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  • João Leite: Goleiro de Deus

    Em 1976 o futuro não parecia muito pr promovido das categorias de base, logo depois de completar 20 anos. Era desanimador enfrentar a concorrência do veterano Careca e de Zolini, que se alternaram com o terno atleticano no ano anterior. E a situação ficaria pior quando o Atlético resolveu importar o folclórico goleiro argentino Ortiz, que logo assumiu a titularidade e tornou-se ídolo da torcida por sua habilidade de jogar com os pés e, principalmente, por fazer gols cobrando pênaltis, uma grande novidade à época. Mas João Leite acabou por se tornar um grande fã do concorrente, mudando sua postura e passando a treinar em dois períodos. Participou de apenas 3 amistosos e, com algumas passagens pelo banco de reservas, viu o Galo tornar-se campeão mineiro invicto. A dedicação aos treinos, inclusive nas férias do final de 1976, rendeu ao classudo a titularidade em 2 amistosos em janeiro do ano seguinte. Passou então a alternar com Sérgio o comparecimento ao banco de reservas, integrando também a delegação do time na excursão à Ásia e Europa. Na decisão do campeonato mineiro de 1977 o Atlético venceu a primeira partida da decisão contra o Cruzeiro , mas em seguida foi derrotado duas vezes. Nessas derrotas o artilheiro celeste Revetria, amigo de Ortiz, marcou 4 gols. O goleiro foi acusado de ter sido comprado e foi afastado da equipe. Era a oportunidade que João Leite esperava, tornando-se titular na partida contra o Santos, pelo campeonato brasileiro e encerando o ano com 21 jogos, sagrando-se vice-campeão brasileiro sem derrotas e destacando-se ao defender 2 pênaltis que não impediram o título do São Paulo. A longa titularidade rendeu a João Leite o hexacampeonato mineiro (78-83), um bicampeonato (85-86) e ainda o título de 88, antes de se transferir para o Vitória de Guimarães, em 1989. Nesse intervalo ainda vestiu o terno da seleção brasileira na Copa América 79 e no Mundialito Fifa 80. Retornando ao Atlético, conquistou seu 11º título estadual (91) e a Conmebol (92). João Leite também se destacou por ser um dos fundadores do ministério “Atletas de Cristo” e notabilizou-se por entregar exemplares da Bíblia aos goleiros adversários antes das partidas, recebendo o apelido de “Arqueiro de Deus”. Por que jogava de terno? João Leite chamou a atenção por sua estatura, reflexos, desenvolvimento técnico e ótima colocação sob as traves. Com o terno atleticano alcançou a expressiva e praticamente imbatível marca de 684 partidas. 👤 João Leite da Silva Neto 👶 13 de outubro de 1955 👕 Atlético-MG, Vitória de Guimarães (POR), Guarani (SP), América-MG e Seleção Brasileira 🏆 Conmebol 92, Campeonato Mineiro 76, 78-83, 85-86, 88 e 91 👑 Bola de Prata 79 Classômetro 👔👔👔👔 👔👔👔(6,7)

  • Tiago Cardoso: o homem dos acessos

    O joga de terno de hoje é um goleiro que por muitos anos defendeu um clube Pernambucano. Trata-se de Tiago Cardoso, que disputa o Paulistão de 2019 pelo Mirassol. O goleiro de 34 anos foi campeão Brasileiro em 2001, pelo Athletico Paranaense , clube que atuou entre 2001 e 2007. Tiago voltou a ser um goleiro de destaque no Santa Cruz, clube que defendeu por 6 anos e pelo qual conseguiu o acesso em todas as divisões que disputou até chegar à elite do campeonato Brasileiro, em novembro de 2015. Tiago conquistou a torcida tricolor com defesas importantíssimas em clássicos e em jogos que valiam títulos ao time do Arruda. Foi importante nos títulos estaduais, e também da Copa do Nordeste, quando foi escolhido como melhor goleiro do Campeonato. Foram seis títulos com o terno de Santa. Sempre foi um dos grandes ídolos da torcida coral com um certo protagonismo. O paredão tricolor saiu do Santa Cruz no final de 2016, e desde então conseguiu mais dois acessos. Jogando pelo Botafogo-SP, o goleiro levou o time de Ribeirão Preto à segunda divisão do nacional, e ainda, disputou a reta final da série B pelo Goiás e conseguiu mais um acesso. Por que joga de terno? Tiago é daqueles goleiros ágeis, que fazem milagres nas horas mais improváveis. Ele fez história e garantiu títulos e acessos de forma memorável à torcida. Defesas de pênalti e grandes atuações em clássicos, além de ter sido um dos destaques na Copa do Nordeste, um dos títulos mais importantes do time clube coral. 👤 Tiago Cardoso dos Santos 👶 8 de maio de 1984 👕 Juazeiro, Ceará, Athletico-PR, Fortaleza, ABC, Atlético-MG, Monte Azul, Santa Cruz, Náutico, Botafogo-SP, Goiás e Mirassol 🏆 Campeonato Brasileiro 01, Campeonato Paranaense 05 (Athletico-PR), Campeonato Cearense 07 e 08 (Fortaleza), Campeonato Pernambucano 11, 12, 13, 15 e 16, Série C 13 e Copa do Nordeste 16 (Santa Cruz) 👑 Melhor goleiro da Copa do Nordeste 16, Melhor goleiro do Pernambucano 11, 13 e 16 e craque do Pernambucano 11. Classômetro: 👔👔👔👔 (4) 📸 Aldo Carneiro – Pernambuco Press #AtléticoPR #Fortaleza #AtléticoMG #Goiás #Goleiro #SantaCruz

  • Vavá: o curioso futebol do peito de aço

    Vários jogadores são considerados gênios. Toques refinados, visão de jogo sobrenatural, finalização precisa e dribles desconcertantes. Porém, existem jogadores que entram no panteão do esporte de uma forma curiosa. E que futebol curioso tinha Vavá. Capaz de passar despercebido em boa parte da partida, o atacante era um atleta imprevisível. Com uma capacidade de finalização impressionante e pitadas de talento e inteligência, Vavá se tornou referência no esporte e entrou para a história do futebol. Conhecido pela sua garra e coragem dentro dos gramados, Vavá, o “peito de aço” foi campeão pela maioria dos times que passou. Foi ídolo no Sport Recife, Vasco da Gama , Atlético de Madrid e Palmeiras. Além disso, coleciona títulos e gols com o terno canarinho, sendo o terceiro maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo. Batizado como Edvaldo Izídio Neto, Vavá iniciou a carreira em 1948, ainda como meia nas categorias amadoras do Sport Recife. Em 1949 faturou seu primeiro título na categoria juvenil. No início da década de 50, Vavá passou a ser aproveitado como centroavante e logo chamou a atenção do Vasco da Gama, para onde se transferiu em 1952. No clube cruzmaltino, Vavá viveu o auge da carreira. Os 191 gols marcados em 7 anos no Rio de Janeiro foram fundamentais nas conquistas de três títulos cariocas e um torneio Rio-São Paulo. A categoria de ídolo foi alcançada em 1957, no torneio de Paris. Na final o Vasco enfrentou o Real Madrid, uma das melhores equipes do mundo, comandada pelo argentino Di Stefano. Com uma atuação excepcional, Vavá marcou um gol e liderou o Vasco ao título. Devido ao bom desempenho no Vasco, Vavá foi um dos convocados de Vicente Feola para integrar a seleção na copa de 1958. Na Suécia, o centroavante marcou 6 gols, incluindo o que iniciou a virada brasileira na final. Devido a raça e a vontade dentro de campo, Vavá recebeu o apelido de “Leão da Copa” pela imprensa sueca. Após a copa, Vavá acertou sua transferência para o Atlético de Madrid, algo raro na época. Foram quatro anos jogando em solo espanhol, com duas Copas do Rey conquistadas, mas o desempenho ficou distante do apresentado na época do Vasco. Vendo a aproximação da Copa do Mundo de 1962, Vavá negociou o retorno ao Brasil para o Palmeiras em 1961. Ao lado de Julinho Botelho, Chinesinho e Ademir da Guia, Vavá formou a linha ofensiva da primeira “Academia” do alviverde. O centroavante retomou o bom futebol marcando 71 gols em 142 partidas. Em 1962, Vavá foi mais uma vez artilheiro da seleção na Copa. O centroavante marcou 4 vezes e ajudou o Brasil a vencer o segundo mundial seguido. Em 1965 seu passe foi negociado com o América do México. Quatro anos depois voltou novamente ao Brasil e encerrou sua carreira profissional na Portuguesa Carioca. Em 1969 iniciou sua trajetória como treinador na mesma Portuguesa do Rio. Dirigiu ainda equipes na Arábia Saudita, Espanha, Portugal e México. Foi auxiliar de Telê Santana na Seleção Brasileira entre 1980 e 1982. Em 1981 também comandou o time canarinho no Mundial de Juniores. Por que jogava de terno? Garra, coragem, e capacidade de finalização incontestáveis transformaram Vavá em um exemplo para demais jogadores da época. Em meados da década de 1950, o futebol brasileiro passava por mudanças na forma de ver o jogo. A mudança do 3-2-5 para o 4-2-4 fez o jogo ficar mais técnico e menos físico. Por conta disso, muitos jogadores ídolos na década de 40 ficaram pelo caminho. Mas Vavá não ficou. Soube se adequar as novas mudanças e preservar o estilo físico de antes. A entrega e o faro de gols fizeram do “Peito de Aço” uma referência para futuros centroavantes. 🚹 Evaldo Izídio Neto 👶 12 de novembro de 1934, faleceu em 19 de janeiro de 2002 🏠 Brasileiro 👕 Sport Recife, Vasco da Gama, Atlético de Madrid, Palmeiras, América (MEX), San Diego Toros (EUA) e Portuguesa-RJ 🏆 (principais) Torneio de Paris 57 (Vasco), Torneio Rio-São Paulo 58 (Vasco), Copa do Rey 60 e 61 (Atlético de Madrid), Copa do Mundo 58 e 62 (Brasil), Torneio Oswaldo Cruz 58 e 62 (Brasil) 👑 Artilheiro da Copa do Mundo 62 (Brasil) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔(8,3) 📷: Esporte Ilustrado #Vasco #Sport #AtléticodeMadrid #Palmeiras #Atacante #CopadoMundo1962

  • Alessandro: O capitão dos libertados

    Libertados é o nome do documentário que narra a conquista invicta do Corinthians na libertadores de 2012, hoje nós iremos contar a história do lateral direito e capitão do título: Alessandro. Alessandro Mori Nunes é natural de Assis Chateaubriand no Paraná e foi por lá que iniciou os primeiros passos nas categorias de base, logo chamou a atenção do Flamengo. Grandes nomes honraram o terno rubro negro e com o nosso classudo não foi diferente. No time da gávea foram seis temporadas e no auge delas 5 títulos, quem não se lembra da icônica falta cobrada por Pet no finalzinho de jogo da final do campeonato carioca? Alessandro estava lá rezando pra bola entrar. Após um período conturbado no rio, transferiu se para o futebol paulista e após rápida passagem pelo Palmeiras foi vendido ao Dínamo de Kiev. Passagens apagadas pela Ucrânia e Cruzeiro foram os pontos mais baixos na carreira do atleta, até finalmente se reencontrar e ajudar o Grêmio a também se reencontrar com a série A do futebol tupiniquim. No Santos faturou o campeonato Paulista de 2007. Durante aquele ano um outro lateral direito santista decidiu subir a serra e jogar no alvinegro da capital, Pedro fez passagem rápida pelo Corinthians e deixou a lacuna aberta para uma nova contratação. A pedido de Mano Menezes, com quem o classudo já tinha trabalhado, Alessandro chegou no Corinthians em 2008 com a mesma missão que tivera em Porto Alegre, só que o classudo foi além, e além do seu tempo foi a importância que ele conquistou com o terno alvinegro. Alessandro e Chicão são os nomes que representam a maior volta por cima que um clube pode dar, estiveram lá para reerguer o time no momento mais difícil de sua existência e também estavam lá no momento máximo de glória quando foram campeões do mundo. Por que jogava de terno? Alessandro é um cara do bem, seu carisma e jeito boa praça foram essenciais para compor o plantel dos clubes por qual passou, mas o principal mesmo foi sua técnica e classe, seria um exagero de nossa parte definir o atleta como craque ou um dos melhores laterais de todos os tempos, mas dentro do cenário nacional com toda certeza foi um nome vitorioso e que faz juz ao termo “joga de terno”. 👤 Alessandro Mori Nunes 👶 10 de Janeiro de 1979 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Palmeiras, Dínamo de Kiev, Cruzeiro, Grêmio, Santos e Corinthians 🏆 (Principais) Copa Mercosul 99 (Flamengo), Campeonato Ucraniano 03/04 (Dínamo), Campeonato Brasileiro 11, Libertadores 12 e Mundial de Clubes 12 (Corinthians) 👑 Seleção do Campeonato Paulista 09 e 13 Classometro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,7) 📸 Christopher Johnson

  • Seleção Brasileira feminina 2018: O Heptacampeonato

    Em ano de Copa do Mundo Feminina relembraremos a Copa América do ano passado, conquistada pelas meninas da seleção canarinho no Chile. A competição carimbou a vaga do Brasil no torneio que acontece entre junho e julho, nos Jogos Pan-Americanos e nos Jogos Olímpicos de 2020. De oito edições da Copa América sete foram conquistadas pela Seleção Brasileira de Futebol Feminino. O último título foi acompanhado por uma trajetória de vitórias em todas as partidas. Melhor ataque e defesa da competição, o time comandado por Vadão aplicou destacáveis goleadas, inclusive a de 8 a 0 sobre o país anfitrião. Foram 31 gols marcados e apenas 2 sofridos em 7 jogos. Bia Zaneratto foi a artilheira da equipe, perdendo no ranking geral apenas para a colombiana Catalina Usme (9 gols) e empatando com a argentina Soledad Jaimes (6 gols). Das 22 jogadoras que foram ao Chile todas entraram em campo e 14 balançaram as redes. O grupo contou com uma artilharia curiosa, 7 gols foram marcados por zagueiras. A Argentina foi a campeã sul-americana de 2006, único ano em que a taça não veio para o Brasil. As equipes se enfrentaram duas vezes na campanha do hepta, Cristiane e Debinha balançaram a rede em ambas. Na vitória por 3 a 0 Cristiane abriu o placar após receber lançamento de Marta logo no início do segundo tempo, Thaisa deixou o seu de rebote e Débora fez o terceiro, um golaço de fora da área. As classudas da seleção canarinho comemoraram a conquista antecipadamente já que a equipe albiceleste, concorrente direta ao título, perdeu de 4 a 0 para o Chile. Para honrar a campanha perfeita tivemos um 3 a 0 para cima da Colômbia, dois gols de Mônica e um da experiente Formiga. Recentemente Marta, eleita seis vezes melhor do mundo, se emocionou ao falar sobre o crescimento do futebol feminino e a importância do trabalho desempenhado por Formiga e Pretinha para que isso ocorresse. É importante reconhecer o protagonismo das jogadoras brasileiras, restrições de transmissões, falta de patrocínio, baixos salários e pouco apoio da CBF caracterizam o caminho percorrido até o heptacampeonato. Mesmo diante dessas condições a seleção se manteve em rankings FIFA e alcançou outros bons resultados. No início da temporada a comissão técnica optou pela não realização de amistosos com o objetivo de evitar lesões e desgastes. A seleção não participou do torneio Algarve, se restringindo apenas a jogos-treino. O que foi bastante criticado, mesmo com o favoritismo brasileiro frente aos demais times sul-americanos. Como saber se as técnicas adotadas por Vadão estavam surtindo efeito? Vale lembrar que a equipe contava com dois retornos de peso: o de Formiga que havia se aposentado em 2016 e Cristiane que decidiu se afastar da seleção após a demissão de Emily, um protesto contra o descaso da CBF com o futebol feminino. A chegada de Bia Vaz como coordenadora e auxiliar técnica do time contribuiu para que se falasse em valorização da modalidade no país. Atualmente a exigência para que os times que disputarão a Libertadores montem ou façam parcerias com equipes femininas também alimenta tal debate. Seria a Copa do Mundo o título que falta na sala de troféus da Seleção Brasileira de Futebol Feminino? Chegamos perto em 2007. Como o time se comportará nos confrontos contra Austrália, Itália e Jamaica? Teremos que esperar até junho para conferir. A conquista do heptacampeonato e o Torneio das Nações nos deram pistas do caminho a ser percorrido. 🏆 Título conquistado: Copa América 2018 👕 Time base: Bárbara (Letícia); Rilany, Mônica, Rafaelle (Erika) e Tamires (Andressa Alves); Thaisa, Formiga, Marta e Thaisinha; Debinha e Cristiane (Bia Zaneratto) 👤 Principais classudas: Bia Zaneratto, Cristiane, Formiga, Marta e Mônica 📺 Brasil 3 x 0 Colômbia ⚽ Aos 29' 1T, Mônica marca de cabeça após cobrança de falta. No fim da primeira etapa Formiga amplia, golaço. Aos 26' 2T Mônica fecha o placar. 📷 Getty Images

  • Santiago Cañizares: Cheiro de Valência

    Quem conhece já vai se lembrar. O Valência de 2001 a 2003, era realmente um elenco ótimo. Muitos de cara vão lembrar de Ayala, Pablo Aimar, as figuras argentinas daquele time. Porém, como todo bom elenco, este também era, de cabo a rabo. E no gol, havia um goleiro meio doido, de cabelo loiro e que às vezes o tingia de vermelho: Santiago Cañizares Revelado 1989 pelo Real Madrid , apesar de muito vitorioso, encontraria muitas dificuldades no início de sua carreira. Não ganhou chances no time principal, passou por vários empréstimos por clubes menores como Elche, Mérida e Celta de Vigo. Em 1994, ganharia uma chance no time principal do Real Madrid, fazendo parte do elenco, ainda que inicialmente no banco, que ganharia a La Liga de 1994, ano em que Cañizares fez apenas 1 jogo pelo clube. No entanto, tal cenário mudaria quando em 1997, ano em que fez 28 partidas, Cañizares ganhou destaque mundial por fazer parte do time, embora não tivesse jogado a final. Foi contratado pelo Valência com a missão de substituir o ídolo Zubizarreta. Chegou pressionado. É em casos como esse que definimos se o jogador joga ou não de terno. Seu sucesso individual veio acompanhado de um sucesso no clube, que ganhou títulos como a Copa e Supercopa da Espanha, chegando a duas finais de Champions League, a de 2001, que ficou muito famosa a cena em que após perder a disputa por penâltis, o goleiro chorando copiasamente e depois foi consolado por Oliver Kahn. Era a prova de amor de Cañizares à torcida. Ele próprio revela em entrevistas que sente muito pela final perdida e em contrapartida, a torcida o abraçou e ganhou um novo idolo. Tanto que foi longeva a sua passagem pelo time, que constou nada mais nada menos do que 391 jogos pelo Valência. Na seleção Espanhola, Cañizares foi convocado para a Copa de 2002, aquele que provavelmente foi o ano do seu auge. Não havia goleiro espanhol que chegasse ao nível dele. Muito provavelmente foi convocado para ser o titular da Copa de 2002. Contudo, Sergio Cañizares viria a ser cortado da seleção. Um baque para sua carreira, que poderia ter ganhado proporções astronômicas, ainda que tenha sido bastante grande. Em um banho pós-treino, Cañizares foi colocar sua colônia favorita, o perfume Cristalino, quando deixou cair o frasco do produto em seu pé, que o cortou e causou uma inflamação no tendão do jogador, que levaria ao corte do time. Por que jogava de Terno? Sua principal característica eram as defesas que fazia à queima roupa. O goleiro possuía um exímio reflexo e conseguia fazer defesas impossíveis. Seu cabelo, passou a ser tingido de loiro platinado, o que destacava fora dos campos e o tornou extremamente carismático. Era, de fato, um enorme ídolo para a torcida do Valência. Sua parceria de time com jogadores como Ayala e Aimar, parece ter lhe dado uma característica muito catimbeira e singular de goleiros sulamericanos. Para muitos, Cañizares foi um dos melhores goleiros que já jogaram o jogo. Como prova disso, ainda conquistou a Copa da UEFA em 2003/2004 e individualmente, papou 4 trofeús Ricardo Zamora e fez parte do time do ano da UEFA em 2001. 👤 Santiago Cañizares 👶 18 de dezembro de 1969 🏠 Espanhol 👕 Real Madrid, Real Madrid Castilla, Elche, Mérida, Celta de Vigo, Valência e Seleção Espanhola 🏆 Principais campeonatos: Espanhol 94/95, Espanhol 96/97, Liga dos Campeões 97/98 (Real Madrid) ; Espanhol 01/02, Espanhol 02/03, Copa da Espanha 98/99, Supercopa da Espanha 99, Copa dos Campeões 03/04, Supercopa dos campeões 04 (Valência). Olimpíadas Sub-23 92 (Espanha). 👑 Principais: Troféu Zamora: 92/93, 00/01, 01/02 e 03/04, Time do ano UEFA 2001. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,8) 📷 Getty Images #Valência #Goleiro #RealMadrid

  • Batigol

    O "Batigol'' é um dos maiores jogadores da história da Fiorentina, não só por ter ficado na Viola durante 9 temporadas (91-00) mas também por ter permanecido na equipe durante a série B (92/93) e recusado uma proposta milionária do Manchester United. E claro, pelos gols, muitos gols. Foram 152 nesse período, o segundo maior artilheiro do time na história. E não pense que por ter jogado em um time europeu de menor expressão não tinha CLASSE. Jogou muito na Seleção Argentina também. É o maior goleador da história, com 56 gols em 78 partidas, sendo 10 gols em Copas do Mundo. Aposentou em 2005, depois de várias lesões e infiltrações mas não, ele não corre perigo de amputar as pernas, como chegou a ser veiculado na imprensa Por que jogava de terno? Os números falam por si. Ele jogou quase 10 anos com o mesmo terno e aqui a gente respeita muito isso. Sem falar que ele fez parte da lendária dupla de ataque argentina BATISTUTA E ORTEGA!!! 🚹 Gabriel Omar Batistuta 👶 1 de fevereiro de 1969 (47 anos) 🏠 Argentino 👕 Newell's Old Boys, River Plate, Boca Juniors, Fiorentina, Roma, Internazionale, Al-Arabi Doha 🏆 Campeonato Argentino: 87/88 (Newell's Old Boys), Campeonato Argentino: 89/90 (River Plate), Campeonato Italiano - Serie B: 93/94 e Copa da Itália: 95/96 (Fiorentina), Campeonato Italiano: 00/01 (Roma), Campeonato Qatari: 04 (Al-Arabi Doha), Copa América: 91 e 93 e Copa das Confederações: 92 (Seleção Argentina) 👑 Artilheiro do Campeonato Italiano 94/95 - 26 Gols, Um dos 11 eleitos pela AFA para a Seleção Argentina de Todos os Tempos Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,5) #NewellsOldBoys #RiverPlate #Roma #SeleçãoArgentina #CopadoMundo1998

  • Atlético-MG 1977-1983: A maravilhosa geração quase protagonista

    No dia 23 de janeiro deste ano a página ENJE (Escola Nicola de Jornalismo Esportivo) – Sala de Aula inaugurou a serie “Debate Democrático” com a pergunta: “O Galo deixou de ser protagonista no futebol?”. Para alguns o Atlético nunca chegou a ser protagonista no futebol brasileiro, apenas teve bons momentos na atual década, ao vencer a Libertadores-13 e a Copa do Brasil-14. Para aprofundar um pouco a discussão, este Terno de Linha vai retroceder aos anos 1970 e início da década seguinte, para entender como o Atlético se posicionava no cenário futebolístico mineiro e nacional. Após a inauguração do Mineirão, em 1965, o Atlético viu a consolidação do Cruzeiro , somente conquistando o campeonato local em 1970, na sequência de um pentacampeonato do rival. No ano seguinte não conseguiu repetir o feito, mas sagrou-se campeão brasileiro sob o comando de Telê Santana. O brilho foi efêmero, sendo seguido pelo fracasso na Libertadores 72 (4 empates e 2 derrotas na fase de grupos) e, nos quatro anos seguintes, o Galo sofreu novamente com a supremacia cruzeirense, tetracampeã mineira 72-75, para voltar ao título apenas em 76. Neste período, entretanto, as equipes de base começaram a se impor, conquistando o bicampeonato da Copa SP de Futebol Junior (75-76), 4 títulos nas categorias juvenil e infanto-juvenil e 3 na categoria infantil, revelando futuros craques como João Leite, Alves, Heleno, Paulo Isidoro, Toninho Cerezo e Reinaldo. Com a equipe renovada, o título mineiro de 76 é conquistado de forma invicta, com apenas 5 empates em 31 jogos, fechando o ano com campanha muito boa no campeonato brasileiro, eliminado pelo Internacional em partida única da fase semifinal. O entusiasmo permanece durante o campeonato mineiro do ano seguinte, a despeito da forte concorrência do Cruzeiro, principalmente quando o Galo derrota o rival na primeira partida da decisão. Mas a vantagem é perdida na segunda partida e o título escapa no jogo desempate. No campeonato brasileiro, iniciado em outubro de 77, a campanha do Galo reacendeu as esperanças da torcida. Foram 12 vitórias e apenas 1 empate nas duas primeiras fases, com a impressionante marca de 2,69 gols por partida. A terceira fase foi disputada no ano seguinte, com ótimo desempenho (4 vitórias, 1 empate e 10 gols marcados). Na semifinal o Atlético eliminou o Londrina e Reinaldo, com 3 gols na primeira semifinal, atingiu a marca de 28 gols em 17 partidas. Suspenso, o artilheiro desfalcou a equipe na segunda partida da semifinal e na final. E aí, quando todos esperavam a consagração, o empate (no tempo normal e na prorrogação) e a conquista do título pelo São Paulo (3x2 nos pênaltis). Com 3 cobranças por cima da meta, o Atlético perdia a oportunidade do 2º título nacional, estabelecendo a situação inusitada de vice-campeão invicto, embora o Botafogo (5º colocado na classificação geral) também tenha terminado o campeonato sem sofrer derrota. Com 4 vitórias e 2 empates, o Galo classifica-se na fase de grupos da Libertadores, mas é eliminado nas semifinais (3 derrotas em 4 jogos), jogando por terra a possibilidade de seu primeiro título continental. No âmbito doméstico recupera a hegemonia, iniciando um período de 6 títulos mineiros consecutivos. O ressurgimento no nível nacional ameaçou acontecer no campeonato brasileiro de 80, quando o Galo terminou a terceira fase com 13 vitórias, 3 empates e 1 derrota, eliminando o Internacional (empate em casa e vitória no Beira Rio) e credenciando-se a disputar a final com o Flamengo que, embora com campanha inferior, obteve vantagem para a decisão, por ter feito vencido o Coritiba nas duas partidas da fase semifinal. Os resultados de vitória do Galo (1x0, no Mineirão) e vitória do Flamengo (3x2, no Maracanã) – com direito a arbitragem polêmica de José de Assis Aragão e gol decisivo de Nunes – deram o título ao Flamengo, em nova oportunidade perdida de bicampeonato nacional do Atlético. A acirrada rivalidade entre Atlético e Flamengo chegou ao auge na Libertadores-81, quando as equipes fizeram um jogo extra no Estádio Serra Dourada, depois de empatarem em pontos ganhos na fase de grupos. A partida foi encerrada ainda no primeiro tempo, depois que José Roberto Wright expulsou João Leite, ficando o Atlético com apenas seis jogadores (Reinaldo, Éder, Chicão e Palhinha, além do técnico Carlos Alberto Silva, já haviam recebido cartão vermelho). Aliás existe um desencontro de informações nesse episódio. Várias fontes apontam que Osmar Guarnelli teria sido expulso, mas Wright, em entrevista concedida em 2013 ao Globo Esporte, afirma que expulsou João Leite. Em 1981 e no ano seguinte, embora conquistando o título mineiro, o Atlético voltou a fracassar no cenário nacional, terminando o campeonato brasileiro em 14º e 19º lugar, respectivamente, entre 44 equipes participantes. O último alento do período veio em 83, com a 3ª posição, eliminado pelo Santos na semifinal, já com elenco bastante modificado e sem a participação de novas revelações das categorias de base. O período, portanto, apresentou várias oportunidades de alcançar efetivo protagonismo no cenário futebolístico nacional, e eventualmente até internacional, frustrado por inúmeros fatores, entre os quais a concorrência do vitorioso do Flamengo, esse sim, despontando como protagonista com 3 títulos brasileiros, 1 da libertadores e 1 mundial de clubes. 🏆 Hexacampeão mineiro (78-83), Vice-campeão brasileiro (77 e 80) 👕 Time base (1977): João Leite, Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir; Cerezo, Ângelo e Marcelo Oliveira; Serginho, Reinaldo e Ziza (com participações frequentes de Danival, Ângelo, Heleno e Paulo Isidoro) 👕 Time base (1980): João Leite; Orlando, Osmar Guarnelli, Luizinho e Jorge Valença; Chicão, Toninho Cerezo e Palhinha; Pedrinho Gaúcho, Reinaldo e Éder Aleixo (com participações frequentes de Alves, Silvestre, Ângelo e Fernando Roberto) 👤 Principais classudos: João Leite, Luizinho, Cerezo, Marcelo Oliveira, Paulo Isidoro, Reinaldo e Éder Aleixo 📺 Atlético 0x0 São Paulo, final do campeonato brasileiro de 1977 e Atlético 1x0 Flamengo, primeira final do campeonato brasileiro de 1980. ⚽ Aos 8' do 1º tempo Cerezo avança pela esquerda e toca para Reinaldo. Ele gira e bate para o gol, a bola resvala no defensor e engana Raul / 21" do 2º tempo Éder Aleixo cruza da esquerda e Reinaldo, mesmo sentindo um estiramento, toca de direita para empatar o jogo. 📷 Conteúdo/Estadão e Eurico Dantas/Agência O Globo #AtléticoMG

  • Gordon Banks: a defesa do século

    “Enquanto eu me levantava, Pelé, sempre um grande esportista, chegou até mim e me deu um tapinha nas costas. ‘Pensei que fosse gol’, ele disse, sorrindo. ‘Eu também’, respondi". Este é um trecho das memórias de Gordon Banks, o goleiro inglês que faleceu aos 81 anos e o JdT tem o orgulho de colocá-lo entre os classudos. A defesa, realizada na partida entre Brasil e Inglaterra na Copa de 1970 foi denominada a "defesa do século". E, não por menos, Gordon Banks que já tinha se sagrado campeão mundial na edição anterior, foi considerado um dos maiores goleiros de seu país e da história. A trajetória de Banks não começou de maneira promissora. Filho mais novo, largou os estudos aos 15 anos para trabalhar depois que um de seus três irmãos foi assassinado na casa de apostas do pai. Paralelo a isso, o jovem já tentava espaço em times amadores de futebol até conseguir sua primeira chance no Chesterfield, aos 19. O Leicester acabou se interessando pelo jovem goleiro, que só foi atuar completamente como titular na temporada de 1960/61. Mas seria na temporada seguinte que Gordon Banks se tornaria um nome mais conhecido. A equipe foi apelidada de Reis do Gelo, depois de assumir a liderança do campeonato em um rigoroso inverno do Reino Unido. A atuação de Banks era um dos segredos das raposas azuis. Na Copa da Inglaterra, um registro de 30 defesas na partida memorável contra o Liverpool. Mas, lesões de jogadores importantes incluindo Banks, acabaram por destruir a chance de taças nas competições, vindo só em 1964 o primeiro troféu de sua carreira. Mas, o segundo teria um valor sem igual. Os ingleses foram os anfitriões da Copa do Mundo de 1966 e o técnico insistiu na titularidade de Banks mesmo com alguns jogos irregulares pela seleção. Não poderia ter acertado melhor. Banks, que colava chicletes nas luvas para ter mais aderência, chegou a ficar 442 minutos sem tomar gol, e graças aos poucos levados, a Inglaterra virou campeã mundial e ele o melhor daquele torneio. A "defesa do século" viria na Copa seguinte. A cabeçada quase indefensável de Pelé foi bloqueada pelo goleiro, mas não impediu a vitória brasileira que veio com gol de Jairzinho. O lance é memorável no futebol, mas não era considerado pelo goleiro como seu maior feito. Em entrevistas, ele afirmava que ter pego o pênalti de Geoff Hurst na semifinal da Copa da Liga de 1972 foi sua melhor defesa. Na época, atuava pelo Stoke City e o West Ham precisava de apenas um gol para se classificar. O título veio como um dos mais importantes da história da equipe e do goleiro. Encerrou sua carreira em 1972, após um acidente de trânsito tirar sua visão no olho direito. Por que jogava de terno? Um classudo de verdade geralmente acompanha feitos mitológicos e Gordon Banks contou com alguns em sua carreira. A "defesa do século" e aquela que permitiu o título da Copa da Liga de 72 aos Stokes são algumas delas, ao lado de sua média de 0,78 gols sofridos por jogo pela seleção inglesa. Era dono de ótimos reflexos e muita segurança tanto para se posicionar quanto para aplicar os tiros de meta. Com certeza, um jogador memorável. 👤 Gordon Banks 👶 30/12/1937 🏠 Inglês 👕 Chesterfield (ING), Leicester City (ING), Stoke Cit (ING), Cleveland Stokers (EUA), Hellenic (AFR), Fort Lauderdale Strikers (EUA), St Patrick's Athletic (IRL) e Seleção Inglesa. 🏆 Copa da Liga Inglesa 64 (Leicester) e 72 (Stoke) e Copa do Mundo 66 (Seleção) 👑 Goleiro do Ano da FIFA 66-71, Seleção Copa do Mundo FIFA 66, 2º maior goleiro do século pela IFFHS, Equipe do Século Campeonato Inglês 07. Classomêtro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,6) #SeleçãoInglesa #Leicester #CopadoMundo1966 #CopadoMundo1970

  • Aloísio Chulapa: o danoneiro

    Aloísio José da Silva, vulgo Aloísio Chulapa, é o exemplo de um jogador classudo. Dominante dentro da grande área adversária, Aloísio ganhou o mundo com seus gols e principalmente com todo seu carisma diante dos torcedores e de seus companheiros de grupo. O alagoano, natural de Atalaia, que desfilou no tapete verde com 26 ternos diferentes ao longo de toda sua carreira , deu início nas categorias de base do CRB (clube mais conhecido de seu estado) e foi onde o Flamengo o viu destacar e o contratou, mas para ser reserva na época do “melhor ataque do mundo” (Sávio, Romário e Edmundo). Contudo, após uma passagem apagada no Flamengo, foi no Goiás que Chulapa se destacou, pois atingiu a marca de mais de um gol por partida em 37 jogos pelo clube. E em 1999, o centroavante começava sua carreira na Europa, na qual foi contratado pelo Saint-Étienne onde ficou por duas temporadas e logo depois o Paris Saint-Germain contratou o jogador que permaneceu no clube por mais por mais duas temporadas e conquistou somente um título. Após fim de sua carreira na Europa, Aloísio se transferiu para o Rubin Kazan da Rússia, e se manteve no clube por exatas duas temporadas, e voltou para o Brasil, onde depois de um excelente desempenho no Atlético-PR, foi contratado pelo São Paulo para disputar o Mundial Interclubes. No tricolor, o atacante adquiriu diversos títulos que alavancaram sua carreira e também foi onde Aloísio se tornou Chulapa, que veio carinhosamente da torcida que faz referência ao grande artilheiro Serginho Chulapa. A partir do ano de 2008, ao assinar um contrato milionário com um clube árabe, o classudo de hoje não teve passagens muito marcantes nos outros times que atuou no decorrer de sua carreira. Ficando no limite de uma temporada por clube, Aloísio passou por: Vasco , Ceará, Brasiliense e vários outros clubes do interior do nordeste, como por exemplo seu time do coração CRB. Por que jogava de terno? Um exímio jogador dentro das quatros linhas e fora delas. Chulapa encantava a todos por onde passava, por ser um grande cabeceador e um excelente finalizador. Famoso por ser danoneiro e grande artilheiro, ganhou o mundo e três brasileiros. 👤 Aloísio José da Silva 👶 27 de Janeiro de 1975 🏠 Brasileiro 👕 CRB, Flamengo, Guarani, Goiás, Saint-Étienne, Paris Saint-Germain, Rubin Kazan (RUS), Athletico Paranaense, São Paulo, Al-Rayyan (QAT), Vasco da Gama, Ceará, Brasiliense, Brusque, Francana, Gama, Santa Rita, União Barbarense, Sport Atalaia, Ipanema, Amadense, Maringá, Comercial, Sete de Dourados e Nova Conquista. 🏆 (Principais) Mundial de Clubes da FIFA 05; Campeonato Brasileiro 06, 07, 08 (São Paulo) e Campeonato Brasileiro - Série B 09 (Vasco da Gama). 👑 (Principais) Seleção da Copa Libertadores da América 05 e 06; Artilheiro da Copa Libertadores da América 05. Classômetro 👔👔👔👔👔 (5,7) 📷 Marcelo Ferrelli #Atacante #Brasil #Flamengo #Goiás #PSG #SãoPaulo #AtléticoPR #Vasco

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