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  • Yan: uma promessa na geração de ouro vascaína

    Nem só de ídolos renomados vive o Joga de Terno. De vez em quando, gostamos de relembrar nomes que, ainda que não tenham encontrado o destino tão promissor em sua trajetória, ficam na memória dos torcedores que nos enviam sugestões. E o nome de hoje é Yan, promessa do Vasco nos anos 90. Yan começou no futsal no interior de Santa Catarina quando um olheiro o levou às divisões de base do Vasco da Gama . Aos 16, já fazia jogos pelo profissional e chegou a ser considerado uma das grandes revelações do futebol brasileiro. Esteve na conquista do tricampeonato estadual em 1994 e foi eleito o melhor do Vasco no ano seguinte. Mas sua carreira não alcançou o esperado, até por conta de muitas lesões, e o meio campista passou por diversos clubes, sendo um deles o Internacional, quando levou um título Mercosul. Pelo Fluminense, ajudou na difícil fase que acabou com a conquista da terceira divisão e no Grêmio suas atuações medianas também não surtiram o efeito desejado. Registrou ainda passagem também pelos campeonatos paraense, português e maranhense. Em suas entrevistas, Yan gosta de lembrar o momento em que vestiu a camisa da seleção da base até o profissional, chegou a ser testado algumas vezes vestindo o terno amarelo na época que atuava no Vasco, mas as lesões o impediram. O título que lembra com carinho é o de campeão mundial sub-20. Depois de se aposentar dos gramados, iniciou os estudos e sua atividade como treinador e já comandou o São Pedro na série C do futebol carioca. Por que jogava de terno? Yan foi daqueles meias habilidosos que se revelaram como promessas do futebol nacional. Nem sempre a trajetória do jogador o permite explorar todo seu potencial, mas ainda sim tem seu nome em bons momentos de clubes como Vasco da Gama e Internacional. 👤 Yan Cleiton de Lima Razera 👶 1 de maio de 1975 👕 Vasco da Gama, Internacional, Fluminense, Coritiba, Fluminense, Náutico, Flamengo, Al-Khaleej, Grêmio, Avaí, Penafiel, Bacabal, América-RJ, Tigres do Brasil, Votoraty e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca 93 e 94 (Vasco) e 02 (Fluminense), Mercosul 96 (Internacional). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro 👔👔👔👔 (4,8) 📸 Reprodução Álbum Panini #Vasco #Fluminense #Internacional

  • Paulo André: É Xeque mate!

    De Dom Casmurro à gênio indomável, um cara que gosta de MPB. Marisa Monte e Oswaldo Montenegro fazem parte da sua playlist. Um zagueiro clássico, que joga como música. Pode até não ser um protagonista, mas está lá para proteger o gol e seus companheiros. Um atleta que vai na contramão dos jogadores de futebol. Este, é Paulo André.Uma pessoa de opiniões fortes, sempre com muitas ideias, reflexões e liderança. Um beque diferenciado, que passa pelo mundo da arte e da literatura com a mesma qualidade que desfila em campo em cada clube que já defendeu.Ao lado de Alex, Paulo André foi um dos líderes do movimento: Bom Senso FC, em 2013, onde iniciaram um diálogo com clubes e federações para melhorias no futebol nacional, mas o movimento não foi à frente. O beque também se aventurou em outras áreas. Em 2012, escreveu o livro: O jogo da minha vida. Um livro bem bacana para quem gosta dos bastidores da bola, histórias da base, no São Paulo, até momentos bastante curiosos e pouco conhecidos como sua passagem pelo Le Mans.Na França, inclusive, Paulo André descobriu uma das suas paixões: a pintura. Após uma lesão no joelho, quando tinhas 22 anos, o zagueiro começou a pintar para se distrair. E como ele mesmo diz: “Foi um momento ruim que reverti para um momento feliz”. Aos 35 anos, retornou ao Furacão, clube que defendeu entre 2005 e 2006. Logo depois foi à França defender o Le Mans, mas foi no Corinthians que ele conquistou títulos e mostrou toda sua liderança dentro e fora das quatro linhas. Com o terno alvinegro atuou em 153 jogos e conquistou a Libertadores e o Mundial de 2012. Paulo André passou pelo Shanghai Shenhua e pelo Cruzeiro antes de retornar ao Atlético Paranaense, seu atual clube. Por que joga de terno? Paulo André sempre foi um jogador sério, um líder dentro e fora de campo. Jogador de poucas faltas, amante das artes, da literatura, fala Inglês, Francês e Mandarim. Ele foge um pouco do perfil atual do jogador de futebol e até mora no CT do Atlético Paranaense. Não é aquele jogador midiático, mas é um zagueiro muito bom no jogo aéreo. 👤 Paulo André Cren Benini 👶 20 de Agosto de 1983 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Athlético-PR, Le Mans (FRA), Corinthians, Shanghai Shenhua (CHI), Cruzeiro 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 11, Libertadores 12, Mundial de Clubes 12, Recopa 13, Paulista 13👑 Bola de Prata 11 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,1) 📷Hélio Sueñaga/ Getty Images #Corinthians #Cruzeiro #AtléticoPR #Zagueiro

  • Natal: o Diabo Loiro Celeste

    Partida de volta da decisão da Taça Brasil de 1966. Aos 44 minutos do segundo tempo, no enlameado gramado do Pacaembu, um raio penetrou a área do Santos e, com o lado externo do pé direito, decretou a vitória do Cruzeiro e consolidou o primeiro título de expressão nacional de uma equipe de Minas Gerais. Natal, o Classudo de hoje, contrariando sua tendência natural de procurar a linha de fundo, apareceu como centroavante, para inscrever seu nome na galeria de “monstros sagrados celestes”, ao lado de Tostão e Dirceu Lopes, autores dos 2 primeiros gols da histórica virada contra o time do Rei Pelé. Natal iniciou sua carreira futebolística na Cidade Industrial, região metropolitana de Belo Horizonte, mas foi na equipe também amadora do Barreiro que despertou, aos 17 anos, o interesse dos olheiros do Cruzeiro , destacando-se nas equipes de base. Aos poucos foi tendo algumas oportunidades de vestir o terno do time principal, com 4 atuações em 1964 e também no ano seguinte, quando marcou 3 gols e sagrou-se campeão mineiro pela primeira vez. Em 1966 assumiu a titularidade e, até 1969, ajudou a consolidar a hegemonia cruzeirense nos primeiros anos do Mineirão, conquistando o pentacampeonato. Algumas vezes como mero coadjuvante, outras atingindo o mesmo patamar dos craques da equipe, como no gol mencionado no início deste texto, e também na primeira partida daquela final, quando o Cruzeiro derrotou o Santos por 6x2. Mas algumas vezes também foi protagonista, como em 1967, quando, com 2 gols, comandou a reação cruzeirense para empatar um jogo contra o Atlético que, com um jogador a mais, ganhava por 3x0 aos 15 minutos do segundo tempo e, com a vitória, impediria o tricampeonato da equipe celeste. Entre 67 e 68, já apelidado de Diabo Loiro, Natal vestiu 15 vezes o terno da seleção brasileira, balançando a rede 3 vezes. Com fama de boêmio, e acumulando desentendimentos com Flávio Costa, então supervisor do Cruzeiro, Natal foi negociado com o Corinthians , mas não manteve trajetória de destaque. A partir daí alternou duas passagens pelo Bahia com um retorno à Toca da Raposa, iniciando a seguir uma jornada por clubes de menor expressão, até aposentar-se no Villa Nova (Nova Lima/MG), aos 35 anos. Por que jogava de terno? Sem grandes atributos físicos, Natal era habilidoso e extremamente veloz, preferindo partir para cima dos seus marcadores em busca da linha de fundo, de onde executava cruzamentos precisos para colocar seus companheiros cara a cara com os goleiros adversários. Mas também, por vezes, fechava em diagonal, visando o gol adversário em jogadas mortais, ou aparecia de surpresa no miolo da área para estufar as redes. 👤 Natal de Carvalho Baroni 👶 24 de novembro de 1945 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Corinthians, Bahia, Vitória, Londrina, América-MG, Valeriodoce, Democrata-MG, Caldense, Villa Nova-MG e Seleção Brasileira 🏆 (Principais) Campeonato Mineiro 65, 66,67, 68 e 69; Taça Brasil 66 (Cruzeiro) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) 📷 Revista Placar

  • Mazurkiewicz: Cadê o Pelé?

    Muitos jogadores de futebol são lembrados por lances isolados, mesmo tendo construído uma carreira sólida e vitoriosa. Esse é o caso do classudo de hoje que, mesmo tendo vestido o terno titular da seleção uruguaia em 3 mundiais, num dos quais foi considerado o melhor goleiro , é sempre lembrado pelo lance em que foi driblado por Pelé, sem que o mesmo sequer tocasse na bola. O pai, fugindo da invasão nazista à Polônia, estabeleceu-se no Uruguai, na pequena cidade-balneário de Piriápolis, onde nasceu o pequeno Ladislao, em 1945. Depois de jogar basquete no clube Olival Mundial, foi levado para as divisões de base do Racing de Montevidéu, destacando-se pela firmeza com que agarrava a bola e, em uma decisão por pênaltis, defendeu 6 de 10 cobranças. Profissionalizou-se em 1964, mesmo ano em que, convocado pela celeste olímpica, conquistou o campeonato sul-americano sub-20. Destacou-se tanto que, na temporada seguinte, foi contratado pelo Peñarol , seu clube de coração. Integrado ao elenco de uma das maiores equipes aurinegras da história, era um dos reservas do famoso Luis Maidana, mas a oportunidade surgiu logo no início do ano e, de modo premonitório, contra o Santos, em uma partida desempate pela semifinal da Libertadores. Após um desentendimento com o técnico Máspoli, Maidana foi afastado e o treinador optou pelo “más chiquito” dos reservas, escalando Mazurkiewicz, cujo nome de difícil pronúncia, passou a ser substituído por “El Chiquito”, “Polaco” ou “Mazurka”. Esse primeiro encontro com aquele que viria a ser considerado o Atleta do Século XX foi auspicioso para nosso classudo, com a vitória do Penãrol por 2 a 1, classificando a equipe para a final da competição, que viria a ser conquistada pelo Independiente (ARG). Começava aí uma carreira vitoriosa que o levaria a 4 títulos nacionais, uma Libertadores e uma Copa Intercontinental, além de três titularidades em copas do mundo. E é exatamente na segunda participação em mundiais, em 1970 que, mesmo eleito o melhor goleiro, as lembranças sempre recaem na jogada de um dos gols mais bonitos que Pelé não fez e que dá título e ilustra este texto. Na semifinal vencida pelo Brasil, lançado por Tostão, Pelé avança em direção a Mazurka, desloca-o com um maravilhoso drible de corpo, dá a volta e toca em direção ao canto baixo direito da meta, para evitar a chegada do zagueiro Ancheta, mas a bola não entra. Ilustração da jogada do drible de corpo aplicado por Pelé em Mazurkiewicz (Fonte: Infogol) Em 1972, Mazurkiewicz foi contratado pelo Atlético-MG , sendo vendido ao Granada (ESP) dois anos depois. A partir daí alternou passagens curtas pelo Pelotas, América de Cali (2 vezes) e Cobreloa, com 4 passagens pelo Penãrol, no qual encerrou sua carreira em 1981. Por que jogava de terno? Considerado baixo para a posição (1,79m), o “Polaco” compensava com reflexos rápidos e colocação perfeita, exibindo grande frieza para se colocar fora da linha de gol e diminuir o ângulo de tiro dos atacantes. Como ele mesmo disse em uma entrevista, “com posicionamento certo um goleiro pode parecer maior do que realmente é quando enfrenta um atacante”. 👤 Ladislao Mazurkiewicz Iglesias 👶 14 de fevereiro de 1945 – Faleceu em 02 de janeiro de 2013 🏠 Uruguaio 👕 Racing (URU), Peñarol (URU), Atlético-MG, Granada (ESP), Pelotas, América de Cali (COL), Cobreloa (CHI) e Seleção Uruguaia 🏆 (Principais) Libertadores 66, Mundial de Clubes 66, Campeonato Uruguaio 65, 67, 68, 81 (Peñarol), Copa América 67 (Uruguai) 👑 Melhor goleiro: Copa do Mundo 70 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,0) 📷 Assis Hoffmann/Revista Placar

  • Marcinho: O camisa 10 campineiro

    O joga de terno de hoje é um jogador que fez sucesso em clubes do Interior de São Paulo e passou por rivais:Corinthians e Palmeiras. Marcinho,meia que começou no Paulista de Jundiaí, em 2000, se destacou no campeonato Paulista e na série C, foi para o time do Parque São Jorge, em 2002, fez 11 jogos e 4 gols. Mas foi vestindo o terno do Azulão que Marcinho teve o auge de sua carreira. Foi um dos protagonistas do título inédito do Paulista de 2004 e fez um dos gols da final contra seu ex-clube, o Paulista de Jundiaí. O técnico da época era Muricy Ramalho e o São Caetano tinha outros nomes de peso como: Silvio Luiz, Euller, Fabrício Carvalho, Anderson Lima, Serginho, Dininho, Marcelo Mattos, Mineiro e Warley. Depois disso, Marcinho foi ao Palmeiras mas não repetiu o mesmo protagonismo de outrora. O atleta ainda defendeu o Cruzeiro, antes de ir jogar no Kashima Antlers, do Japão e na Arábia. Na volta ao Brasil, seu destino foi Atlético Paranaense, e no furacão veio o título estadual. Mas foi em outro rubro negro que ele conquistou seu último caneco como profissional: Paulistão de 2014, pelo Ituano. Marcinho também defendeu a seleção Sub-20 e a profissional por cinco vezes e não fez nenhum gol. Em dezembro de 2015 ele se aposentou, aos 34 anos. Por que jogava de terno? Por ser um jogador polivalente, Marcinho se destacou com gols e muitas assistências, ágil e seu bom passe. O meia não era aquele camisa 10 clássico, mas sabia deixar os companheiros na cara do gol. O jogador foi decisivo no período de maior glória do São Caetano, quando o Azulão eliminou o São Paulo e o Santos e conquistou o título estadual. 👤 Márcio Miranda Freitas Rocha da Silva 👶 20 de março de 1981 🏠 Brasileiro 👕 Paulista, Corinthians, São Caetano, Palmeiras, Cruzeiro, Kashima Antlers (JAP), Athlético-PR, Al–Ahli (EAU), Ponte Preta, Red Bull Brasil e Ituano 🏆 (principais) Série C 01, Paulista Série A2 01 (Paulista), Campeonato Paulista 04 ( São Caetano), Campeonato Mineiro 08 (Cruzeiro), Campeonato Paranaense 09 (Atlético-PR) e Campeonato Paulista 14 (Ituano) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) 📷 Djalma Vassao/ Gazeta Press #SãoCaetano

  • Cruzeiro 2013-2014: O incontestável tetracampeonato

    Hoje o Cruzeiro Esporte Clube completa 98 anos, recordaremos uma das páginas heroicas e imortais de sua história recente: o tetracampeonato brasileiro. A equipe celeste veio de um quase rebaixamento em 2011 e mediano 2012. Sem vaga garantida para a Libertadores a diretoria iniciou a temporada seguinte anunciando um pacotão de reforços desacreditados por mídia e torcida. “Quantidade não é garantia de qualidade”, afirmavam. Entre os recém-contratados, estavam dois dos protagonistas do feito: Éverton Ribeiro, vindo do Coritiba e Ricardo Goulart, do Goiás. Coincidentemente a primeira rodada do brasileirão terminou em 5 a 0 para a equipe mineira sobre o mesmo Goiás. O desacreditado Cruzeiro aplicou importantes goleadas: dono do melhor ataque da competição e campeão com quatro rodadas de antecedência, a raposa viu seus adversários comerem poeira. Podemos citar vários jogos memoráveis para os mineiros, um dos mais lembrados pelo torcedor foi o 3 a 0 para cima do outro favorito ao título, o Grêmio . Desse duelo sairia o campeão brasileiro. Mais de 56 mil torcedores assistiram gols dos classudos Borges, Willian e Goulart, sendo o do primeiro de voleio. Mesmo com o título adiado devido a vitória do Atlético Paranaense sobre o São Paulo, o grito de “tricampeão” (entalado na garganta) saiu a plenos pulmões. A vitória contra o Botafogo em setembro, por esse mesmo placar, também é inesquecível. No mês seguinte, a virada por 5 a 3 contra o Criciúma. Talento, união e trabalho são três palavras que descrevem o que foi o ano azul estrelado. Para cruzeirenses foi difícil aceitar Marcelo Oliveira como técnico. Queimaram a língua? Sim. Pouco tempo depois o abraçaram. Cruzeiro não ganhava o campeonato de pontos corridos desde 2003, o melhor ano da história do clube. Após a perda da Libertadores de 2009 e a sequência de temporadas insatisfatórias a torcida almejava um grande título. Elenco mantido em 2014, pensaram “que venha o tetra”. E ele veio. Menos dramático, porém não menos importante a conquista chegou em momento de lua de mel entre torcedores e jogadores. No embalo de “nós somos loucos, somos Cruzeiro”, goleadas, dribles, chapéus e arrancadas espetaculares, o Brasil se rendeu aos pés do time celeste novamente. Além dos nomes já citados Fábio, Ceará, Dedé, Lucas Silva e companhia jogaram de terno com seus talentos individuais que refletiram no coletivo. É difícil apontar uma única liderança para o grupo. Cruzamento de Mayke e gol de bicicleta de Marcelo Moreno contra o Fluminense. Gol de Éverton Ribeiro para cima do Grêmio, de virada. Ricardo Goulart contra Flamengo e Santos. Egídio marcando de falta sobre o Botafogo . São inúmeros golaços dignos de um vale a pena ver de novo. Se não tivesse perdido a final da Copa do Brasil para o Atlético Mineiro, o elenco garantiria outra tríplice coroa para a história do clube. A conquista do tetracampeonato foi resultado de apostas que tinham tudo para dar errado e deram certo. Dizer que não houve planejamento dos dirigentes soa injusto, porém é certo que o pacotão de reforços desconhecidos não chegou para suprir expectativas que envolviam ganhar títulos importantes. Peço licença para dizer que é uma daquelas coisas que nem deuses do futebol conseguem explicar por completo, parece que estava escrito na constelação Cruzeiro do Sul. Se estava escrito ou não, uma coisa é certa: a torcida celeste jamais se esquecerá desse feito. 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Brasileiro 2013 e 2014 👕 Time base: Fábio, Ceará, Bruno Rodrigo (Léo), Dedé, Egídio, Nilton, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Luan), Willian (Dagoberto), Ricardo Goulart e Borges (Júlio Baptista) 👤 Principais classudos: Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart 📺 Cruzeiro 3x0 Grêmio pela 33ª rodada do brasileirão ⚽ Aos 34' 1T, Dagoberto vence disputa com Werley, o rebote chega até Borges que finaliza de canela/ Willian faz o segundo aos 33' 2T após dividida de Júlio Baptista/ Ricardo Goulart fecha o placar aos 40' 2T 📷 Site do Cruzeiro #Cruzeiro

  • João Leite: Goleiro de Deus

    Em 1976 o futuro não parecia muito pr promovido das categorias de base, logo depois de completar 20 anos. Era desanimador enfrentar a concorrência do veterano Careca e de Zolini, que se alternaram com o terno atleticano no ano anterior. E a situação ficaria pior quando o Atlético resolveu importar o folclórico goleiro argentino Ortiz, que logo assumiu a titularidade e tornou-se ídolo da torcida por sua habilidade de jogar com os pés e, principalmente, por fazer gols cobrando pênaltis, uma grande novidade à época. Mas João Leite acabou por se tornar um grande fã do concorrente, mudando sua postura e passando a treinar em dois períodos. Participou de apenas 3 amistosos e, com algumas passagens pelo banco de reservas, viu o Galo tornar-se campeão mineiro invicto. A dedicação aos treinos, inclusive nas férias do final de 1976, rendeu ao classudo a titularidade em 2 amistosos em janeiro do ano seguinte. Passou então a alternar com Sérgio o comparecimento ao banco de reservas, integrando também a delegação do time na excursão à Ásia e Europa. Na decisão do campeonato mineiro de 1977 o Atlético venceu a primeira partida da decisão contra o Cruzeiro , mas em seguida foi derrotado duas vezes. Nessas derrotas o artilheiro celeste Revetria, amigo de Ortiz, marcou 4 gols. O goleiro foi acusado de ter sido comprado e foi afastado da equipe. Era a oportunidade que João Leite esperava, tornando-se titular na partida contra o Santos, pelo campeonato brasileiro e encerando o ano com 21 jogos, sagrando-se vice-campeão brasileiro sem derrotas e destacando-se ao defender 2 pênaltis que não impediram o título do São Paulo. A longa titularidade rendeu a João Leite o hexacampeonato mineiro (78-83), um bicampeonato (85-86) e ainda o título de 88, antes de se transferir para o Vitória de Guimarães, em 1989. Nesse intervalo ainda vestiu o terno da seleção brasileira na Copa América 79 e no Mundialito Fifa 80. Retornando ao Atlético, conquistou seu 11º título estadual (91) e a Conmebol (92). João Leite também se destacou por ser um dos fundadores do ministério “Atletas de Cristo” e notabilizou-se por entregar exemplares da Bíblia aos goleiros adversários antes das partidas, recebendo o apelido de “Arqueiro de Deus”. Por que jogava de terno? João Leite chamou a atenção por sua estatura, reflexos, desenvolvimento técnico e ótima colocação sob as traves. Com o terno atleticano alcançou a expressiva e praticamente imbatível marca de 684 partidas. 👤 João Leite da Silva Neto 👶 13 de outubro de 1955 👕 Atlético-MG, Vitória de Guimarães (POR), Guarani (SP), América-MG e Seleção Brasileira 🏆 Conmebol 92, Campeonato Mineiro 76, 78-83, 85-86, 88 e 91 👑 Bola de Prata 79 Classômetro 👔👔👔👔 👔👔👔(6,7)

  • Tiago Cardoso: o homem dos acessos

    O joga de terno de hoje é um goleiro que por muitos anos defendeu um clube Pernambucano. Trata-se de Tiago Cardoso, que disputa o Paulistão de 2019 pelo Mirassol. O goleiro de 34 anos foi campeão Brasileiro em 2001, pelo Athletico Paranaense , clube que atuou entre 2001 e 2007. Tiago voltou a ser um goleiro de destaque no Santa Cruz, clube que defendeu por 6 anos e pelo qual conseguiu o acesso em todas as divisões que disputou até chegar à elite do campeonato Brasileiro, em novembro de 2015. Tiago conquistou a torcida tricolor com defesas importantíssimas em clássicos e em jogos que valiam títulos ao time do Arruda. Foi importante nos títulos estaduais, e também da Copa do Nordeste, quando foi escolhido como melhor goleiro do Campeonato. Foram seis títulos com o terno de Santa. Sempre foi um dos grandes ídolos da torcida coral com um certo protagonismo. O paredão tricolor saiu do Santa Cruz no final de 2016, e desde então conseguiu mais dois acessos. Jogando pelo Botafogo-SP, o goleiro levou o time de Ribeirão Preto à segunda divisão do nacional, e ainda, disputou a reta final da série B pelo Goiás e conseguiu mais um acesso. Por que joga de terno? Tiago é daqueles goleiros ágeis, que fazem milagres nas horas mais improváveis. Ele fez história e garantiu títulos e acessos de forma memorável à torcida. Defesas de pênalti e grandes atuações em clássicos, além de ter sido um dos destaques na Copa do Nordeste, um dos títulos mais importantes do time clube coral. 👤 Tiago Cardoso dos Santos 👶 8 de maio de 1984 👕 Juazeiro, Ceará, Athletico-PR, Fortaleza, ABC, Atlético-MG, Monte Azul, Santa Cruz, Náutico, Botafogo-SP, Goiás e Mirassol 🏆 Campeonato Brasileiro 01, Campeonato Paranaense 05 (Athletico-PR), Campeonato Cearense 07 e 08 (Fortaleza), Campeonato Pernambucano 11, 12, 13, 15 e 16, Série C 13 e Copa do Nordeste 16 (Santa Cruz) 👑 Melhor goleiro da Copa do Nordeste 16, Melhor goleiro do Pernambucano 11, 13 e 16 e craque do Pernambucano 11. Classômetro: 👔👔👔👔 (4) 📸 Aldo Carneiro – Pernambuco Press #AtléticoPR #Fortaleza #AtléticoMG #Goiás #Goleiro #SantaCruz

  • Vavá: o curioso futebol do peito de aço

    Vários jogadores são considerados gênios. Toques refinados, visão de jogo sobrenatural, finalização precisa e dribles desconcertantes. Porém, existem jogadores que entram no panteão do esporte de uma forma curiosa. E que futebol curioso tinha Vavá. Capaz de passar despercebido em boa parte da partida, o atacante era um atleta imprevisível. Com uma capacidade de finalização impressionante e pitadas de talento e inteligência, Vavá se tornou referência no esporte e entrou para a história do futebol. Conhecido pela sua garra e coragem dentro dos gramados, Vavá, o “peito de aço” foi campeão pela maioria dos times que passou. Foi ídolo no Sport Recife, Vasco da Gama , Atlético de Madrid e Palmeiras. Além disso, coleciona títulos e gols com o terno canarinho, sendo o terceiro maior artilheiro do Brasil em Copas do Mundo. Batizado como Edvaldo Izídio Neto, Vavá iniciou a carreira em 1948, ainda como meia nas categorias amadoras do Sport Recife. Em 1949 faturou seu primeiro título na categoria juvenil. No início da década de 50, Vavá passou a ser aproveitado como centroavante e logo chamou a atenção do Vasco da Gama, para onde se transferiu em 1952. No clube cruzmaltino, Vavá viveu o auge da carreira. Os 191 gols marcados em 7 anos no Rio de Janeiro foram fundamentais nas conquistas de três títulos cariocas e um torneio Rio-São Paulo. A categoria de ídolo foi alcançada em 1957, no torneio de Paris. Na final o Vasco enfrentou o Real Madrid, uma das melhores equipes do mundo, comandada pelo argentino Di Stefano. Com uma atuação excepcional, Vavá marcou um gol e liderou o Vasco ao título. Devido ao bom desempenho no Vasco, Vavá foi um dos convocados de Vicente Feola para integrar a seleção na copa de 1958. Na Suécia, o centroavante marcou 6 gols, incluindo o que iniciou a virada brasileira na final. Devido a raça e a vontade dentro de campo, Vavá recebeu o apelido de “Leão da Copa” pela imprensa sueca. Após a copa, Vavá acertou sua transferência para o Atlético de Madrid, algo raro na época. Foram quatro anos jogando em solo espanhol, com duas Copas do Rey conquistadas, mas o desempenho ficou distante do apresentado na época do Vasco. Vendo a aproximação da Copa do Mundo de 1962, Vavá negociou o retorno ao Brasil para o Palmeiras em 1961. Ao lado de Julinho Botelho, Chinesinho e Ademir da Guia, Vavá formou a linha ofensiva da primeira “Academia” do alviverde. O centroavante retomou o bom futebol marcando 71 gols em 142 partidas. Em 1962, Vavá foi mais uma vez artilheiro da seleção na Copa. O centroavante marcou 4 vezes e ajudou o Brasil a vencer o segundo mundial seguido. Em 1965 seu passe foi negociado com o América do México. Quatro anos depois voltou novamente ao Brasil e encerrou sua carreira profissional na Portuguesa Carioca. Em 1969 iniciou sua trajetória como treinador na mesma Portuguesa do Rio. Dirigiu ainda equipes na Arábia Saudita, Espanha, Portugal e México. Foi auxiliar de Telê Santana na Seleção Brasileira entre 1980 e 1982. Em 1981 também comandou o time canarinho no Mundial de Juniores. Por que jogava de terno? Garra, coragem, e capacidade de finalização incontestáveis transformaram Vavá em um exemplo para demais jogadores da época. Em meados da década de 1950, o futebol brasileiro passava por mudanças na forma de ver o jogo. A mudança do 3-2-5 para o 4-2-4 fez o jogo ficar mais técnico e menos físico. Por conta disso, muitos jogadores ídolos na década de 40 ficaram pelo caminho. Mas Vavá não ficou. Soube se adequar as novas mudanças e preservar o estilo físico de antes. A entrega e o faro de gols fizeram do “Peito de Aço” uma referência para futuros centroavantes. 🚹 Evaldo Izídio Neto 👶 12 de novembro de 1934, faleceu em 19 de janeiro de 2002 🏠 Brasileiro 👕 Sport Recife, Vasco da Gama, Atlético de Madrid, Palmeiras, América (MEX), San Diego Toros (EUA) e Portuguesa-RJ 🏆 (principais) Torneio de Paris 57 (Vasco), Torneio Rio-São Paulo 58 (Vasco), Copa do Rey 60 e 61 (Atlético de Madrid), Copa do Mundo 58 e 62 (Brasil), Torneio Oswaldo Cruz 58 e 62 (Brasil) 👑 Artilheiro da Copa do Mundo 62 (Brasil) Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔(8,3) 📷: Esporte Ilustrado #Vasco #Sport #AtléticodeMadrid #Palmeiras #Atacante #CopadoMundo1962

  • Alessandro: O capitão dos libertados

    Libertados é o nome do documentário que narra a conquista invicta do Corinthians na libertadores de 2012, hoje nós iremos contar a história do lateral direito e capitão do título: Alessandro. Alessandro Mori Nunes é natural de Assis Chateaubriand no Paraná e foi por lá que iniciou os primeiros passos nas categorias de base, logo chamou a atenção do Flamengo. Grandes nomes honraram o terno rubro negro e com o nosso classudo não foi diferente. No time da gávea foram seis temporadas e no auge delas 5 títulos, quem não se lembra da icônica falta cobrada por Pet no finalzinho de jogo da final do campeonato carioca? Alessandro estava lá rezando pra bola entrar. Após um período conturbado no rio, transferiu se para o futebol paulista e após rápida passagem pelo Palmeiras foi vendido ao Dínamo de Kiev. Passagens apagadas pela Ucrânia e Cruzeiro foram os pontos mais baixos na carreira do atleta, até finalmente se reencontrar e ajudar o Grêmio a também se reencontrar com a série A do futebol tupiniquim. No Santos faturou o campeonato Paulista de 2007. Durante aquele ano um outro lateral direito santista decidiu subir a serra e jogar no alvinegro da capital, Pedro fez passagem rápida pelo Corinthians e deixou a lacuna aberta para uma nova contratação. A pedido de Mano Menezes, com quem o classudo já tinha trabalhado, Alessandro chegou no Corinthians em 2008 com a mesma missão que tivera em Porto Alegre, só que o classudo foi além, e além do seu tempo foi a importância que ele conquistou com o terno alvinegro. Alessandro e Chicão são os nomes que representam a maior volta por cima que um clube pode dar, estiveram lá para reerguer o time no momento mais difícil de sua existência e também estavam lá no momento máximo de glória quando foram campeões do mundo. Por que jogava de terno? Alessandro é um cara do bem, seu carisma e jeito boa praça foram essenciais para compor o plantel dos clubes por qual passou, mas o principal mesmo foi sua técnica e classe, seria um exagero de nossa parte definir o atleta como craque ou um dos melhores laterais de todos os tempos, mas dentro do cenário nacional com toda certeza foi um nome vitorioso e que faz juz ao termo “joga de terno”. 👤 Alessandro Mori Nunes 👶 10 de Janeiro de 1979 🏠 Brasileiro 👕 Flamengo, Palmeiras, Dínamo de Kiev, Cruzeiro, Grêmio, Santos e Corinthians 🏆 (Principais) Copa Mercosul 99 (Flamengo), Campeonato Ucraniano 03/04 (Dínamo), Campeonato Brasileiro 11, Libertadores 12 e Mundial de Clubes 12 (Corinthians) 👑 Seleção do Campeonato Paulista 09 e 13 Classometro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,7) 📸 Christopher Johnson

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