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- Seleção Brasileira feminina 2018: O Heptacampeonato
Em ano de Copa do Mundo Feminina relembraremos a Copa América do ano passado, conquistada pelas meninas da seleção canarinho no Chile. A competição carimbou a vaga do Brasil no torneio que acontece entre junho e julho, nos Jogos Pan-Americanos e nos Jogos Olímpicos de 2020. De oito edições da Copa América sete foram conquistadas pela Seleção Brasileira de Futebol Feminino. O último título foi acompanhado por uma trajetória de vitórias em todas as partidas. Melhor ataque e defesa da competição, o time comandado por Vadão aplicou destacáveis goleadas, inclusive a de 8 a 0 sobre o país anfitrião. Foram 31 gols marcados e apenas 2 sofridos em 7 jogos. Bia Zaneratto foi a artilheira da equipe, perdendo no ranking geral apenas para a colombiana Catalina Usme (9 gols) e empatando com a argentina Soledad Jaimes (6 gols). Das 22 jogadoras que foram ao Chile todas entraram em campo e 14 balançaram as redes. O grupo contou com uma artilharia curiosa, 7 gols foram marcados por zagueiras. A Argentina foi a campeã sul-americana de 2006, único ano em que a taça não veio para o Brasil. As equipes se enfrentaram duas vezes na campanha do hepta, Cristiane e Debinha balançaram a rede em ambas. Na vitória por 3 a 0 Cristiane abriu o placar após receber lançamento de Marta logo no início do segundo tempo, Thaisa deixou o seu de rebote e Débora fez o terceiro, um golaço de fora da área. As classudas da seleção canarinho comemoraram a conquista antecipadamente já que a equipe albiceleste, concorrente direta ao título, perdeu de 4 a 0 para o Chile. Para honrar a campanha perfeita tivemos um 3 a 0 para cima da Colômbia, dois gols de Mônica e um da experiente Formiga. Recentemente Marta, eleita seis vezes melhor do mundo, se emocionou ao falar sobre o crescimento do futebol feminino e a importância do trabalho desempenhado por Formiga e Pretinha para que isso ocorresse. É importante reconhecer o protagonismo das jogadoras brasileiras, restrições de transmissões, falta de patrocínio, baixos salários e pouco apoio da CBF caracterizam o caminho percorrido até o heptacampeonato. Mesmo diante dessas condições a seleção se manteve em rankings FIFA e alcançou outros bons resultados. No início da temporada a comissão técnica optou pela não realização de amistosos com o objetivo de evitar lesões e desgastes. A seleção não participou do torneio Algarve, se restringindo apenas a jogos-treino. O que foi bastante criticado, mesmo com o favoritismo brasileiro frente aos demais times sul-americanos. Como saber se as técnicas adotadas por Vadão estavam surtindo efeito? Vale lembrar que a equipe contava com dois retornos de peso: o de Formiga que havia se aposentado em 2016 e Cristiane que decidiu se afastar da seleção após a demissão de Emily, um protesto contra o descaso da CBF com o futebol feminino. A chegada de Bia Vaz como coordenadora e auxiliar técnica do time contribuiu para que se falasse em valorização da modalidade no país. Atualmente a exigência para que os times que disputarão a Libertadores montem ou façam parcerias com equipes femininas também alimenta tal debate. Seria a Copa do Mundo o título que falta na sala de troféus da Seleção Brasileira de Futebol Feminino? Chegamos perto em 2007. Como o time se comportará nos confrontos contra Austrália, Itália e Jamaica? Teremos que esperar até junho para conferir. A conquista do heptacampeonato e o Torneio das Nações nos deram pistas do caminho a ser percorrido. 🏆 Título conquistado: Copa América 2018 👕 Time base: Bárbara (Letícia); Rilany, Mônica, Rafaelle (Erika) e Tamires (Andressa Alves); Thaisa, Formiga, Marta e Thaisinha; Debinha e Cristiane (Bia Zaneratto) 👤 Principais classudas: Bia Zaneratto, Cristiane, Formiga, Marta e Mônica 📺 Brasil 3 x 0 Colômbia ⚽ Aos 29' 1T, Mônica marca de cabeça após cobrança de falta. No fim da primeira etapa Formiga amplia, golaço. Aos 26' 2T Mônica fecha o placar. 📷 Getty Images
- Santiago Cañizares: Cheiro de Valência
Quem conhece já vai se lembrar. O Valência de 2001 a 2003, era realmente um elenco ótimo. Muitos de cara vão lembrar de Ayala, Pablo Aimar, as figuras argentinas daquele time. Porém, como todo bom elenco, este também era, de cabo a rabo. E no gol, havia um goleiro meio doido, de cabelo loiro e que às vezes o tingia de vermelho: Santiago Cañizares Revelado 1989 pelo Real Madrid , apesar de muito vitorioso, encontraria muitas dificuldades no início de sua carreira. Não ganhou chances no time principal, passou por vários empréstimos por clubes menores como Elche, Mérida e Celta de Vigo. Em 1994, ganharia uma chance no time principal do Real Madrid, fazendo parte do elenco, ainda que inicialmente no banco, que ganharia a La Liga de 1994, ano em que Cañizares fez apenas 1 jogo pelo clube. No entanto, tal cenário mudaria quando em 1997, ano em que fez 28 partidas, Cañizares ganhou destaque mundial por fazer parte do time, embora não tivesse jogado a final. Foi contratado pelo Valência com a missão de substituir o ídolo Zubizarreta. Chegou pressionado. É em casos como esse que definimos se o jogador joga ou não de terno. Seu sucesso individual veio acompanhado de um sucesso no clube, que ganhou títulos como a Copa e Supercopa da Espanha, chegando a duas finais de Champions League, a de 2001, que ficou muito famosa a cena em que após perder a disputa por penâltis, o goleiro chorando copiasamente e depois foi consolado por Oliver Kahn. Era a prova de amor de Cañizares à torcida. Ele próprio revela em entrevistas que sente muito pela final perdida e em contrapartida, a torcida o abraçou e ganhou um novo idolo. Tanto que foi longeva a sua passagem pelo time, que constou nada mais nada menos do que 391 jogos pelo Valência. Na seleção Espanhola, Cañizares foi convocado para a Copa de 2002, aquele que provavelmente foi o ano do seu auge. Não havia goleiro espanhol que chegasse ao nível dele. Muito provavelmente foi convocado para ser o titular da Copa de 2002. Contudo, Sergio Cañizares viria a ser cortado da seleção. Um baque para sua carreira, que poderia ter ganhado proporções astronômicas, ainda que tenha sido bastante grande. Em um banho pós-treino, Cañizares foi colocar sua colônia favorita, o perfume Cristalino, quando deixou cair o frasco do produto em seu pé, que o cortou e causou uma inflamação no tendão do jogador, que levaria ao corte do time. Por que jogava de Terno? Sua principal característica eram as defesas que fazia à queima roupa. O goleiro possuía um exímio reflexo e conseguia fazer defesas impossíveis. Seu cabelo, passou a ser tingido de loiro platinado, o que destacava fora dos campos e o tornou extremamente carismático. Era, de fato, um enorme ídolo para a torcida do Valência. Sua parceria de time com jogadores como Ayala e Aimar, parece ter lhe dado uma característica muito catimbeira e singular de goleiros sulamericanos. Para muitos, Cañizares foi um dos melhores goleiros que já jogaram o jogo. Como prova disso, ainda conquistou a Copa da UEFA em 2003/2004 e individualmente, papou 4 trofeús Ricardo Zamora e fez parte do time do ano da UEFA em 2001. 👤 Santiago Cañizares 👶 18 de dezembro de 1969 🏠 Espanhol 👕 Real Madrid, Real Madrid Castilla, Elche, Mérida, Celta de Vigo, Valência e Seleção Espanhola 🏆 Principais campeonatos: Espanhol 94/95, Espanhol 96/97, Liga dos Campeões 97/98 (Real Madrid) ; Espanhol 01/02, Espanhol 02/03, Copa da Espanha 98/99, Supercopa da Espanha 99, Copa dos Campeões 03/04, Supercopa dos campeões 04 (Valência). Olimpíadas Sub-23 92 (Espanha). 👑 Principais: Troféu Zamora: 92/93, 00/01, 01/02 e 03/04, Time do ano UEFA 2001. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,8) 📷 Getty Images #Valência #Goleiro #RealMadrid
- Batigol
O "Batigol'' é um dos maiores jogadores da história da Fiorentina, não só por ter ficado na Viola durante 9 temporadas (91-00) mas também por ter permanecido na equipe durante a série B (92/93) e recusado uma proposta milionária do Manchester United. E claro, pelos gols, muitos gols. Foram 152 nesse período, o segundo maior artilheiro do time na história. E não pense que por ter jogado em um time europeu de menor expressão não tinha CLASSE. Jogou muito na Seleção Argentina também. É o maior goleador da história, com 56 gols em 78 partidas, sendo 10 gols em Copas do Mundo. Aposentou em 2005, depois de várias lesões e infiltrações mas não, ele não corre perigo de amputar as pernas, como chegou a ser veiculado na imprensa Por que jogava de terno? Os números falam por si. Ele jogou quase 10 anos com o mesmo terno e aqui a gente respeita muito isso. Sem falar que ele fez parte da lendária dupla de ataque argentina BATISTUTA E ORTEGA!!! 🚹 Gabriel Omar Batistuta 👶 1 de fevereiro de 1969 (47 anos) 🏠 Argentino 👕 Newell's Old Boys, River Plate, Boca Juniors, Fiorentina, Roma, Internazionale, Al-Arabi Doha 🏆 Campeonato Argentino: 87/88 (Newell's Old Boys), Campeonato Argentino: 89/90 (River Plate), Campeonato Italiano - Serie B: 93/94 e Copa da Itália: 95/96 (Fiorentina), Campeonato Italiano: 00/01 (Roma), Campeonato Qatari: 04 (Al-Arabi Doha), Copa América: 91 e 93 e Copa das Confederações: 92 (Seleção Argentina) 👑 Artilheiro do Campeonato Italiano 94/95 - 26 Gols, Um dos 11 eleitos pela AFA para a Seleção Argentina de Todos os Tempos Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #NewellsOldBoys #RiverPlate #Roma #SeleçãoArgentina #CopadoMundo1998
- Atlético-MG 1977-1983: A maravilhosa geração quase protagonista
No dia 23 de janeiro deste ano a página ENJE (Escola Nicola de Jornalismo Esportivo) – Sala de Aula inaugurou a serie “Debate Democrático” com a pergunta: “O Galo deixou de ser protagonista no futebol?”. Para alguns o Atlético nunca chegou a ser protagonista no futebol brasileiro, apenas teve bons momentos na atual década, ao vencer a Libertadores-13 e a Copa do Brasil-14. Para aprofundar um pouco a discussão, este Terno de Linha vai retroceder aos anos 1970 e início da década seguinte, para entender como o Atlético se posicionava no cenário futebolístico mineiro e nacional. Após a inauguração do Mineirão, em 1965, o Atlético viu a consolidação do Cruzeiro , somente conquistando o campeonato local em 1970, na sequência de um pentacampeonato do rival. No ano seguinte não conseguiu repetir o feito, mas sagrou-se campeão brasileiro sob o comando de Telê Santana. O brilho foi efêmero, sendo seguido pelo fracasso na Libertadores 72 (4 empates e 2 derrotas na fase de grupos) e, nos quatro anos seguintes, o Galo sofreu novamente com a supremacia cruzeirense, tetracampeã mineira 72-75, para voltar ao título apenas em 76. Neste período, entretanto, as equipes de base começaram a se impor, conquistando o bicampeonato da Copa SP de Futebol Junior (75-76), 4 títulos nas categorias juvenil e infanto-juvenil e 3 na categoria infantil, revelando futuros craques como João Leite, Alves, Heleno, Paulo Isidoro, Toninho Cerezo e Reinaldo. Com a equipe renovada, o título mineiro de 76 é conquistado de forma invicta, com apenas 5 empates em 31 jogos, fechando o ano com campanha muito boa no campeonato brasileiro, eliminado pelo Internacional em partida única da fase semifinal. O entusiasmo permanece durante o campeonato mineiro do ano seguinte, a despeito da forte concorrência do Cruzeiro, principalmente quando o Galo derrota o rival na primeira partida da decisão. Mas a vantagem é perdida na segunda partida e o título escapa no jogo desempate. No campeonato brasileiro, iniciado em outubro de 77, a campanha do Galo reacendeu as esperanças da torcida. Foram 12 vitórias e apenas 1 empate nas duas primeiras fases, com a impressionante marca de 2,69 gols por partida. A terceira fase foi disputada no ano seguinte, com ótimo desempenho (4 vitórias, 1 empate e 10 gols marcados). Na semifinal o Atlético eliminou o Londrina e Reinaldo, com 3 gols na primeira semifinal, atingiu a marca de 28 gols em 17 partidas. Suspenso, o artilheiro desfalcou a equipe na segunda partida da semifinal e na final. E aí, quando todos esperavam a consagração, o empate (no tempo normal e na prorrogação) e a conquista do título pelo São Paulo (3x2 nos pênaltis). Com 3 cobranças por cima da meta, o Atlético perdia a oportunidade do 2º título nacional, estabelecendo a situação inusitada de vice-campeão invicto, embora o Botafogo (5º colocado na classificação geral) também tenha terminado o campeonato sem sofrer derrota. Com 4 vitórias e 2 empates, o Galo classifica-se na fase de grupos da Libertadores, mas é eliminado nas semifinais (3 derrotas em 4 jogos), jogando por terra a possibilidade de seu primeiro título continental. No âmbito doméstico recupera a hegemonia, iniciando um período de 6 títulos mineiros consecutivos. O ressurgimento no nível nacional ameaçou acontecer no campeonato brasileiro de 80, quando o Galo terminou a terceira fase com 13 vitórias, 3 empates e 1 derrota, eliminando o Internacional (empate em casa e vitória no Beira Rio) e credenciando-se a disputar a final com o Flamengo que, embora com campanha inferior, obteve vantagem para a decisão, por ter feito vencido o Coritiba nas duas partidas da fase semifinal. Os resultados de vitória do Galo (1x0, no Mineirão) e vitória do Flamengo (3x2, no Maracanã) – com direito a arbitragem polêmica de José de Assis Aragão e gol decisivo de Nunes – deram o título ao Flamengo, em nova oportunidade perdida de bicampeonato nacional do Atlético. A acirrada rivalidade entre Atlético e Flamengo chegou ao auge na Libertadores-81, quando as equipes fizeram um jogo extra no Estádio Serra Dourada, depois de empatarem em pontos ganhos na fase de grupos. A partida foi encerrada ainda no primeiro tempo, depois que José Roberto Wright expulsou João Leite, ficando o Atlético com apenas seis jogadores (Reinaldo, Éder, Chicão e Palhinha, além do técnico Carlos Alberto Silva, já haviam recebido cartão vermelho). Aliás existe um desencontro de informações nesse episódio. Várias fontes apontam que Osmar Guarnelli teria sido expulso, mas Wright, em entrevista concedida em 2013 ao Globo Esporte, afirma que expulsou João Leite. Em 1981 e no ano seguinte, embora conquistando o título mineiro, o Atlético voltou a fracassar no cenário nacional, terminando o campeonato brasileiro em 14º e 19º lugar, respectivamente, entre 44 equipes participantes. O último alento do período veio em 83, com a 3ª posição, eliminado pelo Santos na semifinal, já com elenco bastante modificado e sem a participação de novas revelações das categorias de base. O período, portanto, apresentou várias oportunidades de alcançar efetivo protagonismo no cenário futebolístico nacional, e eventualmente até internacional, frustrado por inúmeros fatores, entre os quais a concorrência do vitorioso do Flamengo, esse sim, despontando como protagonista com 3 títulos brasileiros, 1 da libertadores e 1 mundial de clubes. 🏆 Hexacampeão mineiro (78-83), Vice-campeão brasileiro (77 e 80) 👕 Time base (1977): João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir; Cerezo, Ângelo e Marcelo Oliveira; Serginho, Reinaldo e Ziza (com participações frequentes de Danival, Ângelo, Heleno e Paulo Isidoro) 👕 Time base (1980): João Leite; Orlando, Osmar Guarnelli, Luizinho e Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho Gaúcho, Reinaldo e Éder Aleixo (com participações frequentes de Alves, Silvestre, Ângelo e Fernando Roberto) 👤 Principais classudos: João Leite, Luizinho, Cerezo, Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Reinaldo e Éder Aleixo 📺 Atlético 0x0 São Paulo, final do campeonato brasileiro de 1977 e Atlético 1x0 Flamengo, primeira final do campeonato brasileiro de 1980. ⚽ Aos 8' do 1º tempo Cerezo avança pela esquerda e toca para Reinaldo. Ele gira e bate para o gol, a bola resvala no defensor e engana Raul / 21" do 2º tempo Éder Aleixo cruza da esquerda e Reinaldo, mesmo sentindo um estiramento, toca de direita para empatar o jogo. 📷 Conteúdo/Estadão e Eurico Dantas/Agência O Globo #AtléticoMG
- Gordon Banks: a defesa do século
“Enquanto eu me levantava, Pelé, sempre um grande esportista, chegou até mim e me deu um tapinha nas costas. ‘Pensei que fosse gol’, ele disse, sorrindo. ‘Eu também’, respondi". Este é um trecho das memórias de Gordon Banks, o goleiro inglês que faleceu aos 81 anos e o JdT tem o orgulho de colocá-lo entre os classudos. A defesa, realizada na partida entre Brasil e Inglaterra na Copa de 1970 foi denominada a "defesa do século". E, não por menos, Gordon Banks que já tinha se sagrado campeão mundial na edição anterior, foi considerado um dos maiores goleiros de seu país e da história. A trajetória de Banks não começou de maneira promissora. Filho mais novo, largou os estudos aos 15 anos para trabalhar depois que um de seus três irmãos foi assassinado na casa de apostas do pai. Paralelo a isso, o jovem já tentava espaço em times amadores de futebol até conseguir sua primeira chance no Chesterfield, aos 19. O Leicester acabou se interessando pelo jovem goleiro, que só foi atuar completamente como titular na temporada de 1960/61. Mas seria na temporada seguinte que Gordon Banks se tornaria um nome mais conhecido. A equipe foi apelidada de Reis do Gelo, depois de assumir a liderança do campeonato em um rigoroso inverno do Reino Unido. A atuação de Banks era um dos segredos das raposas azuis. Na Copa da Inglaterra, um registro de 30 defesas na partida memorável contra o Liverpool. Mas, lesões de jogadores importantes incluindo Banks, acabaram por destruir a chance de taças nas competições, vindo só em 1964 o primeiro troféu de sua carreira. Mas, o segundo teria um valor sem igual. Os ingleses foram os anfitriões da Copa do Mundo de 1966 e o técnico insistiu na titularidade de Banks mesmo com alguns jogos irregulares pela seleção. Não poderia ter acertado melhor. Banks, que colava chicletes nas luvas para ter mais aderência, chegou a ficar 442 minutos sem tomar gol, e graças aos poucos levados, a Inglaterra virou campeã mundial e ele o melhor daquele torneio. A "defesa do século" viria na Copa seguinte. A cabeçada quase indefensável de Pelé foi bloqueada pelo goleiro, mas não impediu a vitória brasileira que veio com gol de Jairzinho. O lance é memorável no futebol, mas não era considerado pelo goleiro como seu maior feito. Em entrevistas, ele afirmava que ter pego o pênalti de Geoff Hurst na semifinal da Copa da Liga de 1972 foi sua melhor defesa. Na época, atuava pelo Stoke City e o West Ham precisava de apenas um gol para se classificar. O título veio como um dos mais importantes da história da equipe e do goleiro. Encerrou sua carreira em 1972, após um acidente de trânsito tirar sua visão no olho direito. Por que jogava de terno? Um classudo de verdade geralmente acompanha feitos mitológicos e Gordon Banks contou com alguns em sua carreira. A "defesa do século" e aquela que permitiu o título da Copa da Liga de 72 aos Stokes são algumas delas, ao lado de sua média de 0,78 gols sofridos por jogo pela seleção inglesa. Era dono de ótimos reflexos e muita segurança tanto para se posicionar quanto para aplicar os tiros de meta. Com certeza, um jogador memorável. 👤 Gordon Banks 👶 30/12/1937 🏠 Inglês 👕 Chesterfield (ING), Leicester City (ING), Stoke Cit (ING), Cleveland Stokers (EUA), Hellenic (AFR), Fort Lauderdale Strikers (EUA), St Patrick's Athletic (IRL) e Seleção Inglesa. 🏆 Copa da Liga Inglesa 64 (Leicester) e 72 (Stoke) e Copa do Mundo 66 (Seleção) 👑 Goleiro do Ano da FIFA 66-71, Seleção Copa do Mundo FIFA 66, 2º maior goleiro do século pela IFFHS, Equipe do Século Campeonato Inglês 07. Classomêtro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #SeleçãoInglesa #Leicester #CopadoMundo1966 #CopadoMundo1970
- Aloísio Chulapa: o danoneiro
Aloísio José da Silva, vulgo Aloísio Chulapa, é o exemplo de um jogador classudo. Dominante dentro da grande área adversária, Aloísio ganhou o mundo com seus gols e principalmente com todo seu carisma diante dos torcedores e de seus companheiros de grupo. O alagoano, natural de Atalaia, que desfilou no tapete verde com 26 ternos diferentes ao longo de toda sua carreira , deu início nas categorias de base do CRB (clube mais conhecido de seu estado) e foi onde o Flamengo o viu destacar e o contratou, mas para ser reserva na época do “melhor ataque do mundo” (Sávio, Romário e Edmundo). Contudo, após uma passagem apagada no Flamengo, foi no Goiás que Chulapa se destacou, pois atingiu a marca de mais de um gol por partida em 37 jogos pelo clube. E em 1999, o centroavante começava sua carreira na Europa, na qual foi contratado pelo Saint-Étienne onde ficou por duas temporadas e logo depois o Paris Saint-Germain contratou o jogador que permaneceu no clube por mais por mais duas temporadas e conquistou somente um título. Após fim de sua carreira na Europa, Aloísio se transferiu para o Rubin Kazan da Rússia, e se manteve no clube por exatas duas temporadas, e voltou para o Brasil, onde depois de um excelente desempenho no Atlético-PR, foi contratado pelo São Paulo para disputar o Mundial Interclubes. No tricolor, o atacante adquiriu diversos títulos que alavancaram sua carreira e também foi onde Aloísio se tornou Chulapa, que veio carinhosamente da torcida que faz referência ao grande artilheiro Serginho Chulapa. A partir do ano de 2008, ao assinar um contrato milionário com um clube árabe, o classudo de hoje não teve passagens muito marcantes nos outros times que atuou no decorrer de sua carreira. Ficando no limite de uma temporada por clube, Aloísio passou por: Vasco , Ceará, Brasiliense e vários outros clubes do interior do nordeste, como por exemplo seu time do coração CRB. Por que jogava de terno? Um exímio jogador dentro das quatros linhas e fora delas. Chulapa encantava a todos por onde passava, por ser um grande cabeceador e um excelente finalizador. Famoso por ser danoneiro e grande artilheiro, ganhou o mundo e três brasileiros. 👤 Aloísio José da Silva 👶 27 de Janeiro de 1975 🏠 Brasileiro 👕 CRB, Flamengo, Guarani, Goiás, Saint-Étienne, Paris Saint-Germain, Rubin Kazan (RUS), Athletico Paranaense, São Paulo, Al-Rayyan (QAT), Vasco da Gama, Ceará, Brasiliense, Brusque, Francana, Gama, Santa Rita, União Barbarense, Sport Atalaia, Ipanema, Amadense, Maringá, Comercial, Sete de Dourados e Nova Conquista. 🏆 (Principais) Mundial de Clubes da FIFA 05; Campeonato Brasileiro 06, 07, 08 (São Paulo) e Campeonato Brasileiro - Série B 09 (Vasco da Gama). 👑 (Principais) Seleção da Copa Libertadores da América 05 e 06; Artilheiro da Copa Libertadores da América 05. Classômetro 👔👔👔👔👔 (5,7) 📷 Marcelo Ferrelli #Atacante #Brasil #Flamengo #Goiás #PSG #SãoPaulo #AtléticoPR #Vasco
- Manuel Neuer: Gigante da Baviera
Hoje é dia de Liverpool x Bayern de Munique pelas oitavas de final da Liga dos Campeões e o JdT homenageará um dos principais classudos do confronto: Manuel Neuer. Ídolo do clube bávaro e da seleção alemã, é considerado por muitos o melhor em atividade na sua posição. Recém recuperado de uma lesão no polegar, o goleiro voltou aos gramados contra o Augsburg pelo Campeonato Alemão e assume a missão de defender os chutes precisos do egípcio Salah. Neuer iniciou a carreira nas categorias de base do Schalke 04 e subiu para o profissional após 10 anos de atuação. Logo no início da trajetória no time principal foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Alemão. No clube, realizou partidas destacáveis pela Liga dos Campeões, inclusive na derrota de 2 a 0 para o Manchester United na temporada 2010/11. Pouco tempo depois foi contratado pelo poderoso Bayern de Munique. Na baviera alcançou status de ídolo e tem o nome citado entre outros grandes de sua posição: Sepp Maier, Raimond Aumann e Oliver Kahn. Não é fácil se afirmar em um clube da grandeza do Bayern de Munique , papel muito bem cumprido pelo jogador desde 2011. A hegemonia bávara no futebol nacional e internacional somada ao incontestável talento do arqueiro refletem em sua prateleira de títulos. Entre eles, a Liga dos Campeões 2012/13 e o Mundial de Clubes 2013. Seus guarda-redes favoritos são Jens Lehmann e Edwin van der Sar, o que explica o fato de Neuer ser um goleiro que não permanece o tempo todo na grande área. Assim como os ídolos é conhecido por atuar como líbero ao cobrir a subida dos zagueiros e auxiliar em jogadas ofensivas. É elogiado por seu posicionamento, velocidade e qualidade na distribuição de bola. Também jogou de terno nas categorias de base da seleção alemã . Foi titular em todas as partidas da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, levou apenas um gol na fase de grupos. Mesmo vendo o título parar nas mãos dos espanhóis, recebeu voto de confiança do técnico Joachim Löw e do torcedor. É impossível falar da trajetória do classudo sem citar a Copa do Mundo de 2014 , no Brasil. Além de tetracampeão mundial, Neuer foi o melhor goleiro da competição. Além disso, superou Buffon por uma diferença de 130 pontos no pódio de melhor do mundo. Quase ficou de fora da última Copa, aos 45 do segundo tempo se recuperou da lesão que o afastou de campo por sete meses. Para Lothar Matthaus, campeão mundial de 1990 e primeiro ganhador do prêmio de melhor do mundo FIFA, não manteve o mesmo ritmo após a grave lesão e deveria ser substituído por Ter-Stegen, goleiro do Barcelona. Por que joga de terno? Mesmo não estando em sua melhor fase é inquestionável a importância de Neuer para o futebol mundial. Foi agraciado com a braçadeira de capitão na Eurocopa de 2016 quando o "Deus alemão", Bastian Schweinsteiger, não jogava. Após aposentadoria do último consagrou-se capitão definitivo. Entre os bávaros a moral do classudo também é das melhores, em um elenco composto por craques como Thomas Müller e Robert Lewandowski assumiu o posto de capitão após aposentadoria de Philipp Lahm. A galeria de prêmios individuais do jogador é digna de destaque: foi eleito o melhor arqueiro do mundo pela IFFHS de 2013 a 16. Além disso, recebeu o título de melhor goleiro da Copa de 2014 pela FIFA. 👤 Manuel Peter Neuer 👶 27 de Março de 1986 🏠 Alemão 👕 Schalke 04 (ALE), Bayern de Munique (ALE) e Seleção Alemã. 🏆 (Principais) Copa da Liga Alemã 05 e Copa da Alemanha 10/11 (Schalke 04); Campeonato Alemão 12/13, 13/14, 14/15, 15/16, 16/17 e 17/18, Liga dos Campeões da UEFA 12/13, Copa da Alemanha 12/13, 13/14, 15/16, Copa do Mundo de Clubes da FIFA 13 (Bayern de Munique); Copa do Mundo 14 (Seleção Alemã). 👑 (Principais) Melhor goleiro do Campeonato Alemão 06/07, Melhor goleiro da Liga dos Campeões 07/08, Futebolista Alemão do Ano 11 e 14, Time do Ano da UEFA 13, 14 e 15, Melhor goleiro do Mundo 13, 14, 15 e 16, Onze d'or da Copa do Mundo FIFA 14 e Luva de Ouro FIFA da Copa do Mundo 14. Classômetro 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,0) 📷 Getty Images #BayernMunique #SeleçãoAlemã #CopadoMundo2010 #CopadoMundo2014 #CopadoMundo2018 #Goleiro
- Bianchini: 2 gols contra o Barcelona no Camp Nou
Um estudante de contabilidade e ajudante de padeiro, nascido na pequena cidade de Cordeiro (RJ), iria vestir o terno de importantes equipes do país. Mas isso só aconteceria quando Adhemar Bianchini de Carvalho (de pé, à esquerda da foto acima), depois de despontar na equipe amadora local. Em 1960 teve poucas oportunidades no Bangu , mas no ano seguinte já estava entre os titulares, inclusive participando de uma excursão da equipe, durante mais de 100 dias. E foi nessa ocasião que Bianchini conseguiu o feito que muito o orgulhou: mesmo derrotado pelo Barcelona , ele fez 2 dos 3 gols da equipe alvirrubra. No ano seguinte sua carreira parecia fracassar, sendo reserva na maioria dos jogos, mas atingiu a consagração em 1963, tornando-se artilheiro do Campeonato Carioca (18 gols), mesmo não sendo o cobrador oficial de pênaltis, tarefa atribuída a Parada, seu parceiro de ataque. Naquele ano a equipe destacou-se até as rodadas finais, mas terminou em 3º lugar. Juntamente com Paulo Borges, Parada e Cabralzinho, Bianchini levou o Bangu ao primeiro lugar do campeonato carioca de 1964, empatado com o Fluminense . Nas partidas de desempate, entretanto, amargou 2 derrotas, tendo que se contentar com o vice-campeonato. Nesses dois anos Bianchini despertou a atenção de outras equipes, tendo o Bangu resistido principalmente às investidas do Botafogo . Sem querer reforçar o adversário, concordou em negociar Bianchini com o América do México. Mas as artimanhas do empresário Cacildo Oses terminaram por levar Arlindo, jovem promessa do Botafogo para a equipe mexicana, iludindo a diretoria banguense e colocando Bianchini no alvinegro carioca. Mesmo com o Botafogo terminando 1965 como 4º colocado, suas boas atuações renderam o que pode ser considerado o auge de sua carreira, a convocação para 3 partidas da seleção brasileira , atuando contra Argélia, Portugal e Suécia. Só em 1966, Bianchini conseguiria seu primeiro e único título, no Torneio Rio-São Paulo, tendo voltado a formar dupla de ataque com Parada, quando o Botafogo foi considerado campeão, mas juntamente com Corinthians , Santos e Vasco. A inusitada situação de 4 campeões foi resultado do empate em pontos ganhos e da falta de datas para jogos desempate, devido à convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo que seria disputada na Inglaterra. Depois do título Bianchini foi vendido ao Vasco , tendo participado da única partida que Garrincha vestiu o terno cruzmaltino, num amistoso realizado em sua cidade natal, em julho de 1967, contra a seleção local, no qual anotou 3 gols. Passou discretamente pelo Atlético-MG e pelo Sport-PE , retornando ao Vasco em 1968, transferindo-se para o Flamengo no ano seguinte. Já em final de carreira, Bianchini teve rápidas passagens pelo Red Stars (França), Puebla (México) e São José-SP, encerrando sua carreira em 1971. Por que jogava de terno? Oportunismo e faro de gol, bom chute e habilidade com a bola nos pés fizeram com que Bianchini se destacasse como atacante de referência, o famoso camisa 9 de origem. Ao se despedir do Bangu, Bianchini ostentava 152 jogos disputados, nos quais atingiu a marca de 81 gols, quase colocando-se como um dos 10 maiores artilheiros do clube. 👤 Adhemar Bianchini de Carvalho 👶 28 de setembro de 1940 – Faleceu em 27 de outubro de 2005, aos 65 anos 🏠 Brasileiro 👕Bangu, Botafogo, Vasco, Sport, Atlético-MG, Flamengo, Red Stars (FRA), Puebla (MEX), São José (SP) e Seleção Brasileira. 🏆 Torneio Rio-São Paulo 66 (Botafogo) 👑Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔 👔 👔 👔👔👔👔 (6,5) 📷 Revista do Esporte, nº 313, 1965 / Revista Futebol e Outros Esportes #Atacante #Bangu #Botafogo #Vasco #AtléticoMG #Flamengo #SeleçãoBrasileira
- Martín Silva: um uruguaio da Colina
Nem sempre é unânime a definição de um ídolo ou de qual jogador verdadeiramente joga de terno. Mas tem sempre aquele que é classudo porque representa algo a mais do que se pode observar em uma partida. Martín Silva é um desses. Ele foi revelado nas categorias de base do Defensor Sporting e atuou profissionalmente pela equipe uruguaia por nove anos. Foram 212 partidas, entre elas uma contra o Indepiendente pela Copa Sul-Americana. Na ocasião, foi atingido na cabeça por uma pedra atirada por torcedor rival e continuou em campo. O goleiro marcou o único gol de sua carreira pelo Olimpia, clube em que virou ídolo por protagonizar grandes defesas e atuar como líder, recebendo o apelido de Superman. E foi esse o mesmo legado que Martín Silva deixou para muitos torcedores do Vasco da Gama. Martín Silva chegou ao Vasco em 2014 como solução para equipe que amargava outra série B. Logo nos primeiros jogos, já ganhou da torcida o carinho que aumentou quando o uruguaio precisou se ausentar dos treinos para acompanhar o nascimento complicado de sua filha. Torcedores cantaram o nome dela no jogo, Martín retribuiu se mostrando ainda mais dedicado ao clube e recusando boas propostas que apareceriam depois. Nem mesmo a derrota em casa para o Avaí por 5 a 0 diminuiu a relação de confiança que estava estabelecida. O goleiro permaneceu até mesmo em outra baixa temporada, ganhou uma camisa especial nas cores uruguaias por sua participação em Copa do Mundo e ainda sagrou-se bicampeão estadual invicto. No melhor de sua passagem na equipe da Colina, podemos citar também o jogo contra o Cruzeiro na reta final do Brasileirão de 2017 que garantiu a ida para a Libertadores neste ano. E também a partida nesta mesma competição, quando o goleiro saiu da tragédia para a glória e se tornou o herói da classificação para a fase de grupos na disputa por pênaltis contra o Jorge Wilstermann. É verdade que o encerramento de sua temporada não teve tanto brilho, ainda mais se lembrarmos a partida contra o Grêmio na reta final do Brasileirão. Para muitos, sua trajetória soa como ídolo, para outros supervalorizado, mas é justo dizer que o goleiro cravou uma relação afetuosa e respeitosa em relação à torcida e ao clube, principalmente em momentos muito conturbados. Por isso, deixa as portas abertas ao seguir para o futebol paraguaio. Por que joga de terno? Martín Silva é daqueles que veste o terno com postura. Ainda que não possa ser considerado excepcional, em sua regularidade o saldo é muito mais positivo que negativo. E com a vantagem de assumir o jogo, corresponder em clássicos e liderar a equipe. É classudo do jeito que o torcedor gosta. 👤 Martín Andrés Silva Leites 👶 25 de março de 1983 🏠 Uruguaio 👕 Defensor Sporting (URU), Olimpia (PAR), Vasco da Gama (BRA) e Seleção Uruguaia 🏆 Campeonato Uruguaio 07/08 (Defensor), Paraguaio 11(Olimpia), Carioca 15/16 (Vasco); Copa América 11 (Seleção Uruguaia) 👑 Melhor Goleiro El País 13, Melhor Goleiro Carioca 14-17 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔(6,3) 📸 Marcelo Sadio #Vasco #Goleiro #SeleçãoUruguaia
- El Muñeco Gallardo
Marcelo “Muñeco” Gallardo destacou-se como um dos jogadores mais importantes e talentosos da década de 90, Vitorioso por onde passou, colecionou títulos e conquistas com as camisas do Nacional de Montevidéu, Monaco, PSG e DC United, mas destacou-se principalmente, trajando os ternos do River Plate e da seleção argentina , conquistando títulos e glórias. O garoto fascinado por aviões e que queria ser piloto, deu os seus primeiros passos na cancha do Estrella de Maldonado, demonstrando seu dom para a pelota. Ali tinha início uma das trajetórias mais vitoriosas do futebol argentino e mundial. Chegou ao River Plate aos 12 anos e seguiu por todas as divisões inferiores até atingir a principal, assinando seu contrato aos 16 anos e integrando a equipe principal, sob os cuidados de Daniel Passarela. O River Plate que tinha Ariel Ortega e Enzo Francescoli como referências da equipe abriu espaço para Gallardo, que não tardou a se tornar titular absoluto daquele River campeão do Torneio Apertura 94. Posteriormente triunfa pela Copa Libertadores da América em 1996, atingindo o patamar de ídolo num dos momentos mais marcantes para os hinchas do River. Em 1997 os Millionarios conquistam os Torneios Apertura e Clausura 1997 e a Super Copa Argentina. Gallardo integra a equipe com um seleto grupo de jogadores de terno, alguns entre os melhores da década como Gabriel Batistuta , Hernán Crespo, Juan Pablo Sorín , Julio Cruz, Ariel Ortega, Marcelo Salas entre outros. Transfere-se em para o Monaco da França, com status de grande contratação, tornando-se ídolo rapidamente, em uma equipe que contava com nomes como Ludovic Giuly, Rafael Marquez e Christian Panucci. Sua posição cerebral na equipe e capacidade de armação, dribles e gols marcaram presença no time francês, sendo um dos responsáveis diretos pela conquista da Copa da Liga da França e a Copa da França na temporada 1999-00. Torna-se jogador da Liga Francesa do Ano. Na temporada seguinte, conquistou seu 1º título da Ligue 1 e o Troféu dos Campeões. Não teve o mesmo desempenho na terceira temporada e descontente com o treinador Didier Deschamps depois de ter ficado no banco na temporada 2000-01, decidiu por sair do Monaco no final da temporada. Para a alegria dos Millionarios, Muñeco retorna ao River e conquista o Torneio Clausura 2004, com uma equipe que contava com novas estrelas rioplatenses como Marcelo Salas, Javier Mascherano, Lucho González entre outros, sob a batuta do chileno Manuel Pellegrini. Mais uma vez marcando a sua história no River Plate , Gallardo retorna ao futebol francês e assina contrato com o Paris Saint Germain em janeiro de 2007. Integra um time de classudos com Cebolla Rodriguez, Pauleta e Mario Yepes, e conquista mais um título na carreira vencendo a Taça da Liga Francesa 2007-08. Faz uma ponte aérea França-Estados Unidos ao aceitar o desafio de jogar no DC United, time da Major League Soccer e conquista a US Open Cup 2008. Buscando a mesma atuação das equipes anteriores, Muñeco acerta com o Nacional do Uruguai em 2010. Sofre uma grave lesão no joelho direito durante a partida contra o Bella Vista e após 5 meses de recuperação, retorna aos gramados em fevereiro de 2011. Conquista o Campeonato Uruguaio 2011 e, após um caminho vitorioso, repleto de títulos, histórias e vitórias, decide encerrar a carreira como jogador aos 38 anos, dando início à função de técnico. Isso já é outra história. Por que jogava de terno? Visão de jogo, forte personalidade, Gallardo transformava um tiro livre de média distância, uma falta, praticamente em um pênalti. Meio campista e exímio armador de jogadas, possuía grande capacidade de dribles e dono de chutes cirúrgicos, dava destino à bola dentro das redes como se fosse teleguiada. Destacava-se pela técnica apurada e valentia com a qual se entregava nas pelejas, condição que o colocava em habituais embates em campo, como o episódio em que desferiu um soco em Pato Abondanzieri. A entrega e o faro para gols eram marcas presentes, sendo peça chave e indispensável nas equipes por onde jogou e pela seleção argentina, devido à sua visão de jogo e capacidade de criação. 🚹 Marcelo Daniel Gallardo 👶 18 de janeiro de 1976 🏠 Argentino 👕 River Plate, Monaco, Paris Saint Germain, DC United (EUA), Nacional de Montevidéu e Seleção Argentina 🏆 (principais) Torneio Apertura do Campeonato Argentino 93, 94, 96, 97, Clausura 97, Libertadores da América 96, Supercopa Libertadores 97 (River Plate) Ligue 1 99/00, Troféu dos Campeões 00, Copa da Liga Francesa 03 (Monaco) Copa da Liga Francesa 08 (Paris Saint-Germain) US Open Cup 08 (D.C. United) Campeonato Uruguaio 2010/11 (Nacional de Montevidéu) Medalha de Ouro nos Jogos Panamericanos de Mar del Plata 95, Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 97 (Seleção Argentina) 👑 Jogador do Ano na França 99/00 (Monaco) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7,2) 📷 Getty Images #RiverPlate #Meia









