onde já era visível que a equipe de Stamford Bridge elevaria de patamar em alguns anos. Michel contratado como estrela, peça chave e líder da defesa, tornou-se capitão, escrevendo seu nome na também na história do Chelsea e transferindo seu posto tempos depois à John Terry. Seguiu para o Oriente Médio e ainda defendeu o Qatar SC e o Al-Gharafa, pendurando o terno e as chuteiras em 2006. Por que jogava de terno? Zagueiro destro, o camisa 8 atuou algumas vezes como volante e primeiro homem no meio de campo. Considerado um dos maiores defensores do futebol francês e europeu, foi peça fundamental nas conquistas das equipes em que jogou e pela Seleção Francesa. Clássico zagueiro dos anos 90, onde a força física era determinante para o posição, Desailly se destacava devido ao seu vigor, porte físico e classe dentro de campo; cumpria perfeitamente tal perfil, inflexível e duro na queda como uma rocha, como muitos jogadores o classificavam. Aliado a isso, era um marcador implacável e exímio apoiador, preciso nos passes, nas saídas e roubadas de bola, além do bom cabeceio, o que lhe dava vantagem na maioria das disputas aéreas. Com boas arrancadas e dinâmica movimentação, era habituado a se deslocar da posição de origem, partindo para o meio campo e criando jogadas ou até mesmo indo ao ataque. Um defensor versátil que certamente escreveu sua história de forma magistral no futebol mundial. 👤 Marcel Édouard Georges Desailly 👶 07 de setembro de 1968 (50 anos) 🏠 Ganês/Francês 👕 Nantes, Olympique de Marseille, Milan, Chelsea, Al-Gharafa, Catar SC e Seleção Francesa 🏆 Liga dos Campeões da UEFA 92/93 (Olympique de Marseille); Liga dos Campeões da UEFA 93/94, Campeonato Italiano 93/94, 95/96, Super Copa Europeia 93/94 (Milan AC); Copa da Inglaterra 99/00 (Chelsea); Campeonato Qatariano 04/05 (Al-Gharafa); Copa do Mundo 98, Eurocopa 00, Copa das Confederações 01 e 03 (Seleção Francesa) 👑 Hall da Fama Milan AC Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) 📷 Getty Images/Mathew Ashton #Zagueiro #Nantes #Olympique #Milan #CopadoMundo1998
- Renato Abreu: Canhão da gávea
No futebol das categorias de base mundial quando um jogador canhoto opta por jogar pelo meio-campo ou pelo ataque e não se destaca, o treinador corriqueiramente o transfere para lateral esquerda. E com nosso classudo de hoje não foi diferente, Carlos Renato de Abreu, mais conhecido como Renato Abreu, apesar de ser natural da cidade de São Paulo, começou a desbravar o tapete verde como atacante em Santa Catarina, no Marcílio Dias. E logo na primeira temporada foi transferido para o Joinville onde atuou por apenas um ano. Em 2000 ao assinar contrato com o Guarani , onde marcava sua volta ao estado de São Paulo, o agora meio-campista fez excelentes atuações pelo clube e chamou a atenção do Corinthians, que o contratou após o classudo finalizar uma temporada pelo rival do estado. No timão apesar de conquistar alguns títulos, Renato não conseguiu mostrar o mesmo futebol que havia desempenhado na antiga e equipe, fazendo uma passagem cheia de altos e baixos. E assim, faria aquela que seria a sua primeira passagem pelo Clube de Regatas do Flamengo . Foi no ano de 2005, quando o nosso classudo recuperou o antigo futebol para ajudar o rubro-negro a sair do rebaixamento do campeonato brasileiro, sendo o artilheiro da equipe no ano. E seria o seu ponto de partida para o Oriente Médio, duas temporadas depois de assinar o contrato com o Mengão. Renato Abreu atuou por duas equipes durante a sua passagem no Emirados Árabes, destas o Al-Shabab foi o que o jogador mais atuou, entretanto não se viu grandes atuações como as que ele havia apresentado no Brasil. Com isso no ano de 2010 se concretizava o seu retorno para nação rubro-negra que novamente passava por complicações no campeonato nacional. No ano de 2011 após várias contratações de peso (como Ronaldinho Gaúcho) para o elenco, Renato foi recuado pelo treinador chegando a atuar como volante e algumas vezes como lateral. Naquele mesmo ano o classudo de hoje, participou daquele que ficou marcado com o jogo da década entre Flamengo e Santos , na Vila Belmiro. E Em 2013 depois de ter seu contrato rescindido Renato foi contratado pelo Santos (seu clube do coração), mas não obteve um bom rendimento jogando apenas 9 jogos na temporada e encerrando sua carreira após o clube não renovar seu contrato. Por que joga de terno? Ficou marcado por sua potência no chute e vários gols de falta, Renato Abreu desfilava com seu terno rubro-negro nas cobranças de falta, tanto a longa distância, quanto a média distância. E ainda é o maior artilheiro do Flamengo no século XXI, com 73 gols. 👤 Carlos Renato de Abreu 👶 9 de junho de 1978 🏠 Brasileiro 👕 Marcílio Dias (BRA), Joinville (BRA), União Barbarense (BRA), Guarani-SP (BRA), Corinthians (BRA), Flamengo (BRA), Al-Nasr (EAU), Al-Shabab (EAU) e Santos (BRA). 🏆 (Principais) Copa do Brasil 02 (Corinthians); Copa do Brasil 06 e13 (Flamengo). 👑 (Principais) Melhor jogador da Copa do Brasil 06; Prêmio Craque do Brasileirão 06; Seleção do Campeonato Brasileiro 06. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,5) 📷 Pedro Vilela/Getty Images #Corinthians #Flamengo #MeioCampo #Santos #Joinville #Brasil #Guarani
- Ramires: sinônimo de raça
O JdT de hoje é sobre um classudo que se destacou no futebol brasileiro e europeu e atualmente joga pelo Jiangsu Suning, na China. Ramires usou os ternos de Joinville, Cruzeiro, Benfica, Chelsea e Seleção Brasileira. Rapidez e marcação forte são características do volante. Iniciou a carreira nas categorias de base do Joinville , subiu para o profissional e em pouco tempo rumou ao Cruzeiro com a missão de substituir Ricardinho. Logo conquistou titularidade. No clube celeste viveu um dos seus melhores momentos como jogador. Se destacou em jogos importantes da Taça Libertadores e do Campeonato Brasileiro e hoje é visto com carinho pela China azul. Em 2008 recebeu o prêmio de melhor volante do Campeonato Brasileiro pela Revista Placar, superando Hernanes do São Paulo. Ao lado de Fábio e Kléber foi um dos nomes da equipe que levou o Cruzeiro ao vice-campeonato da Copa Libertadores. Ramires jogou os últimos jogos da competição já sabendo que partiria para o Benfica no meio da temporada. No clube conquistou a Taça da Liga e o Campeonato Português. Tendo atuações de destaque no Brasil e no exterior foi convocado para vestir o terno da seleção canarinho pela segunda vez. Foi campeão da Copa das Confederações 2009 e entrou na lista de Dunga para a Copa do Mundo 2010 . Alcançou titularidade após lesão de Elano e novamente ajudou a Seleção Brasileira com suas assistências, o que lhe rendeu participação na Copa de 2014. Em 2010 foi contratado pelo Chelsea , mais uma vez se tornou titular em pouco tempo. Na Inglaterra, viveu a melhor fase de sua carreira. Conquistou títulos importantes, entre eles, a Liga dos Campeões. Marcou o gol contra o Barcelona que garantiu a vaga da equipe na final contra o Bayern de Munique. Além disso, recebeu o prêmio de gol mais bonito da competição. Por que joga de terno? Apesar dos altos e baixos que viveu no futebol chinês, Ramires é um jogador que deixa saudades nos times pelos quais passou. Recentemente mostrou interesse em voltar para o Brasil e não escondeu seu carinho por Joinville, Cruzeiro e Flamengo, clube pelo qual torcia na infância. Mesmo não tendo porte físico avantajado se impôs diante dos adversários e contribuiu para sucesso da camisa que vestia. A raça que desempenha em campo é uma de suas características mais citadas por torcedores. Sua atuação no ataque também é elogiada. 👤 Ramires Santos do Nascimento 👶 24 de março de 1987 🏠 Brasileiro 👕 Joinville (BRA), Cruzeiro (BRA), Benfica (POR), Chelsea (ING), Jiangsu Suning (CHI) e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Mineiro 08 e 09 (Cruzeiro); Campeonato Português 09/10 e Taça da Liga 09/10 (Benfica); Copa da Inglaterra 11/12, Liga dos Campeões da UEFA 11/12, Liga Europa da UEFA 12/13, Copa da Liga Inglesa 14/15 e Campeonato Inglês 14/15 (Chelsea); Copa das Confederações 09 (Seleção Brasileira) 👑 (principais) Seleção do Campeonato Mineiro 08 e 09, Bola de Prata da Revista Placar 08, Seleção do Campeonato Brasileiro 08, Gol da Temporada do Chelsea 10/11 e 11/12 e Jogador da Temporada do Chelsea 11/12 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,0) 📷 Getty Images #Joinville #Cruzeiro #Benfica #Chelsea #Brasil #SeleçãoBrasileira #Volante #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014
- Quem é Afonso Alves?
Afinal, todos nós, fãs do esporte, que sempre acompanharam o futebol nacional ou internacional, nos concentramos e pensamos um pouco a mais para conseguir responder a pergunta. Nosso classudo de hoje não foi eleito melhor jogador do mundo, até finalizava bem com as duas pernas, não tinha tanta técnica e postura em campo, mas foi elemento central de uma briga entre dois renomados comentaristas do futebol brasileiro. Devemos considerar porém, que a coisa já devia estar bem feia entre os dois comentaristas lá em 2007, para que o assunto Afonso Alves fosse o real motivo de uma quase-agressão entre Benjamin Back e o "Portuga", do Energia 97 (ótimo programa até hoje). Para responder nossa questão principal, nada melhor que começarmos do início, seguindo o pleonasmo: Afonso Alves Martins Júnior, mineiro de Belo Horizonte, começou sua carreira com o terno do Atlético-MG , na própria terra natal. Raríssimas foram as oportunidades no único clube brasileiro que jogou na carreira, e em 2002, com pouco mais de 21 anos, rumou para o Velho Continente. Na Suécia atingiu o apogeu sendo campeão e artilheiro do Malmö FF. As boas temporadas em solo sueco convenceram o holandês SC Heerenveen a pagar cerca de 4,5 milhões de euros pelo mineiro - a maior compra do clube até os dias de hoje - e o centroavante não decepcionou. Afonso Alves se tornou o terceiro tupiniquim a ser artilheiro do Campeonato Holandês, repetindo a façanha de ninguém mais ninguém menos que Romário e Ronaldo Fenômeno. O brasileiro chegou a ficar em segundo lugar no prêmio europeu Chuteira de Ouro, apenas com um gol a menos do que o mítico Francesco Totti. Foram espantosos 31 gols em 34 jogos logo no primeiro ano com o terno azul e branco, cheio de corações, chamando a atenção do técnico da seleção brasileira à época, Carlos Caetano Bledorn Verri, ou melhor, Dunga. Nos últimos amistosos antes da Copa América de 2007, Dunga convocou o nobre atacante destaque do Holandesão, mas ninguém sabia na época quem era. A pergunta do enunciado foi repetida por todo o Brasil, e afinal, quem é Afonso Alves??? Respostas diversas geraram assunto para mesas-redondas, debates e pôde iniciar também o episódio da efusiva discussão entre Benja e Portuga - Benjamin Back, apesar do seu temperamento forte e histórico briguento (Neto que o diga), afirmou que ambos estão na paz hoje em dia. Afonso Alves, já com o peso de todas as dúvidas nas costas, jogou somente 8 jogos pela Amarelinha - marcando um solitário golzinho, num amistoso contra o México. Fez parte porém, do elenco então campeão do torneio continental em 2007. Com a camisa 21, foi reserva de Vagner Love, e também é lembrado por ter perdido um pênalti na semifinal diante o Uruguai. Posteriormente à Afonso Alves, Dunga ficou famoso por convocações "duvidosas" e de nomes pouco conhecidos para o público em solo canarinho - como o caso de Hulk e Kleber, ex- Porto . Ainda em 2007, ocorreu o momento mais épico da carreira deste mineirinho, uma façanha na história do futebol. Logo após a Copa América, nas primeiras rodadas do Campeonato Holandês, Afonso Alves marcou inacreditáveis 7 gols num só jogo, frente ao Heracles Almelo - a partida terminou 9 a 0. Infelizmente o feito não entrou para o Livro dos Recordes, mas no mesmo ano o atacante foi eleito indiscutivelmente o melhor jogador do Campeonato Holandês. Logo as cifras milionárias da Premier League chamaram a atenção e transferiu-se para o Middlesbrough . Chegou a surpreender novamente, marcando um hat-trick contra o ainda não tão poderoso e bilionário Manchester City, em um jogo que terminou 8 a 1 para o Boro. Apesar deste resultado, o time inglês não surpreendeu no restante da temporada, terminou em 13º colocado e Afonso Alves não mostrou qualquer centelho de genialidade posteriormente. Na temporada seguinte, o time foi rebaixado e no total, o brasileiro apresentou uma média muito abaixo do esperado: foram apenas 10 gols em 42 jogos. O Boro representou o início do fim para Alves, contrariando o pleonasmo do começo do texto. Em 2009, mudou-se para o Oriente Médio. Chegou a ser o artilheiro da Champions asiática (AFC) sob o comando de Paulo Autuori em 2010 pelo Al-Rayyan, porém, sofreu com algumas lesões e poucos jogos ao longo de 3 anos. Aposentou-se em 2015, sob a sombra da emblemática pergunta que ainda perdurava desde a fatídica convocação para a Copa América: quem é Afonso Alves? Por que jogava de terno? Apesar de sempre estar presente nas famigeradas listas "as convocações mais estranhas da Seleção Brasileira ", nosso polêmico classudo atingiu alguns feitos até incríveis e obteve na Suécia e na Holanda, boas médias. Fez parte de uma seleção campeã (com Dunga e Parreira), trabalhou com técnicos renomados como: Autuori e Gareth Southgate. É um ótimo nome a ser lembrado em discussões nas mesas de bar, quase um desafio nostálgico. 👤 Afonso Alves Martins Júnior 👶 30 de janeiro de 1981 🏠 Brasileiro 👕 Atlético-MG (BRA), Orgryte (SUE), Malmö FF (SUE), Heerenveen (HOL), Middlesbrough (ING), Al-Sadd (QAT), Al-Rayyan (QAT), Al-Gharafa (QAT) e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Sueco 04 (Malmö FF); Copa do Qatar 10 e 12 (Al-Rayyan); Copa América 07 (Seleção Brasileira). 👑 Melhor jogador do Campeonato Holandês 07; Artilheiro do Campeonato Holandês 07; Artilheiro da Liga dos Campeões da Ásia 10. Classômetro: 👔👔👔 (3,6) 📷 Dennis Beek / Efe #AtléticoMG #Orgryte #Malmö #Heerenveen #Middlesbrough #Brasil #SeleçãoBrasileira #Atacante
- Van der Vaart: Pequeno grande jogador
Criado nas categorias de base do Ajax desde os 10 anos de idade, nosso classudo de hoje Rafael Van der Vaart, inspirou e encantou os torcedores holandeses desde a sua estreia como profissional aos 17 anos. Sem deixar abalar pela pouca idade Van der Vaart se destacou muito em sua primeira temporada como profissional e logo marcou presença na seleção principal de seu país. A imortal Laranja Mecânica. Em quatro temporadas atuando como titular do Ajax e da seleção, o meio-campo abriu portas para grandes times e novas experiências. E em 2005 foi contratado pelo Hamburgo onde fez grandes atuações que marcaram a sua carreira a partir dali. Como o grande desempenho na Copa de 2006, jogando ao lado de grandes craques como Robben, Van Bommel, Sneijder e Van der Sar. Devido ao sucesso absoluto na equipe alemã, outros grandes clubes europeus criaram interesse no craque, já que depois do mundial, ele foi considerado um dos melhores jogadores de sua posição. Dessa forma em 2008 fechou contrato com o Real Madrid, porém no clube merengue o nosso classudo de hoje não obteve tanto espaço, pois na temporada seguinte nomes de peso foram cotados para reforçar a equipe madrilenha. Com uma passagem nem um pouco avassaladora no Real Madrid, o dono do terno 23, foi transferido para o Tottenham onde atuou por apenas duas temporadas e retornou para Hamburgo em 2012, a fim de retomar o antigo futebol que havia apresentado ali no começo de sua carreira. Porém aos 30 anos Rafael mantinha uma sequência intermitente de jogos devido a quantidade de lesões. E a partir de então fez passagens curtas por outros times como: Real Betis, Midtjylland e por último Esbjerg da dinamarca, onde decidiu encerrar sua carreira. Por que jogava de terno? Pequeno, mas grande jogador, com seus 1,76m, Van der Vaart era o fatídico meia esquerda que desfilava nos tapetes verdes com sua majestosa canhota. Distribuindo assistência e arrematando sempre em grande estilo de fora ou dentro da área. 👤 Rafael Ferdinand Van der Vaart 👶 11 de fevereiro de 1983 🏠 Holandês 👕 Ajax (HOL), Hamburgo (ALE), Real Madrid (ESP), Tottenham (ENG), Real Betis (ESP), Midtjylland (DEN), Esbjerg (DEN) e Seleção Holandesa. 🏆 (Principais) Campeonato Holandês 01/02 e 03/04, Copa da Holanda 01/02 (Ajax); Campeonato Dinamarquês 17/18 (Midtjylland). 👑 (Principais) Jogador holandês do ano 01. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,6). 📷 Bob Thomas/Getty Images #Tottenham #Ajax #SeleçãoHolandesa #MeioCampo #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2006 #Eurocopa
- Papin: A papinada
Quando debatemos os grandes jogadores franceses ao longo dos anos, craques como Michel Platini, Zinedine Zidane, Thierry Henry e Didier Deschamps são frequentemente lembrados, entretanto, no final dos anos 80 e durante os anos 90 um atacante chamou a atenção do mundo inteiro, tornando-se um dos maiores artilheiros do Futebol Francês. O Joga de Terno de hoje conta a história de Jean Pierre Papin. Nascido no noroeste da França, Papin foi ainda menino para a cidade de Jeumont, no norte do país, onde deu seus primeiros passos no futebol. Depois de tentar a sorte em alguns clubes chegou às categorias de base do Vichy, com o ótimo futebol apresentado rapidamente foi transferido ao Valenciennes para disputar a segunda divisão do campeonato francês, atingindo a marca de 15 gols em 33 jogos. Papin chamou então a atenção do Club Brugge da Bélgica e a partir daí a carreira deslanchou. Pelo Brugge, Papin conquistou a Copa da Bélgica e atingiu o segundo lugar no Campeonato Belga, com uma campanha de 31 jogos e 20 gols. Depois de ter sido convocado por Henry Michel para a Seleção Francesa e ter feito parte do time que eliminou o Brasil no mundial de 1986, ficando com o terceiro lugar, o atacante foi contratado pelo Olympique de Marselha . Com o terno do OM Papin tornou-se um dos maiores atacantes da França, jogando ao lado de Enzo Francescoli, Abedi Pelé, Didier Deschamps, Marcel Desailly, Rudi Völler, Eric Cantona, e comandado por Franz Beckenbauer, os “Les Phoceens” sagraram-se tetracampeões de forma consecutiva do Campeonato Francês de 89 a 92, conquistaram uma Copa da França e chegaram a final da Liga dos Campeões, perdendo o título para o Estrela Vermelha. Papin foi artilheiro do campeonato francês por cinco vezes e também da Liga dos Campeões por 3 vezes. Com essas marcas foi o vencedor da Bola de Ouro de 1991, o único francês a conquistar o título atuando no futebol francês, e ficou em segundo lugar no Prêmio de melhor jogador do mundo da FIFA. Papin tornou-se um dos melhores centroavantes do mundo naquela época e por isso, chamou atenção de Sílvio Berlusconi que não mediu esforços para levá-lo para o Milan fechando o contrato por uma quantia de 10 milhões de libras, transferência mais cara da época. Porém, no rubro negro italiano as coisas foram diferentes do que se esperava, companheiro de Marco Van Basten, o francês não se adaptou e acabou decepcionando. Apesar de ter conquistado títulos com a equipe como: Liga dos Campeões, dois Campeonatos Italianos e uma Supercopa da Itália, o atacante ficou a maior parte dos jogos no banco e finalizou sua passagem com 40 jogos e apenas 18 gols. Depois da decepção que foi no Milan, Papin transferiu-se para o Bayern de Munique , entretanto com o futebol já em baixa, conquistou apenas um título, a Liga Europa de 95/96, último título de sua carreira. Além do Bayern, Papin atuou ainda pelo Bordeaux e Guingamp, onde anunciou sua aposentadoria, entretanto, atuou ainda no Saint-Pierroise e Cap-Ferret, no campeonato amador da França. Depois de pendurar as chuteiras Papin tornou-se treinador e atualmente é Diretor de Futebol do Auxerre. Pela Seleção Francesa Papin deixou a desejar, apesar de ter conquistado o terceiro lugar na copa de 1986, a França de Papin não se classificou para o mundial de 1990 e foram eliminados na fase de grupos da Euro 92, ainda com Papin na equipe os franceses não se classificaram para a Copa de 94. O único título que Jean-Pierre Papin conquistou pela Seleção foi a Copa Kirin, um torneio realizado no Japão que mesclava times e seleções e teve sua última edição completa em 2016. Por que jogava de terno? Com 1,77 de altura, Papin foi um centroavante extremamente veloz e letal. Por seu ótimo desempenho com chutes de longa, média e pequena distância principalmente quando a bola vinha a meia altura, os torcedores apelidaram seus voleios de “A Papinada”. Seu ótimo faro de gol lhe rendeu muitas artilharias e até o título de melhor jogador Europa. Está marcado para sempre na história do Olympique de Marselha e do futebol francês. 👤 Jean-Pierre Roger Guillaume Papin 👶 5 de novembro de 1963 🏠 Francês 👕 Vichy (FRA), Valenciennes (FRA), Club Brugge (BEL), Olympique de Marselha (FRA), Milan (ITA), Bayern de Munique (ALE), Bordeaux (FRA), Guingamp (FRA), Saint-Pierroise (FRA), Cap-Ferret (FRA) e Seleção Francesa. 🏆 (Principais) Copa da Bélgica 85/86 (Club Brugge); Campeonato Francês 88/89, 89/90, 90/91 e 91/92, Copa da França 88/89 (Olympique de Marselha); Campeonato Italiano 92/93 e 93/94, Liga dos Campeões 93/94 (Milan); Liga Europa 95/96 (Bayern de Munique). 👑 (Principais) Artilheiro do Campeonato Francês 87/88, 88/89, 89/90, 90/91 e 91/92; Artilheiro da Liga dos Campeões da UEFA 89/90, 90/91 e 91/92; Melhor jogador da Europa (Ballon d’Or) 91; Seleção da Europa (Ballon d’Or) 91; Gol do ano da Alemanha 95; GoldenFoot (Lenda do Futebol) 2013; Dream Team do Olympique de Marselha 2010. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (7,7) 📷 Alain Gadoffre/Getty Images #Olympique #Milan #BayernMunique #SeleçãoFrancesa #Atacante #CopadoMundo1986
- Cissé: O irreverente e azarado
A barba e o penteado exótico, geralmente descolorido, moicano ou pintado de verde, tornara-se marca quase registrada do francês Djibril Cissé. Sua carreira nem um pouco monótona é marcada também por graves lesões em momentos importantes, e competência para belos gols dignos do Joga de Terno. O carismático centroavante, destro e que comumente jogava também na ponta direita, teve a honra de vestir o terno da Seleção Francesa em duas Copas do Mundo, ambas com o emblemático 9 nas costas – seriam três se não fosse a segunda fratura da perna na carreira. Esteve também em campo, e acertado sua cobrança na disputa de pênaltis, no Milagre de Istambul, em 2005. Nosso classudo protagonizou boas histórias dentro e fora de campo ao longo de praticamente 20 anos de carreira nos campos, e ainda hoje mostra o faro de gols com a camisa do Liverpool Legends. Nascido em Arles, na França, Cissé iniciou sua carreira profissional no futebol oriundo da base do Auxerre . Grande destaque da equipe, acumulou 70 gols em seus seis anos com o clube, acumulando convocações e representando seu país na Copa do Mundo de 2002. Chama a atenção do Liverpool , e em 2004 ruma para a Inglaterra com moral. Rapidamente caiu nas graças da torcida, porém um infortúnio logo decretou seu breve destino: ainda nos primeiros meses no clube, no jogo contra o Blackburn Rovers, sua chuteira fica estranhamente presa no gramado e ele parte dois ossos de sua perna esquerda. Previsto para perder o restante da temporada, poderia ter sido pior e ter perdido a perna (segundo o próprio jogador) se não fosse o tratamento especializado que recebeu ainda no estádio. O jogador volta surpreendentemente antes do aguardado, marcando importantes gols, e participa da campanha do título da Champions League 04/05, estando presente nos momentos finais da fatídica final ante o AC Milan. A superação do jogador se repete novamente em 2006: no último jogo da preparação da Seleção Francesa para a Copa do Mundo, Cissé divide a bola com um jogador chinês, e para sua frustação, parte desta vez a perna direita. A recuperação dura cerca de cinco meses, e o atacante é emprestado ao Olympique de Marseille após alguns rumores. Com as dificuldades e dores normais de quem partiu as duas pernas em dois anos, lida com as críticas impunes em seu país. Jean-Pierre Papin , Bola de Ouro em 1991 e hoje dirigente no Auxerre, pede calma para que o jogador ganhe confiança após tantas cirurgias. O clube termina o campeonato em segundo lugar, com destaque para chutes letais de Cissé após o começo lento. Tornar-se-ia ainda um ídolo para a torcida do grego Panathinaikos, sendo o artilheiro na campanha vitoriosa na Liga e na Copa da Grécia logo no primeiro ano. Seu ótimo momento, o faz ser convocado por Domenech para a Copa do Mundo na África do Sul, em 2010. Nas terras helênicas, chegou a brigar com o presidente do Olympiakos, sofreu ofensas racistas e não renovou o empréstimo. Ainda peregrinou e acumulou alguns gols por Sunderland e Queens Park Rangers na Inglaterra, Lazio na Itália, Al-Gharafa no Qatar, Kuban Krasnodar na Rússia e Bastia na França. O irreverente atacante pendurou as chuteiras em 2015, no modesto JS Saint-Pierroise. O clube das Ilhas da Reunião, território francês no Oceano Índico, já contou com passagens também ilustres do camaronês Roger Milla, o conterrâneo Dimitri Payet e o outrora defensor Papin. Porém, após um hiato de dois anos, retorna ao futebol pelo suíço Yverdon, que disputava a terceira divisão do campeonato local – aos 36 anos, marcou 24 gols em 29 partidas. O clube atual do quase nômade Cissé é o italiano Vicenza 1902. Mas como é de se esperar, uma boa história acompanha a assinatura de contrato do campeão das Copa das Confederações de 2003, com a equipe italiana: o clube é uma refundação do antigo e falido Vicenza, e para seu azar, a Federação Italiana ainda não emitiu o licenciamento para o clube jogar competições oficiais. O excêntrico francês ainda tem na carreira um filme – interpretou a si próprio em “Taxi 4” – e chegou a ser preso em 2015, por ameaçar vazar imagens íntimas do ex-companheiro de Olympique, Mathieu Valbuena, com a namorada. Apesar de ainda persistir na carreira profissional, participa regularmente de algumas partidas do time de veteranos dos Reds, o Liverpool Legends – inclusive assinalando um gol no saudoso amistoso contra o AC Milan Glorie, eternizando aquela noite milagrosa há quase 15 anos em Istambul. Por que jogava de terno? Cissé foi um dos grandes atacantes da geração francesa nos primórdios do século XXI, ao lado de nomes como Henry, Trezeguet, Wiltord e Anelka, dentre outros. Surgiu como uma boa revelação até a afortunada lesão já nos tempos de Liverpool. No auge, foi um jogador explosivo, forte fisicamente, veloz e dinâmico, além de bom finalizador, conseguindo ser cobiçado no mercado europeu. Apesar da dupla frustração com as lesões, e consequentemente a superação em tão pouco tempo, a carreira do francês poderia ter outras memórias mais interessantes, e ser lembrada mais pelos dias dentro do campo do que fora, não fossem as pernas quebradas e as cicatrizes que sempre o acompanharam. 👤 Djibril Cissé 👶 12 de agosto de 1981 🏠 Francês 👕 Auxerre (FRA), Liverpool (ING), Olympique de Marseille (FRA), Sunderland (ING), Panathinaikos (GRE), Lazio (ITA), Queens Park Rangers (ING), Al-Gharafa (QAT), Krasnodar (RUS), Bastia (FRA), Saint-Pierroise (FRA), Yverdon (SUI) e Seleção Francesa. 🏆 Copa da França 02/03 (Auxerre); Liga dos Campeões da UEFA 04/05, Super Copa da UEFA 04/05 e Copa da Inglaterra 05/06 (Liverpool); Copa da Grécia e Campeonato Grego 09/10 (Panathinaikos); Copa das Confederações 03 (Seleção Francesa). 👑 Artilheiro do Campeonato Francês 01/02 e 03/04; Artilheiro do Campeonato Grego 09/10 e 10/11; Melhor jogador estrangeiro do Campeonato Grego 2010. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,9) 📷 Laurence Griffiths/Getty Images #Liverpool #Auxerre #Olympique #Panathinaikos #SeleçãoFrancesa #Atacante #CopadoMundo2002 #CopadoMundo2010
- Nunes: O artilheiro dos gols decisivos
Certamente, você já ouviu aquele verso que diz: “Zico, Adílio e Júnior fazenda a bola rolar”. Mas hoje, é dia de relembrar de outro artilheiro: João Batista Nunes de Oliveira, o Nunes, ficou eternizado na memória dos rubro-negros e não só por sua vasta cabeleira. Nunes jogou na juventude pelo clube da Gávea, mas se profissionalizou no Confiança, do Sergipe. Depois, jogou pelo Santa Cruz, foi para o México e em 1980 fez parte da geração de ouro do Flamengo. Antes de defender o time da Gávea, jogou pelo Fluminense. No Flamengo conquistou todos os títulos possíveis. Campeão da Libertadores de 81 e campeão Mundial, o atacante fez 2 gols na decisão do título Mundial do Flamengo, diante do poderoso Liverpool. O apelido se deve exatamente pela importância dos gols do artilheiro, que garantiu o título Mundial do Flamengo, dois Brasileiros e um estadual. Por que jogava de terno? Nunes tinha um grande faro de gol. Poderia até não ser o jogador mais habilidoso da equipe, mas era um jogador de extrema raça e isso ajudou na sua identificação com a torcida Rubro-negra. Era o típico jogador de jogo grande, tanto que fez gol até em final do Campeonato Brasileiro e decidiu o primeiro titulo nacional do Flamengo, diante do Galo. Em 8 anos fez 219 partidas e marcou 99 vez com o terno do time carioca. Mais da metade desses gols foram em 1981, o ano de ouro Rubro-negro. 👤 João Batista Nunes de Oliveira 👶20 de Maio de 1954 👕 Confiança, Santa Cruz, Fluminense, Monterrey (MEX), Flamengo, Botafogo, Náutico, Santos, Atlético Mineiro, Boavista (POR), Volta Redonda, Tiburones Acajutla (HON) e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Pernambucano, 76 e 78 (Santa Cruz), Campeonato Brasileiro 80, 82, Libertadores 81, Mundial 81, Campeonato Carioca 81, 86, Taça Guanabara 80, 81, 82, 84 (Flamengo), Campeonato Pernambucano 85 e 89 (Náutico), Campeonato Mineiro 86 e Taça Minas Gerais 86 (Atlético-MG) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,1) 📸 Masahide Tomikoshi / Tomikoshi Photography #Flamengo
- Terno de Linha – São Paulo 2005: O ano perfeito
Os últimos anos eram de crise, dramas, eliminações para times de pouca expressão e constantes derrotas para os rivais. Poderíamos estar até falando de tempos recentes, mas o torcedor são-paulino pôde enfim comemorar dignamente no ano de 2005. Na semana em que o Tricolor garantiu presença na final do Paulistão após um hiato de 16 anos – a última final no certame estadual foi contra o próprio Corinthians em 2003 – lembramos os três títulos conquistados em 2005, com um time difícil de se enfrentar jogando em casa, e cascudo quando jogava fora, que fez ressurgir o time do Morumbi no cenário do futebol. Rogério Ceni foi o artilheiro do ano, começando à escrever seu nome como maior ídolo do clube – em 2006, tornaria-se o maior goleiro-artilheiro da história, superando o paraguaio Chilavert. À frente dele em campo, Lugano exercia o verdadeiro papel de “paredão”, enquanto Mineiro e Josué controlavam o meio de campo. Danilo virou “Zidanilo” e Cicinho viveu o melhor ano de sua carreira. Na frente, Luizão e Amoroso jogavam de Terno. Quase 15 anos depois, os feitos podem servir de inspiração na cabeça do torcedor depois do último domingo. A espinha daquele time começou a ser montada ainda em 2004, sob a batuta do atual treinador Cuca. O São Paulo voltava a competir então na Copa Libertadores, campeonato que não disputava desde a final perdida para o Vélez em 1994. Montou um elenco à altura na época: contrataram Danilo, Grafite, Fabão, destaques do Goiás que fez boa campanha no ano anterior, e chegaram Cicinho e Júnior para as laterais. O time seria eliminado de maneira trágica na semifinal, pelo surpreendente Once Caldas, da Colômbia, posteriormente campeão. Mais reforços da base campeã chegaram em 2005: a dupla Josué e Mineiro, o experiente atacante Luizão, além do técnico Emerson Leão. No primeiro Campeonato Paulista disputado por pontos corridos, o Tricolor faz a melhor campanha e ganha o título de maneira antecipada, num empate contra o Santos, sendo esta a última conquista do time no torneio estadual. O São Paulo logo inicia o ano da melhor maneira possível para o objetivo principal, a tradicional Libertadores. Não foi um início de ano perfeito, logicamente. O melhor jogador de futsal do mundo em 2004, Falcão, arriscou sua carreira no campo neste time do São Paulo. Foram 4 meses, poucos jogos, raros minutos e uma relação conturbada com Leão. O próprio técnico assinou contrato com um clube japonês durante a fase de grupos do torneio sul-americano e o time foi dirigido na Argentina, contra o Quilmes, por Milton Cruz, o eterno salvador do tricolor nestes momentos. Paulo Autuori, campeão da Libertadores com o Cruzeiro em 97, assumiu o plantel, e na sua estreia, pelo Brasileirão, 5 a 1 no clássico contra o Corinthians “galáctico” de Daniel Passarela (que caiu após a derrota). Nas oitavas de final da Libertadores, o São Paulo passa por outro rival, desta vez o Palmeiras, com boas atuações do carrasco alviverde Cicinho. O gol antológico do lateral-direito no primeiro jogo sela a ida do Tricolor às quartas, onde encarou o mexicano Tigres. Na partida de ida, Rogério Ceni quase entra para a história com um hat-trick em pleno Morumbi, não tivesse desperdiçado um pênalti quando já estava 4x0 o placar. Já no México, na partida de volta, 2 a 1 para os donos da casa, impondo a única derrota do São Paulo na competição. O time iria ainda eliminar o River Plate na semifinal, com duas vitórias, e destaque para Amoroso, contratado às vésperas para suprir a ausência do lesionado Grafite. Na primeira final da Copa Libertadores entre dois clubes do mesmo país, o tricolor goleou o Atlético Paranaense no segundo jogo, após 1 a 1 no Beira-Rio – o time comandado por Antônio Lopes não pôde mandar seu jogo na Arena da Baixada, por não suportar o público mínimo para uma final (40 mil pessoas). Com 71 mil pessoas no Morumbi, o São Paulo era o primeiro brasileiro tricampeão continental após um 4x0 em campo. Assegurava assim a classificação para o Mundial, a ser disputado no Japão no final do ano. O Campeonato Brasileiro daquele ano, que ficou marcado pelo escândalo da “Máfia do Apito”, então serviu para preparar o time, terminando a competição em 11º lugar, com poucos bons resultados – a destacar a vitória por 6x1 diante do Flamengo, no Rio de Janeiro. Alguns torcedores ainda lembram da vitória anulada diante do Corinthians, por 3x2, com dois gols de Amoroso, que posteriormente fora remarcada, resultando num empate em um a um. O Tricolor viajava ao Japão com um time bem formado taticamente e prometendo dar trabalho ao grande favorito ao título, o campeão europeu Liverpool . Os brasileiros chegaram a passar sufoco no primeiro jogo, diante do Al-Ittihad: vitória por 3x2 com dois gols de Amoroso e um de Rogério Ceni e a classificação para uma final de Mundial após 12 anos. Era a hora do jogo do ano, a decisão daquele ano histórico. Logo aos 26 minutos de jogo, Aloísio – que havia marcado um gol pelo Atlético-PR na final da Libertadores contra o próprio São Paulo e, tal como Amoroso às vésperas da semifinal diante do River, fora contratado pouco tempo antes do Mundial – tocou para Mineiro aparecer no meio da zaga dos Reds e marcar. 1 a 0. Os ingleses pressionaram muito após o gol, tentando quem sabe repetir o Milagre de Istambul, mas a noite milagrosa era do goleiro Rogério Ceni. Foram inúmeros chutes a gol, escanteios e até mesmo três gols bem anulados pela arbitragem. O Tricolor consagrava-se tricampeão mundial e era o final de ano perfeito para o torcedor são-paulino. Artilheiro do time no ano com 21 gols, Rogério Ceni ainda coroaria o melhor ano de sua carreira com o prêmio de melhor jogador do Mundial. Era uma temporada de gols e defesas que ficariam na memória de todos os torcedores. Com algumas perdas no elenco para 2006, o clube contrata Muricy Ramalho para comandar a equipe, que confirmaria seu protagonismo do futebol brasileiro e continental nos anos seguintes: perderia a final da Libertadores 2006 para o Internacional de Porto Alegre, mas conquistaria de forma consecutiva os Campeonatos Brasileiros de 2006, 2007 e 2008. Sacramentaria nestes anos o “esquema” 6-3-3: referência aos títulos Brasileiros, da Libertadores e Mundiais, mesmo tendo a base da tríplice coroa de 2005 se desmanchando aos poucos. Os anos de glória do time em campo foram um verdadeiro casamento com o torcedor são-paulino e fizeram idolatrar o novo/velho herói Rogério Ceni. Mais de uma década depois, os números 6-3-3 ainda perduram na sala de troféus tricolor, estagnados, e relembram as façanhas daquele time classudo que permitiu discutir se foi de fato o melhor São Paulo de todos os tempos. 🏆 Títulos conquistados: Campeão Paulista de 05, Campeão da Copa Libertadores de 05 e Campeão Mundial de 05. 👕 Time base: Rogério Ceni, Fabão, Lugano e Edcarlos (Alex); Cicinho, Mineiro, Josué, Danilo e Júnior; Luizão (Diego Tardelli) e Amoroso (Grafite). 👤 Principais classudos: Rogério Ceni, Mineiro, Danilo e Amoroso. 📺 São Paulo 4x0 Atlético/PR, pela final da Copa Libertadores de 05 e São Paulo 1x0 Liverpool, pela final do Mundial de 05. ⚽ Mineiro, aos 26’ do primeiro tempo contra o Liverpool, após lançamento preciso de Aloísio, aparece livre para marcar o único gol do jogo. 📷 Arquivo SPFC/Divulgação. #SãoPaulo









