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  • "Tim, Tim, Tim! Gol de Valentim!"

    Hoje não é um sábado qualquer. É dia de River Plate x Boca Juniors. Dia de decisão da Libertadores. Considerado por muitos a maior rivalidade do futebol mundial, o confronto entre River e Boca é repleto de histórias e de artilheiros. Na lista dos maiores goleadores, o classudo de hoje cravou o seu nome. Nada de Tévez, Palermo ou Maradona, contra o River ninguém foi maior que ele. O JdT relembra a carreira do brasileiro Paulo Valentim, o maior artilheiro do Boca Juniors no Superclássico argentino. Foram cinco anos anos com o terno xeneize, sete clássicos contra o maior rival e dez gols marcados. Mas antes de brilhar na Argentina, o atacante natural de Barra do Piraí fez fama no futebol brasileiro. Paulo Valentim começou a jogar no Central, time de sua cidade. Passou ainda pelo Guarani de Volta Redonda, antes de se transferir para o Atlético-MG , em 1954. Em Belo Horizonte, foi bicampeão mineiro e marcou 31 gols em 51 em jogos. Raçudo e com faro de gol, o atacante chamou a atenção do técnico João Saldanha, que em 1956 o levou para o Botafogo. No Alvinegro carioca o classudo integrou uma equipe imbatível, jogando ao lado de Garrincha, Édson e Quarentinha. Uma de suas partidas mais lembradas é, sem dúvidas, a final do Campeonato Carioca de 1957, contra o Fluminense. O Botafogo goleou o tricolor por 6x2, com cinco gols de Paulo Valentim, sendo um deles de bicicleta. O atacante ajudou o Glorioso a encerrar um jejum de títulos que já durava quase dez anos. O sucesso no Rio de Janeiro e as boas atuações do atacante também na Seleção Brasileira , durante o Sul-Americano de 1959, disputado justamente em Buenos Aires, levaram Paulo Valentim para o Boca Juniors. Lá foi campeão Argentino duas vezes e também artilheiro da equipe em 1961, 1962 e 1964. O craque deixou ainda o seu nome na história do clube ao marcar gols contra o River Plate em todos os clássicos que disputou. Ganhou o carinho da torcida xeneize, que entoava na La Bombonera um canto especial: “Tim, tim, tim! Es gol de Valentim!” Em 1965, aos 33 anos, e já debilitado pela vida boêmia que nunca escondeu, Valentim transferiu-se para o São Paulo , onde teve uma rápida e apagada passagem. Ao fim dos anos 1960, o atacante mudou-se para o México, onde tentou jogar pelo Atlante, também sem sucesso. Paulo Valentim encerrou a carreira pouco tempo depois. Ele faleceu em 1984, em Buenos Aires. Atualmente, o ídolo ainda é reverenciado com o seu nome gravado na Calçada da Fama do Boca Juniors. Por que jogava de terno? Paulo Valentim era um centroavante raçudo e artilheiro, excepcional em seu ofício. Tinha bom posicionamento, era habilidoso e veloz, com instinto goleador. Com o terno do Botafogo foram 135 bolas na rede em 206 jogos. Com a camisa da Seleção Brasileira marcou gol em todas as cinco partidas que disputou. É o único brasileiro a integrar a lista dos maiores artilheiros da história do Superclássico entre River Plate e Boca Juniors. 👤 Paulo Ângelo Valentim 👶 20 de novembro de 1932 Faleceu em 9 de julho de 1984, aos 51 anos 🏠 Brasileiro 👕 Central-RJ, Guarani-RJ, Atlético-MG, Botafogo, Boca Juniors, São Paulo, Atlante (MEX) e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Carioca 57 (Botafogo); Campeonato Argentino 62 e 64 (Boca Juniors) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📷 Divulgação Boca Juniors

  • Claudio Maldonado: chileno com trajetória verde e amarela

    No último domingo o Cruzeiro realizou um jogo em homenagem aos 15 anos da Tríplice Coroa, estiveram presentes craques que marcaram o clube por gerações. Recordaremos a trajetória de um deles: Claudio Maldonado. Lembrado com carinho pela torcida celeste o chileno fez parte do elenco multicampeão de 2003. Entre suas características estavam carrinhos, roubadas de bola e até mesmo vários cartões. Esses fatores somados a sua qualidade técnica contribuíram para a formação de um elenco memorável composto por Alex, Marcelo Ramos, Aristizábal e outros classudos. Maldonado iniciou a carreira pelo Colo-Colo nos fins dos anos 90. Após conquistar o bronze dos Jogos Olímpicos pela Seleção Chilena chegou ao Brasil vestindo o terno do São Paulo. Teve contato com os ídolos Rogério Ceni e Raí, aprendendo muito com o primeiro. Na equipe ganhou o Campeonato Paulista do mesmo ano. O feito se repete nas temporadas de 2006 e 2007 em sua passagem pelo Santos. Mais uma vez sob a liderança de Vanderlei Luxemburgo, o técnico da Tríplice Coroa. Do Santos partiu para a Turquia, pelo Fenerbahçe conquistou a Supercopa e jogou novamente ao lado de Alex. Posteriormente teve passagem por outra equipe brasileira: o Flamengo . Também reconhecido pelo torcedor rubro-negro atuou pelo clube por mais de três temporadas. Sob o comando de Andrade e ao lado de Adriano Imperador, Petkovic, Léo Moura e Emerson Sheik foi campeão brasileiro no ano de sua chegada (2009). Ao fim da temporada sofreu uma lesão em amistoso entre Chile e Eslováquia. Contusões posteriores o fazem perder titularidade e não ter o contrato renovado pelo time carioca. Devido aos problemas físicos não tinha expectativas de assinar com um clube, porém acabou integrando o elenco do Corinthians. Pela equipe paulista conquistou a Recopa Sul-Americana, não realizou grande número de jogos como em Cruzeiro, Santos e Flamengo. Foram apenas oito e nenhum gol marcado. Em 2015, o volante pendura as chuteiras no clube que o revelou. Somadas as duas passagens pelo Colo-Colo realizou um total de cinquenta e uma partidas. Além disso, conquistou o Campeonato Chileno de 1998 superando a Universidade do Chile. Passou por categorias de base do Colo-Colo e da Seleção Chilena , para a última foi constantemente convocado. Por que jogava de terno? A carreira de Maldonado não é marcada por grande número de gols e títulos internacionais, porém é inegável que o jogador teve importância por onde passou. Os títulos conquistados em Cruzeiro e Flamengo e o papel assumido em elencos renomados dos dois clubes reforçam isso. Conhecido por sua raça o classudo se mostrava seguro dentro de campo e pronto para ajudar. As diversas convocações para a Seleção Chilena mostram como também foi peça importante para o futebol de seu país. 👤 Claudio Andrés del Tránsito Maldonado Rivera 👶 3 de janeiro de 1980 🏠 Chileno 👕 Colo-Colo (CHI), São Paulo, Cruzeiro, Santos, Fenerbahçe (TUR), Flamengo, Corinthians e Seleção Chilena. 🏆 (principais) Campeonato Chileno 98 (Colo-Colo), Copa do Brasil 03 (Cruzeiro) e Campeonato Brasileiro 03 e 09 (Cruzeiro e Flamengo) 👑 Bola de Prata pela Revista Placar em 2003 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) 📷 Gazeta Press

  • Jefferson: O facho de luz na estrada dos louros

    Jefferson se aposentou. Ao longo de 2017 e 2018, o goleiro botafoguense se viu em meio a lesões que comprometeram sua regularidade e bom rendimento. Cansado e a fim de aproveitar a família, o camisa 1 deixa o gramado e entra para a sala de ídolos do passado botafoguense. O jogo contra o Paraná, na 37ª rodada do Brasileirão de 20018, foi o último diante a torcida no estádio Nilton Santos. O goleiro foi titular e bancou o então dono da posição, Gatito Fernández para que, definitivamente, ele deixe o palco onde tanto brilhou, mesmo que em situações que não estivessem a altura do seu talento. Talento que inclusive foi posto em dúvida no início de carreira. Jefferson de Oliveira Galvão integrou a categoria de base do Cruzeiro, no final dos anos 90. Na virada do século, Luiz Felipe Scolari colocou o jovem para jogo. Com a confiança do treinador, Jefferson foi titular mesmo que no plantel celeste houvesse goleiros mais experientes. A coisa mudou de cenário com a chegada de Luxemburgo na Toca da Raposa. E também porque o goleiro não contribuiu: na final da Copa dos Campeões de 2002, contra o Paysandu, o arqueiro teve atuação para se esquecer e saiu pela porta dos fundos do time mineiro. Esse último parágrafo foi exclusivo. Porque a partir daqui, contaremos a história do goleiro no time em que ele ia permanecer por anos, mesmo com um pequeno intervalo: o Botafogo. E não teremos qualquer ressalvas para se fazer aqui. Em 2003, era reserva de Max na campanha da Série B do Botafogo. Mas aos poucos, conquistou a posição e de certa forma o carinho da torcida. As atuações fizeram crescer o interesse de outros times. Visando um mercado mais amplo e até mesmo a Seleção Brasileira - frequentador desde a categoria de base - Jefferson foi para a Europa em 2005. As quatro temporadas na Turquia não foram nada gloriosa. Até porque o que era glorioso estava no Brasil e foi pra lá que ele voltou em 2009. Novamente no Botafogo, Jefferson viu um time que capengava para não voltar à série B. Mas, ao lado de Jóbson, manteve o time na principal divisão do país e sua idolatria já começava ali. As atuações do arqueiro começavam a impressionar e chamar a atenção do Brasil. Sobretudo durante a final do Carioca de 2010, quando, diante o então campeão brasileiro Flamengo , também algoz nas últimas três finais de carioca, Jefferson fez partida majestosa e parou Adriano Imperador em um pênalti. Era a consagração de quem ainda tinha muito a fazer pelo clube. Ao longo de seus 9 anos no clube, ganhou respeito de demais jogadores e um carinho imenso da torcida do Botafogo. Mesmo que nesse caminho, tivesse que lidar com mais uma série B, que veio no mesmo ano em que disputasse uma Copa do Mundo e fosse escolhido o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. Aliás, na seleção ele estreou também em 2010, quando disputou vaga para a Copa do Mundo na África do Sul. Não foi convocado, mas sua ida ao mundial foi adiada para 2014, quando Felipão o levou entre os 3 goleiros. 2014 talvez foi o ápice da carreira de Jefferson, que, mesmo com o rebaixamento, fazia atuações memoráveis com o Botafogo. Um ano antes, o time jogava um dos melhores futebol no Brasil e fez frente ao Cruzeiro, que acabou sendo o campeão em 2013. Ao lado de Clarence Seedorf , Jefferson era a garantia de qualidade do time. Em 2015, foi especulada sua saída. Seria desastroso para o goleiro disputar uma série B logo agora que ele assumia a titularidade da Seleção Brasileira no início da segunda era Dunga na canarinho. Mas, declarou seu amor ao clube e garantiu sua permanência no clube mesmo com o revés. Ele entrava definitivamente para a idolatria botafoguense. O mau momento da seleção com Dunga, sobretudo nas duas copas América em que o Brasil fez campanha vexatória, caiu nos ombros do Goleiro. Apontado muitas vezes por ter cometido falhas no gol da seleção, Jefferson perdia a titularidade no meio da competição e jamais voltaria a seleção depois daquela passagem. Mas verdade é que Jefferson teve momentos magníficos com o Brasil. Em 2014, no Super Clássico contra a Argentina, defendeu pênalti de Messi e pode ali assegurar sua titularidade durante um tempo. Depois, em 2015, mais uma vez mostrou sua genialidade, dessa vez contra a França de Benzema, que acertou cabeçada mortal para o gol canarinho, mas parou no goleiro. Foram os grandes momentos do goleiro que mesmo mostrando muita segurança e habilidade no Botafogo, jamais retornou à seleção. Esses bons momentos tiveram uma interrupção em 2016, quando teve séria lesão no tríceps. Retornou em 2017 apenas, depois de um ano sem atuar e com Gatito Fernández em grande fase. No seu retorno, num jogo contra o Atlético Mineiro, teve atuação impecável e evitou a derrota. Teve até pênalti defendido. Com Gatito em alta, Jefferson passou a disputar vaga com o paraguaio, que se lesionou. Mas a sorte de Jefferson também não andava bem e o goleiro lesionou as cordas vocais numa disputa de bola com Lucas Paquetá, do Flamengo. Recuperado, Jefferson vestirá o terno botafoguense pela última vez, sendo o terceiro que mais a vestiu. Perde apenas para Nilton Santos e Garrincha. Por que joga de terno? Jefferson manteve sua regularidade ao longo desses últimos nove anos. Só foi parado pelas lesões. Com reflexos pouco vistos por goleiros no Brasil, é um grande pegador de pênaltis e ótimo em reposições de bola, além da qualidade nos pés. Na saída cara a cara com o atacante, é gigante. Gigante como sua idolatria para o Botafogo que viu nele a estrela solitária dona do facho de luz, nessa longa e sinuosa estrada de louros que foi sua passagem por General Severiano. 👤 Jefferson de Oliveira Galvão 👶 2 de janeiro de 1983 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, América de Rio Preto-SP, Botafogo, Trabzonspor (TUR), Konyaspor (TUR) e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca: 10, 13 e 18. Campeonato Brasileiro série B: 15 (Botafogo). Copa das Confederações: 13. (Seleção Brasileira). 👑 Melhor jogador do Campeonato Carioca de 10, Melhor goleiro do Brasileirão: 11 e 14. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) 📷 Vítor Silva/SSPress/Botafogo

  • Doni

    Tem leitor que vai torcer o nariz ao ler isso, alguns vão se questionar se realmente merecia o terno, só que ser cogitado como reserva do maior goleiro de todos os tempos não é para qualquer um. O desempenho de Doni foi tão bom na Itália, que ele quase vestiu outro terno se não o canarinho . Doniéber é natural de Jundiaí e quando atleta de base vestiu a camisa do clube local e o terno do Corinthians. Sua estreia profissional foi pelo Botafogo de Ribeirão Preto no Paulista de 2001 . O classudo sagrou-se vice campeão e revelação do campeonato. No mesmo ano retornou para o Corinthians e fez parte do elenco campeão do Rio-São Paulo e a Copa do Brasil, apesar das falhas e a perseguição da torcida, Doni era apontado como um dos melhores goleiros da época. Em 2004 o time do Parque São Jorge anunciou Fábio Costa, sendo assim como “troco” o Santos contratou nosso classudo. Quem levou a melhor foi o alvinegro da capital, tendo em vista o baixo rendimento de Doni com os ternos de Santos e Cruzeiro. No Juventude veio o recomeço, o bom desempenho e uma indicação do novo amigo, Antônio Carlos, fizeram despertar o interesse do Roma. Na Itália, fez parte de um elenco multi campeão e foi cogitado para ser reserva de Buffon na Seleção Italiana. No fim, acabou optando por vestir o terno canarinho, para nossa sorte, pois foi fundamental na semi da Copa América quando defendeu dois pênaltis contra o Uruguai. Ainda compôs o elenco que viajou rumo a África do Sul para representar nossa seleção na Copa do Mundo. Após 6 anos em Roma, foi contratado pelo Liverpool mas nós nunca poderemos saber como seria o desempenho do arqueiro brasileiro na terra da rainha. Doni já sabia que sofria com um problema cardíaco, diagnosticado em 2004. inclusive revelou que chegou a ter uma parada cardiorespiratória. Doni também foi coração valente e tentou dar a volta por cima, disputou algumas partidas na Inglaterra, ensaiou um retorno ao Botafogo mas no fim de 2013 decidiu encerrar sua carreira. Por que jogava de terno? Doni era o goleiro que fazia as defesas mais impossíveis e levava os gols mais bobos, algo que por ironia se identifica muito com um lema corinthiano, “Se não for sofrido não é Corinthians”, seu forte mesmo era pegar penalti. 👤 Doniéber Alexander Maragon 👶 22 de Outubro de 1979 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo-SP, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Juventude, Roma, Liverpool e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Torneio Rio-São Paulo 02, Copa do Brasil 02 (Corinthians) Copa da Itália 06/07, 07/08 (Roma) Copa América 07 (Seleção Brasileira) 👑 Revelação do Campeonato Paulista 01 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) 📷 Arquivo CBF

  • Yan: uma promessa na geração de ouro vascaína

    Nem só de ídolos renomados vive o Joga de Terno. De vez em quando, gostamos de relembrar nomes que, ainda que não tenham encontrado o destino tão promissor em sua trajetória, ficam na memória dos torcedores que nos enviam sugestões. E o nome de hoje é Yan, promessa do Vasco nos anos 90. Yan começou no futsal no interior de Santa Catarina quando um olheiro o levou às divisões de base do Vasco da Gama . Aos 16, já fazia jogos pelo profissional e chegou a ser considerado uma das grandes revelações do futebol brasileiro. Esteve na conquista do tricampeonato estadual em 1994 e foi eleito o melhor do Vasco no ano seguinte. Mas sua carreira não alcançou o esperado, até por conta de muitas lesões, e o meio campista passou por diversos clubes, sendo um deles o Internacional, quando levou um título Mercosul. Pelo Fluminense, ajudou na difícil fase que acabou com a conquista da terceira divisão e no Grêmio suas atuações medianas também não surtiram o efeito desejado. Registrou ainda passagem também pelos campeonatos paraense, português e maranhense. Em suas entrevistas, Yan gosta de lembrar o momento em que vestiu a camisa da seleção da base até o profissional, chegou a ser testado algumas vezes vestindo o terno amarelo na época que atuava no Vasco, mas as lesões o impediram. O título que lembra com carinho é o de campeão mundial sub-20. Depois de se aposentar dos gramados, iniciou os estudos e sua atividade como treinador e já comandou o São Pedro na série C do futebol carioca. Por que jogava de terno? Yan foi daqueles meias habilidosos que se revelaram como promessas do futebol nacional. Nem sempre a trajetória do jogador o permite explorar todo seu potencial, mas ainda sim tem seu nome em bons momentos de clubes como Vasco da Gama e Internacional. 👤 Yan Cleiton de Lima Razera 👶 1 de maio de 1975 👕 Vasco da Gama, Internacional, Fluminense, Coritiba, Fluminense, Náutico, Flamengo, Al-Khaleej, Grêmio, Avaí, Penafiel, Bacabal, América-RJ, Tigres do Brasil, Votoraty e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca 93 e 94 (Vasco) e 02 (Fluminense), Mercosul 96 (Internacional). 👑 Sem premiações individuais de destaque Classômetro 👔👔👔👔 (4,8) 📸 Reprodução Álbum Panini #Vasco #Fluminense #Internacional

  • Paulo André: É Xeque mate!

    De Dom Casmurro à gênio indomável, um cara que gosta de MPB. Marisa Monte e Oswaldo Montenegro fazem parte da sua playlist. Um zagueiro clássico, que joga como música. Pode até não ser um protagonista, mas está lá para proteger o gol e seus companheiros. Um atleta que vai na contramão dos jogadores de futebol. Este, é Paulo André.Uma pessoa de opiniões fortes, sempre com muitas ideias, reflexões e liderança. Um beque diferenciado, que passa pelo mundo da arte e da literatura com a mesma qualidade que desfila em campo em cada clube que já defendeu.Ao lado de Alex, Paulo André foi um dos líderes do movimento: Bom Senso FC, em 2013, onde iniciaram um diálogo com clubes e federações para melhorias no futebol nacional, mas o movimento não foi à frente. O beque também se aventurou em outras áreas. Em 2012, escreveu o livro: O jogo da minha vida. Um livro bem bacana para quem gosta dos bastidores da bola, histórias da base, no São Paulo, até momentos bastante curiosos e pouco conhecidos como sua passagem pelo Le Mans.Na França, inclusive, Paulo André descobriu uma das suas paixões: a pintura. Após uma lesão no joelho, quando tinhas 22 anos, o zagueiro começou a pintar para se distrair. E como ele mesmo diz: “Foi um momento ruim que reverti para um momento feliz”. Aos 35 anos, retornou ao Furacão, clube que defendeu entre 2005 e 2006. Logo depois foi à França defender o Le Mans, mas foi no Corinthians que ele conquistou títulos e mostrou toda sua liderança dentro e fora das quatro linhas. Com o terno alvinegro atuou em 153 jogos e conquistou a Libertadores e o Mundial de 2012. Paulo André passou pelo Shanghai Shenhua e pelo Cruzeiro antes de retornar ao Atlético Paranaense, seu atual clube. Por que joga de terno? Paulo André sempre foi um jogador sério, um líder dentro e fora de campo. Jogador de poucas faltas, amante das artes, da literatura, fala Inglês, Francês e Mandarim. Ele foge um pouco do perfil atual do jogador de futebol e até mora no CT do Atlético Paranaense. Não é aquele jogador midiático, mas é um zagueiro muito bom no jogo aéreo. 👤 Paulo André Cren Benini 👶 20 de Agosto de 1983 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Athlético-PR, Le Mans (FRA), Corinthians, Shanghai Shenhua (CHI), Cruzeiro 🏆 (principais) Campeonato Brasileiro 11, Libertadores 12, Mundial de Clubes 12, Recopa 13, Paulista 13👑 Bola de Prata 11 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,1) 📷Hélio Sueñaga/ Getty Images #Corinthians #Cruzeiro #AtléticoPR #Zagueiro

  • Natal: o Diabo Loiro Celeste

    Partida de volta da decisão da Taça Brasil de 1966. Aos 44 minutos do segundo tempo, no enlameado gramado do Pacaembu, um raio penetrou a área do Santos e, com o lado externo do pé direito, decretou a vitória do Cruzeiro e consolidou o primeiro título de expressão nacional de uma equipe de Minas Gerais. Natal, o Classudo de hoje, contrariando sua tendência natural de procurar a linha de fundo, apareceu como centroavante, para inscrever seu nome na galeria de “monstros sagrados celestes”, ao lado de Tostão e Dirceu Lopes, autores dos 2 primeiros gols da histórica virada contra o time do Rei Pelé. Natal iniciou sua carreira futebolística na Cidade Industrial, região metropolitana de Belo Horizonte, mas foi na equipe também amadora do Barreiro que despertou, aos 17 anos, o interesse dos olheiros do Cruzeiro , destacando-se nas equipes de base. Aos poucos foi tendo algumas oportunidades de vestir o terno do time principal, com 4 atuações em 1964 e também no ano seguinte, quando marcou 3 gols e sagrou-se campeão mineiro pela primeira vez. Em 1966 assumiu a titularidade e, até 1969, ajudou a consolidar a hegemonia cruzeirense nos primeiros anos do Mineirão, conquistando o pentacampeonato. Algumas vezes como mero coadjuvante, outras atingindo o mesmo patamar dos craques da equipe, como no gol mencionado no início deste texto, e também na primeira partida daquela final, quando o Cruzeiro derrotou o Santos por 6x2. Mas algumas vezes também foi protagonista, como em 1967, quando, com 2 gols, comandou a reação cruzeirense para empatar um jogo contra o Atlético que, com um jogador a mais, ganhava por 3x0 aos 15 minutos do segundo tempo e, com a vitória, impediria o tricampeonato da equipe celeste. Entre 67 e 68, já apelidado de Diabo Loiro, Natal vestiu 15 vezes o terno da seleção brasileira, balançando a rede 3 vezes. Com fama de boêmio, e acumulando desentendimentos com Flávio Costa, então supervisor do Cruzeiro, Natal foi negociado com o Corinthians , mas não manteve trajetória de destaque. A partir daí alternou duas passagens pelo Bahia com um retorno à Toca da Raposa, iniciando a seguir uma jornada por clubes de menor expressão, até aposentar-se no Villa Nova (Nova Lima/MG), aos 35 anos. Por que jogava de terno? Sem grandes atributos físicos, Natal era habilidoso e extremamente veloz, preferindo partir para cima dos seus marcadores em busca da linha de fundo, de onde executava cruzamentos precisos para colocar seus companheiros cara a cara com os goleiros adversários. Mas também, por vezes, fechava em diagonal, visando o gol adversário em jogadas mortais, ou aparecia de surpresa no miolo da área para estufar as redes. 👤 Natal de Carvalho Baroni 👶 24 de novembro de 1945 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, Corinthians, Bahia, Vitória, Londrina, América-MG, Valeriodoce, Democrata-MG, Caldense, Villa Nova-MG e Seleção Brasileira 🏆 (Principais) Campeonato Mineiro 65, 66,67, 68 e 69; Taça Brasil 66 (Cruzeiro) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,1) 📷 Revista Placar

  • Mazurkiewicz: Cadê o Pelé?

    Muitos jogadores de futebol são lembrados por lances isolados, mesmo tendo construído uma carreira sólida e vitoriosa. Esse é o caso do classudo de hoje que, mesmo tendo vestido o terno titular da seleção uruguaia em 3 mundiais, num dos quais foi considerado o melhor goleiro , é sempre lembrado pelo lance em que foi driblado por Pelé, sem que o mesmo sequer tocasse na bola. O pai, fugindo da invasão nazista à Polônia, estabeleceu-se no Uruguai, na pequena cidade-balneário de Piriápolis, onde nasceu o pequeno Ladislao, em 1945. Depois de jogar basquete no clube Olival Mundial, foi levado para as divisões de base do Racing de Montevidéu, destacando-se pela firmeza com que agarrava a bola e, em uma decisão por pênaltis, defendeu 6 de 10 cobranças. Profissionalizou-se em 1964, mesmo ano em que, convocado pela celeste olímpica, conquistou o campeonato sul-americano sub-20. Destacou-se tanto que, na temporada seguinte, foi contratado pelo Peñarol , seu clube de coração. Integrado ao elenco de uma das maiores equipes aurinegras da história, era um dos reservas do famoso Luis Maidana, mas a oportunidade surgiu logo no início do ano e, de modo premonitório, contra o Santos, em uma partida desempate pela semifinal da Libertadores. Após um desentendimento com o técnico Máspoli, Maidana foi afastado e o treinador optou pelo “más chiquito” dos reservas, escalando Mazurkiewicz, cujo nome de difícil pronúncia, passou a ser substituído por “El Chiquito”, “Polaco” ou “Mazurka”. Esse primeiro encontro com aquele que viria a ser considerado o Atleta do Século XX foi auspicioso para nosso classudo, com a vitória do Penãrol por 2 a 1, classificando a equipe para a final da competição, que viria a ser conquistada pelo Independiente (ARG). Começava aí uma carreira vitoriosa que o levaria a 4 títulos nacionais, uma Libertadores e uma Copa Intercontinental, além de três titularidades em copas do mundo. E é exatamente na segunda participação em mundiais, em 1970 que, mesmo eleito o melhor goleiro, as lembranças sempre recaem na jogada de um dos gols mais bonitos que Pelé não fez e que dá título e ilustra este texto. Na semifinal vencida pelo Brasil, lançado por Tostão, Pelé avança em direção a Mazurka, desloca-o com um maravilhoso drible de corpo, dá a volta e toca em direção ao canto baixo direito da meta, para evitar a chegada do zagueiro Ancheta, mas a bola não entra. Ilustração da jogada do drible de corpo aplicado por Pelé em Mazurkiewicz (Fonte: Infogol) Em 1972, Mazurkiewicz foi contratado pelo Atlético-MG , sendo vendido ao Granada (ESP) dois anos depois. A partir daí alternou passagens curtas pelo Pelotas, América de Cali (2 vezes) e Cobreloa, com 4 passagens pelo Penãrol, no qual encerrou sua carreira em 1981. Por que jogava de terno? Considerado baixo para a posição (1,79m), o “Polaco” compensava com reflexos rápidos e colocação perfeita, exibindo grande frieza para se colocar fora da linha de gol e diminuir o ângulo de tiro dos atacantes. Como ele mesmo disse em uma entrevista, “com posicionamento certo um goleiro pode parecer maior do que realmente é quando enfrenta um atacante”. 👤 Ladislao Mazurkiewicz Iglesias 👶 14 de fevereiro de 1945 – Faleceu em 02 de janeiro de 2013 🏠 Uruguaio 👕 Racing (URU), Peñarol (URU), Atlético-MG, Granada (ESP), Pelotas, América de Cali (COL), Cobreloa (CHI) e Seleção Uruguaia 🏆 (Principais) Libertadores 66, Mundial de Clubes 66, Campeonato Uruguaio 65, 67, 68, 81 (Peñarol), Copa América 67 (Uruguai) 👑 Melhor goleiro: Copa do Mundo 70 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,0) 📷 Assis Hoffmann/Revista Placar

  • Marcinho: O camisa 10 campineiro

    O joga de terno de hoje é um jogador que fez sucesso em clubes do Interior de São Paulo e passou por rivais:Corinthians e Palmeiras. Marcinho,meia que começou no Paulista de Jundiaí, em 2000, se destacou no campeonato Paulista e na série C, foi para o time do Parque São Jorge, em 2002, fez 11 jogos e 4 gols. Mas foi vestindo o terno do Azulão que Marcinho teve o auge de sua carreira. Foi um dos protagonistas do título inédito do Paulista de 2004 e fez um dos gols da final contra seu ex-clube, o Paulista de Jundiaí. O técnico da época era Muricy Ramalho e o São Caetano tinha outros nomes de peso como: Silvio Luiz, Euller, Fabrício Carvalho, Anderson Lima, Serginho, Dininho, Marcelo Mattos, Mineiro e Warley. Depois disso, Marcinho foi ao Palmeiras mas não repetiu o mesmo protagonismo de outrora. O atleta ainda defendeu o Cruzeiro, antes de ir jogar no Kashima Antlers, do Japão e na Arábia. Na volta ao Brasil, seu destino foi Atlético Paranaense, e no furacão veio o título estadual. Mas foi em outro rubro negro que ele conquistou seu último caneco como profissional: Paulistão de 2014, pelo Ituano. Marcinho também defendeu a seleção Sub-20 e a profissional por cinco vezes e não fez nenhum gol. Em dezembro de 2015 ele se aposentou, aos 34 anos. Por que jogava de terno? Por ser um jogador polivalente, Marcinho se destacou com gols e muitas assistências, ágil e seu bom passe. O meia não era aquele camisa 10 clássico, mas sabia deixar os companheiros na cara do gol. O jogador foi decisivo no período de maior glória do São Caetano, quando o Azulão eliminou o São Paulo e o Santos e conquistou o título estadual. 👤 Márcio Miranda Freitas Rocha da Silva 👶 20 de março de 1981 🏠 Brasileiro 👕 Paulista, Corinthians, São Caetano, Palmeiras, Cruzeiro, Kashima Antlers (JAP), Athlético-PR, Al–Ahli (EAU), Ponte Preta, Red Bull Brasil e Ituano 🏆 (principais) Série C 01, Paulista Série A2 01 (Paulista), Campeonato Paulista 04 ( São Caetano), Campeonato Mineiro 08 (Cruzeiro), Campeonato Paranaense 09 (Atlético-PR) e Campeonato Paulista 14 (Ituano) 👑 sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) 📷 Djalma Vassao/ Gazeta Press #SãoCaetano

  • Cruzeiro 2013-2014: O incontestável tetracampeonato

    Hoje o Cruzeiro Esporte Clube completa 98 anos, recordaremos uma das páginas heroicas e imortais de sua história recente: o tetracampeonato brasileiro. A equipe celeste veio de um quase rebaixamento em 2011 e mediano 2012. Sem vaga garantida para a Libertadores a diretoria iniciou a temporada seguinte anunciando um pacotão de reforços desacreditados por mídia e torcida. “Quantidade não é garantia de qualidade”, afirmavam. Entre os recém-contratados, estavam dois dos protagonistas do feito: Éverton Ribeiro, vindo do Coritiba e Ricardo Goulart, do Goiás. Coincidentemente a primeira rodada do brasileirão terminou em 5 a 0 para a equipe mineira sobre o mesmo Goiás. O desacreditado Cruzeiro aplicou importantes goleadas: dono do melhor ataque da competição e campeão com quatro rodadas de antecedência, a raposa viu seus adversários comerem poeira. Podemos citar vários jogos memoráveis para os mineiros, um dos mais lembrados pelo torcedor foi o 3 a 0 para cima do outro favorito ao título, o Grêmio . Desse duelo sairia o campeão brasileiro. Mais de 56 mil torcedores assistiram gols dos classudos Borges, Willian e Goulart, sendo o do primeiro de voleio. Mesmo com o título adiado devido a vitória do Atlético Paranaense sobre o São Paulo, o grito de “tricampeão” (entalado na garganta) saiu a plenos pulmões. A vitória contra o Botafogo em setembro, por esse mesmo placar, também é inesquecível. No mês seguinte, a virada por 5 a 3 contra o Criciúma. Talento, união e trabalho são três palavras que descrevem o que foi o ano azul estrelado. Para cruzeirenses foi difícil aceitar Marcelo Oliveira como técnico. Queimaram a língua? Sim. Pouco tempo depois o abraçaram. Cruzeiro não ganhava o campeonato de pontos corridos desde 2003, o melhor ano da história do clube. Após a perda da Libertadores de 2009 e a sequência de temporadas insatisfatórias a torcida almejava um grande título. Elenco mantido em 2014, pensaram “que venha o tetra”. E ele veio. Menos dramático, porém não menos importante a conquista chegou em momento de lua de mel entre torcedores e jogadores. No embalo de “nós somos loucos, somos Cruzeiro”, goleadas, dribles, chapéus e arrancadas espetaculares, o Brasil se rendeu aos pés do time celeste novamente. Além dos nomes já citados Fábio, Ceará, Dedé, Lucas Silva e companhia jogaram de terno com seus talentos individuais que refletiram no coletivo. É difícil apontar uma única liderança para o grupo. Cruzamento de Mayke e gol de bicicleta de Marcelo Moreno contra o Fluminense. Gol de Éverton Ribeiro para cima do Grêmio, de virada. Ricardo Goulart contra Flamengo e Santos. Egídio marcando de falta sobre o Botafogo . São inúmeros golaços dignos de um vale a pena ver de novo. Se não tivesse perdido a final da Copa do Brasil para o Atlético Mineiro, o elenco garantiria outra tríplice coroa para a história do clube. A conquista do tetracampeonato foi resultado de apostas que tinham tudo para dar errado e deram certo. Dizer que não houve planejamento dos dirigentes soa injusto, porém é certo que o pacotão de reforços desconhecidos não chegou para suprir expectativas que envolviam ganhar títulos importantes. Peço licença para dizer que é uma daquelas coisas que nem deuses do futebol conseguem explicar por completo, parece que estava escrito na constelação Cruzeiro do Sul. Se estava escrito ou não, uma coisa é certa: a torcida celeste jamais se esquecerá desse feito. 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Brasileiro 2013 e 2014 👕 Time base: Fábio, Ceará, Bruno Rodrigo (Léo), Dedé, Egídio, Nilton, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Luan), Willian (Dagoberto), Ricardo Goulart e Borges (Júlio Baptista) 👤 Principais classudos: Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart 📺 Cruzeiro 3x0 Grêmio pela 33ª rodada do brasileirão ⚽ Aos 34' 1T, Dagoberto vence disputa com Werley, o rebote chega até Borges que finaliza de canela/ Willian faz o segundo aos 33' 2T após dividida de Júlio Baptista/ Ricardo Goulart fecha o placar aos 40' 2T 📷 Site do Cruzeiro #Cruzeiro

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