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- Treze FC 2005: O dia que 25 mil se tornaram apenas 1
Vez ou outra nós vemos no cenário nacional alguns times de menor expressão aparecendo na mídia após causar "polêmicas", ao derrotar um time grande numa competição como a Copa do Brasil, e esses casos sempre vêm acompanhados de boas histórias. Hoje o Joga de Terno vai falar do Treze-PB, que em 2005 fez a que até hoje é a maior campanha de um time paraibano numa Copa do Brasil. Imortalizaram um elenco e deram para os torcedores alvinegros uma história pra ser contada aos netos. Após ser campeão estadual direto vencendo os dois turnos, e ainda aplicando goleadas de 6-1 e 5-1 sobre os seus arquirrivais, Campinense e Botafogo, respectivamente, o Treze buscava algo maior, e almejava grandes patamares no ano de 2005. Adentrou na Copa do Brasil para encarar o Ulbra-RS na primeira fase, e após perder por 3-0 em terras gaúchas, o Treze conseguiu, numa das maiores viradas que o futebol paraibano já viu, golear o Ulbra por 5-0 e reacender a chama que pairava no coração do torcedor do Galo de Campina Grande. Mas a alegria e euforia durou pouco. O Treze descobriu que enfrentaria o São Caetano, fortíssimo à epoca, e que vinha de uma eliminação nos pênaltis pro Boca Juniors na libertadores de 2004. Mas o time paraibano afastou os fantasmas e mostrou que realmente tinha a personalidade que a torcida esperava. Venceu em seus domínios pelo placar mínimo e na semana seguinte, arrancou um empate na cidade de São Caetano do Sul. A competição afunilou, e lá estava o Treze, nas oitavas de final da Copa do Brasil, entre os 16 melhores times. E o adversário da vez era o Coritiba, do técnico Antônio Lopes. O alvinegro paraibano foi derrotado no Paraná por 2-1, mas na volta, em Campina Grande, com um gol de extremo oportunismo, o camisa 9 do Galo, Adelino, marca um gol de cabeça, sua especialidade, e o Treze vence pelo placar mínimo, eliminando o Coritiba devido ao gol qualificado, fato esse que causou a demissão do tecnico Antônio Lopes, que vinha de nove vitorias frente ao clube paranaense. A campanha do Treze Futebol Clube ja se solidificava naquele momento como a melhor da história do próprio time, mas tanto a torcida quando seus jogadores sonhavam com mais. E dessa vez, já nas quartas, o adversário era o tricolor das laranjeiras, Fluminense Football Club. O time carioca venceu o primeiro jogo no Rio de Janeiro por 1x0, num jogo muito tenso, onde cada bola era brigada. E uma semana depois, dadas às devidas proporções do evento, o jogo Treze x Fluminense estava sendo transmitido em horário nobre na tv brasileira, fato até entao muito raro para clubes da Paraíba. O Treze tratou de mostrar em campo os motivos de ter chegado até ali, e jogou o seu melhor futebol, apesar da bola, que estava tão teimosa naquela noite, ter teimado em não entrar nas balizas do time tricolor. O torcedor achava que o jogo já estava acabado e que o sonho tinha sido destruído. O visor ja mostrava 47' do segundo tempo, e muitos torcedores já iam embora das dependências do estádio Amigão, em Campina Grande. Foi quando o impossível aconteceu. Com passe de Adelmo para o camisa 10 do Alvinegro, Beto marcou o gol mais importante do ano para o Treze aos 48' e fez com que o grito do torcedor Trezeano ecoasse naquela noite a ponto de fazer o estádio tremer. Já nos pênaltis, o estádio estava estático. Todos os corações batiam num único ritmo. Todos os 25 mil. Era uníssono. O Treze passava por um dos momentos mais gloriosos de sua história. E os 25 mil torcedores presentes naquela noite confirmavam ainda mais esse fato. A série de pênaltis foi algo realmente fora do normal, e entre gols, defesas, chutes na trave, e bolas isoladas, o placar estava 7x7 e os goleiros de ambos os times já se preparavam para suas cobranças. Ambos marcaram. E começando uma outra série, um dos líderes do elenco alvinegro, o lateral Wagner Diniz, tinha em suas mãos a responsabilidade de manter o Treze vivo naquela disputa. Ele colocou pra fora. À direita da trave defendida pelo goleiro tricolor. E na cobrança seguinte, o Fluminense marcou e conseguiu sua classificação, quando o relógio já marcava mais de meia noite e meia na cidade de Campina Grande. E após um jogo marcado por polêmicas (sobre o goleiro tricolor ter se adiantado nas cobranças) e fortes emoções, o torcedor trezeano não conseguia entender e engolir aquela derrota. E então o único pensamento presente na mente dos alvinegros era "e se?". "E se aquela bola tivesse entrado?", "e se nosso goleiro tivesse se esticado um pouquinho mais naquela cobrança?"... Mas apesar de todos os "e se?", o elenco e o torcedor comungavam de um mesmo sentimento de orgulho, em meio à toda dor. Pois há 13 anos atrás, todos os 25 mil presentes no Amigão naquela noite sabiam que o Treze tinha feito história. E que história. 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Paraibano 2005 👕 Time base: Azul (Érico); Wagner Diniz, Alisson, Kiko e Kleber (Márcio Alemão); Pedro Neto, Rogério (Maurício), Adelmo; Beto, Da Silva e Adelino 👤 Principais classudos: Wagner Diniz, Adelmo e Beto ⚽ Após um passe aéreo de Adelmo que quebra a marcação, Beto chuta rasteiro e coloca o Treze à frente no placar aos 47' 2T, na vitória por 1x0 sobre o Fluminense-RJ.
- Platini: O carrasco de 86
Com mais de 600 textos publicados, nós da Joga de Terno ainda temos que contar a história de muitos classudos , e o de hoje é sem sombra de dúvidas, um daqueles com C maiúsculo e talvez você não goste dele por motivos extra campos mas com certeza você respeita o futebol de Michel Platini. Filho de italianos que criaram raízes na França, nosso classudo não teve um início de carreira tão promissor, algumas lesões e o pouco preparo físico, que sempre foi um problema na carreira de Platini, impediram o jovem de jogar pelo clube amado durante sua infância. Mesmo assim, Michel aos 17 anos iniciou a carreira no Nancy, clube pequeno onde o pai fora jogador e diretor. Foram sete anos em seu primeiro clube e apenas dois títulos conquistados e mesmo jogando com um terno não tão pesado, algumas lesões como a vez que ele quebrou o braço ou o tempo que passou servindo o exército, Platini já era destaque, nas Olimpíadas de 76 e na Copa de 78 . Com o termino de seu contrato, clubes como a Inter de Milão e o PSG, que ainda não tinha o terno de hoje em dia, sonhavam com o jovem meia, apesar do potencial para alçar voos maiores, nosso classudo assinou um contrato com o Saint-Étienne, e justiça seja feita, era um clube muito mais tradicional na época do que atualmente. Foram três temporadas com o terno verde e desde a sua saída de lá o clube não foi mais o mesmo, Platini compôs o último elenco do Saint-Étienne a ser campeão francês. Finalmente, na Juventus de Turin, nosso consagrado vestiu a coroa de Rei, apelido que ganhará devido a maestria e liderança dentro de campo. Os cinco anos dedicados a vecchia signora foram os mais vitoriosos em sua carreira, para nossa infelicidade, pois no dia 21 de Junho de 1986, o mesmo dia que Platini comemorava 31 anos, uma das gerações mais incríveis do futebol brasileiro não conseguiria abater o esquadrão francês nos pênaltis, encarando o ciclo de Zico e cia com a amarelinha. Por que jogava de terno? Platini foi um jogador completo, era letal na bola parada, driblador, com um passe de bola refinado, o classudo está sempre no top 10 de qualquer lista do futebol, o meia tinha faro de gol e chutava bem com as duas pernas, com tanto talento e qualidade, a única coisa que atrapalhava o atleta era sua capacidade física. 👤 Michel François Platini 👶 21 de Junho de 1955 🏠 Francês 👕 Nancy (FRA), Saint-Étienne (FRA), Juventus (ITA) e Seleção Francesa 🏆(principais) Campeonato Francês 80/81 (Saint-Étienne), Campeonato Italiano 83/84, 85/86, Liga Europa 84/85, Campeonato mundial 85 (Juventus) Eurocopa 84 (Seleção Francesa) 👑 (principais) Cavaleiro da Legião de Honra, Ballon d'Or: 83, 84 e 85, jogador francês do século 99, Dream team da FIFA 02 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,1) 📷 Reprodução Juventus #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1978 #Juventus #Meiaatacante #MeioCampo
- Vasco da Gama 2000: A virada do século
O Vasco começou o ano de 2000 com uma máquina nas mãos. A força do elenco repleto de craques, alguns remanescentes do título da libertadores de 98, empolgava os torcedores. Entretanto, na primeira metade do ano, a equipe do Vasco colecionou 3 vices campeonatos, o Mundial de Clubes da FIFA, conquistado pelo Corinthians, o Torneio Rio-São Paulo, que teve o Palmeiras campeão e o Campeonato Carioca vencido pelo flamengo em junho de 2000. No dia 1 de agosto começou a terceira edição da Copa Mercosul. Organizada pela Conmebol, a competição contou com vinte equipes oriundas da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Era o penúltimo campeonato possível para o Vasco em 2000, já que a equipe ia bem no campeonato brasileiro. O Clube da Colina começou a competição no grupo E ao lado de Peñarol, Atlético Mineiro e San Lorenzo. A classificação não foi das melhores, o Vasco estreou na competição com uma derrota por 4 a 3 para o Peñarol lá no Uruguai, ganhou o segundo jogo em São Januário por 3 a 0 em cima do San Lorenzo e perdeu pro Atlético-MG por 2 a 0 em Minas Gerais. Nos jogos da volta, o Vasco precisava de bons resultados para conseguir a classificação e acabou empatando em 1 a 1 com o Peñarol, no Rio de Janeiro. A torcida já estava enlouquecida, mas ainda acreditava na possível classificação. Foi quando, então, o Vasco derrotou o San Lorenzo por 2 a 0 na Argentina e decidiu em casa contra o Atlético-MG anotando mais uma vitória por 2 a 0. A classificação em segundo lugar fez com que o Clube da Colina enfrentasse a equipe do Rosário Central nas quartas-de-final. Com uma vitória pelo placar mínimo em São Januário, o cruzmaltino acabou derrotado também por 1 a 0 na Argentina, levando o jogo para os pênaltis. O Vasco levou a melhor no 5 a 4 e foi pra semifinal para enfrentar o River Plate, que tinha acabado de eliminar o Flamengo. Revivendo a semifinal de 98 da Libertadores, em que o Vasco sagrou-se campeão, o River Plate novamente não foi páreo para a equipe Cruzmaltina. Depois de vencer na Argentina pelo placar de 4 a 1, em São Januário era só deixar o tempo correr e com uma vitória de magra de 1 a 0, o Vasco estava na sua quarta final no ano de 2000, dessa vez a torcida não iria perdoar. Antes da final com o Palmeiras, o Vasco teve alguns imprevistos no caminho. O primeiro foi que a Conmebol decidiu que o saldo de gols da final não seria critério de desempate, ou seja, se um time ganhasse o primeiro jogo, por qualquer placar, e o time derrotado na primeira partida vencesse a segunda, também por qualquer placar, obrigaria um terceiro confronto para decidir. Além disso, quatro dias antes do primeiro jogo com o Palmeiras, o Vasco empatou dentro de casa com o Cruzeiro pela semifinal do brasileiro. O então técnico Oswaldo de Oliveira liberou os atletas no domingo, o que desagradou o Presidente Eurico Miranda que, em uma tentativa de mudar a folga, acabou discutindo com o técnico, que terminou demitido do clube. No mesmo domingo, na parte da tarde, Joel Santana treinava a equipe em São Januário. No primeiro confronto o Vasco venceu o Palmeiras no Rio de Janeiro pelo placar de 2 a 0. No jogo da volta o Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0, obrigando, portanto, o terceiro jogo. Como o Palmeiras fez melhor campanha, a decisão foi para o Palestra Itália. Jogando em casa e para 30 mil pessoas, o Palmeiras fez o que quis do primeiro tempo. Mesmo com Hélton fechando o gol, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, aos 37 do primeiro tempo Júnior Baiano bota a mão na bola dentro da área e Arce abre o placar de pênalti. Logo na saída de bola, Magrão rouba a bola no meio do campo, arranca em velocidade e toca pra Tuta que bate pro gol. Hélton faz mais uma linda defesa, mas no rebote, o próprio Magrão marca de cabeça, 2 a 0 Palmeiras. Aos 45, ainda do primeiro tempo, depois de uma bola rebatida na área do Vasco, Juninho acha Tuta que marca novamente para o Palmeiras, 3 a 0 no primeiro tempo. Nesse momento, qualquer vascaíno em todo o mundo perdeu as esperanças. Muitos relatam que saíram de perto da tv e os que ainda assistiam, viam o amargo de mais um vice campeonato no ano. Romário assistia tudo do ataque e Júnior Baiano errava tudo na defesa. O primeiro tempo acabou com a torcida do Palmeiras entoando o “É CAMPEÃO” por todo o estádio. Até hoje o Brasil inteiro quer saber o que Joel Santana fez com os jogadores no vestiário. O Vasco que voltou para o segundo tempo era outro. Joel voltou para o tudo ou nada, tirou o cabeça de área Nasa e colocou o centroavante Viola, que ao lado dos dois Juninhos, Romário e Euller, fizeram o futebol acontecer. Em uma das infiltradas na área Alviverde, aos 14 minutos do segundo tempo, Juninho Paulista sofre pênalti, Romário converte, 3 a 1. O Palmeiras ainda apático, muito provavelmente pela larga vitória, comete outro pênalti em cima de Juninho, aos 24 do segundo tempo. Romário, mais uma vez, não perdoa, 3 a 2 no placar. O Vasco estava a um gol do empate, depois da entrada de Viola, o time era outro em campo, até que Júnior Baiano, mais uma vez, coloca tudo a perder, depois de falta grave em cima de Flávio, leva o cartão vermelho. Joel chama Mauro Galvão, seria a hora da experiência fazer valer, mas antes mesmo de o árbitro liberar a entrada do jogador, com o o jogo rolando, Euller acha Romário na área, que não consegue bom domínio e a bola sobra para Juninho Paulista marcar, 3 a 3. O Palestra Itália se cala e os poucos vascaínos que foram ao estádio cantam para o mundo inteiro ouvir que “o Vasco é o time da virada”. Embalados pela emoção e com o calor da pequena torcida presente no Palestra Itália, o Vasco fez-se gigante. Aos 48 do segundo tempo, a alguns segundos do apito final, Viola dispara pela lateral, a bola rebate e sobra para Juninho Paulista, que imediatamente bate pro gol, mas a bola encontra um zagueiro pelo caminho e cai no pé de Romário, era o Hat-Trick do baixinho. O impossível aconteceu. Romário guardou a bola e correu para calar todos os palmeirenses presentes. Joel Santana conquistou ainda o campeonato brasileiro daquele ano com o Vasco. Mas até os dias atuais não se viu nada igual a final da Mercosul, a virada mais bonita da história fez virar também o século. 🏆 Campeão da Mercosul e do Campeonato Brasileiro. 👕 Time base: Helton, Clebson, Odvan, Júnior Baiano (Mauro Galvão) e Jorginho Paulista (Fabiano Eller), Nasa (Paulo Miranda), Jorginho (Felipe), Juninho Pernambucano e Juninho Paulista (Pedrinho), Romário e Euller (Viola). 👤 Principais classudos: Romário, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano. 📺 Palmeiras 3x4 Vasco, final da Copa Mercosul em 2000. ⚽ Romário, 4º gol na vitória por 4x3 sobre o Palmeiras, na final da Mercosul. 📷 Folha Online
- Leandro Guerreiro: Destaque em clássicos
Hoje falaremos de um jogador que não se destaca por dribles ou passagens vitoriosas na Seleção Brasileira, porém não menos importante para o futebol. Conhecido pela lealdade e responsabilidade dentro de campo já passou por vários times brasileiros e certamente você já o viu jogar: Leandro Guerreiro. Durante a carreira atuou de volante e zagueiro. Foi revelado pelo Sport Club Internacional e, no clube gaúcho, não teve protagonismo como em Botafogo, Cruzeiro e América Mineiro. Antes de chegar ao primeiro teve passagens por Guarani, Criciúma, Ponte Preta e equipes italianas. Alcançou titularidade no clube carioca e marcou seu primeiro gol com o terno botafoguense em partida contra o Vasco, o alvinegro consolidou uma vitória de 4 a 0. No primeiro tempo o espetáculo ficou por conta de gols de Dodô e Juninho, aos três minutos da etapa complementar a bola é ajeitada nos pés de Guerreiro. Resultado? Um chute de primeira que terminou em golaço. “Leandro! Guerreiro!” cantou a torcida do Botafogo . Após voltar de lesão o jogador perdeu titularidade, Diguinho vivia boa fase. Guerreiro é lembrado com carinho pelos torcedores cariocas, como capitão levantou a Taça Rio de 2010. O título veio contra o Flamengo com direito à Maracanã lotado e cavadinha de Loco Abreu, por três temporadas consecutivas os alvinegros perderam o título para o urubu. Era hora de quebrar esse tabu. Ao se despedir da equipe chorou e declarou respeito à instituição. Em partida contra o ex clube, em 2015, teve o nome gritado pela torcida novamente. Tirou foto segurando a camisa do time retribuindo o carinho. Em 2011 chega em Minas Gerais vestindo o terno do Cruzeiro e reencontra o técnico Cuca que o descobriu no interior do Rio Grande do Sul. A equipe celeste fez bom início de temporada chegando a ser considerada “Barcelona das Américas”, porém foi eliminada nas oitavas de final da Copa Libertadores pelo Once Caldas. A eliminação inesperada somou-se a pior campanha do clube pelo Campeonato Brasileiro. Guerreiro encarou a luta contra o rebaixamento ao lado de peças importantes como o goleiro Fábio e Walter Montillo. Fez um dos gols no clássico contra o Atlético Mineiro na última rodada do brasileirão (o jogo mais importante da carreira segundo o jogador), garantindo o time celeste na primeira divisão no ano seguinte. O volante havia prometido cortar o cabelo caso o rebaixamento não se concretizasse e assim o fez. Em 2013 conquista o Campeonato Brasileiro. No América Mineiro , conquistou o título estadual em 2016 em notável campanha do Coelho, quebrando a hegemonia dos outros dois clubes da capital. Eram quinze anos sem alcançar o feito, o clube eliminou Cruzeiro e Atlético em confrontos diretos. A campanha do ano anterior garantiu ao América acesso a série A. Após três anos pelo Coelho o contrato do jogador não foi renovado, o time mineiro precisava realizar cortes salariais. Leandro Guerreiro se aposentou e continuou vivendo em terras mineiras. Por que jogava de terno? Apesar de não ter um currículo repleto de gols como muitos classudos que passaram por aqui balançou as redes em momentos marcantes para torcedores, honrando o sobrenome. Lembrado em clássicos decisivos, inclusive em participação em goleadas, o jogador se mostrou grato aos clubes que atuou e procurou realizar ações que beneficiassem a equipe. Jogou de zagueiro pelo Cruzeiro sob o comando de Celso Roth, o time apresentava limitações técnicas em algumas posições e essa foi uma forma de corrigi-las. 👤 Leandro Luchese Guerreiro 👶 17 de novembro de 1978 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Guarani, Salernitana (ITA), Napoli (ITA), Ponte Preta, Pescara (ITA), Criciúma, Botafogo, Cruzeiro e América-MG. 🏆 Taça Rio 07, 08 e 10, Taça Guanabara 09 e 10 e Campeonato Carioca 10 (Botafogo), Campeonato Mineiro 11 e 16 (Cruzeiro e América) e Campeonato Brasileiro 13 (Cruzeiro) 👑 (sem prêmios individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) 📷 UOL Esporte #Botafogo #Cruzeiro #AméricaMG #Brasil #Volante #Zagueiro
- Shanghai SIPG 2018: A queda da muralha chinesa
Pela primeira vez em 8 anos o Guangzgou Evergrande não conquistou o campeonato Chinês. O Shanghai SIPG de Hulk, Elkesson e Oscar quebrou essa dinastia e venceu pela 1ª vez um título nacional. O clube foi fundado em 2005, subiu à elite em 2012, e bateu na trave ano passado, ficou na 2ª posição, perdendo justamente para o todo poderoso Guangzhou Evergrande, heptacampeão chinês consecutivo, que era comandado por Felipão. Wu Lei, é um dos destaques da equipe. O atacante de 25 anos marcou na vitória diante do Beijing Renhe, partida que garantiu o caneco histórico ao time. O chinês foi artilheiro da competição com 27 gols e ofuscou as grandes estrelas do time, como os brasileiros Hulk e Oscar, que fizeram 13 e 12 gols respectivamente, menos de metade do chinês. O título demonstra a evolução do futebol chinês como um todo. Este ano, ao contrário de outrora, ao menos três clubes disputaram o título: Beijing Guoan, Guangzhou Evergrande e o campeão Shanghai SIPG, que praticamente assegurou o título em um jogo emocionante contra o Guangzhou Evergrande, fora de casa, 4x5, com o gol importantíssimo do brasileiro Hulk. Isso tudo na antepenúltima rodada do campeonato. Foram 21 vitórias em 30 partidas, uma a mais que o time de Paulinho, vice-campeão. 🏆 Campeão Chinês 👕 Time base: Yan Junling; Shimizu Keiki, Wang Shenchao, Zhang Wei, Fu Huan (He Guan); Ahmedov, Cai Huikang, Wu Lei, Lu Wenjun , Li Shenglong; Oscar e Hulk 👤 Principais classudos: Oscar, Hulk, Elkesson e Wu Lei 📷 Getty Images
- Donizete: a Pantera da Colina e de General Severino
É difícil dizer onde Osmar Donizete Cândido foi mais ídolo: no Botafogo campeão de 95 ou no Vasco vencedor da Libertadores de 98? Na Colina ou em General Severiano, se o Pantera chega, a reverencia é a mesma! Mesmo sendo mineiro, da cidade de Prados, o Pantera pouco lembra o famoso mineirinho que permeia o imaginário brasileiro. Na verdade, o que mais se assemelha é mesmo o animal na qual é lembrado pelas suas comemorações. O atacante forte e rápido deus seus primeiros passos profissionais no Volta Redonda. Mesmo já mostrando algum faro de gol, deve curtas passagens pelo time, pelo São José, de São Paulo e a primeira pelo Botafogo, onde foi Campeão Carioca em 90. Foi quando embarcou no México, onde pode mostrar melhor suas qualidades em campo: marcando muitos gols e conquistando títulos. Foi campeão mexicano e artilheiro na temporada 93/94 pelo então UAG (hoje Técos). O jogando o fino da bola em solo mexicano, Donizete retornou para o Brasil e vestiu pela segunda vez o terno alvinegro, então comandado por Paulo Autuori. Ao lado de Túlio, Donizete comporia a dupla de ataque daquele Botafogo todo remontado em 95. O Pantera era um dos nomes daquele torneio, ao lado do companheiro Túlio e do santista Geovanni . Entre a primeira partida no Maracanã vencida pelo Glorioso e segunda e decisiva Donizete sente a coxa. Último jogo, valendo título, você acha que o Pantera ia perder essa? Foi a campo no sacrifício e ajudou o Bota a levantar a taça. Título ganho , o time do Botafogo passou por um desmanche e Donizete foi uma dessas peças debandadas. Foi para Portugal, onde jogou por uma temporada no Benfica, retornou ao Brasil uma temporada depois vestindo a camisa do Corinthians. Passagens rápidas e sem destaque, que ainda teve o Cruzeiro de 97, que chegaria ao Mundial daquele ano. Até chegar no Vasco, em 98. O time da Colina seria o time daquele ano e Donizete. Dono de uma campanha fantástica no torneio, o Vasco chegou à final com pompas e Donizete era um dos nomes do plantel, que ainda tinha Luizão, Juninho, Pedrinho e Felipe. Donizete e seu faro de gol ficaram na memória do Vascaíno graças aos seus dois tentos (um em cada partida) contra o Barcelona de Guayaquil. Mais uma taça para a prateleira do Pantera . Consagrado em dois grandes times do Brasil, o Pantera parecia resolvido. Ainda teve passagem discreta pelo Palmeiras, algumas idas e vindas pelo México e nos dois clubes onde se tornaria ídolo. Sem o brilho que teve nos anos 90, Donizete aos poucos foi perdendo destaque nos anos 2000, até anunciar aposentadoria no Macaé, em 2005. Mas, um ano depois, ainda tentaria um retorno no Londrina. Assinou contrato e tudo, mas sequer chegou a entrar em campo. Agora sim, se aposentaria. Pelo menos pelos próximos 10 anos. Isso porque, em 2016, Donizete Pantera jogaria um jogo profissional pelo Sport Linharense, do Espírito Santo. Jogo único e bom... Está aí o Pantera aposentado novamente. Vamos ver até quando... Por que jogava de terno? O Pantera tem todos os atributos do mundo para ser um grande ídolo. E não bastasse ser em um time, mas é em dois. Tanto botafoguenses e vascaínos viram ostentando seus ternos um atacante forte, mas veloz e mortal de frente ao gol. De quatro no gramado após os gols, Donizete era a representação ali da agressividade da Pantera! 👤 Osmar Donizete Cândido 👶 24 de outubro de 1968 🏠 Brasileiro 👕 Volta Redonda, São José-SP, Botafogo, UEG-MEX, Verdy Kawasaky (JAP), Benfica (POR), Corinthians, Vasco, Cruzeiro, Tigres(MEX), Palmeiras, Macaé, Sport Linharense-ES e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca: 90 (Botafogo), 98 (Vasco). Campeonato Paulista: 97 (Corinthians). Campeonato Mexicano: 93/94 (UEG). Campeonato Brasileiro: 95 (Botafogo). Copa Libertadores da América: 98 (Vasco). 👑 Artilheiro do Campeonato Mexicano 93/94. Bola de Prata da revista Placar: 95. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) 📷 Ivo Gonzalez #Donizete #Campeonatobrasileiro95 #LibertadoresdaAmérica98 #Botafogo #Vasco #Atacante
- "Tim, Tim, Tim! Gol de Valentim!"
Hoje não é um sábado qualquer. É dia de River Plate x Boca Juniors. Dia de decisão da Libertadores. Considerado por muitos a maior rivalidade do futebol mundial, o confronto entre River e Boca é repleto de histórias e de artilheiros. Na lista dos maiores goleadores, o classudo de hoje cravou o seu nome. Nada de Tévez, Palermo ou Maradona, contra o River ninguém foi maior que ele. O JdT relembra a carreira do brasileiro Paulo Valentim, o maior artilheiro do Boca Juniors no Superclássico argentino. Foram cinco anos anos com o terno xeneize, sete clássicos contra o maior rival e dez gols marcados. Mas antes de brilhar na Argentina, o atacante natural de Barra do Piraí fez fama no futebol brasileiro. Paulo Valentim começou a jogar no Central, time de sua cidade. Passou ainda pelo Guarani de Volta Redonda, antes de se transferir para o Atlético-MG , em 1954. Em Belo Horizonte, foi bicampeão mineiro e marcou 31 gols em 51 em jogos. Raçudo e com faro de gol, o atacante chamou a atenção do técnico João Saldanha, que em 1956 o levou para o Botafogo. No Alvinegro carioca o classudo integrou uma equipe imbatível, jogando ao lado de Garrincha, Édson e Quarentinha. Uma de suas partidas mais lembradas é, sem dúvidas, a final do Campeonato Carioca de 1957, contra o Fluminense. O Botafogo goleou o tricolor por 6x2, com cinco gols de Paulo Valentim, sendo um deles de bicicleta. O atacante ajudou o Glorioso a encerrar um jejum de títulos que já durava quase dez anos. O sucesso no Rio de Janeiro e as boas atuações do atacante também na Seleção Brasileira , durante o Sul-Americano de 1959, disputado justamente em Buenos Aires, levaram Paulo Valentim para o Boca Juniors. Lá foi campeão Argentino duas vezes e também artilheiro da equipe em 1961, 1962 e 1964. O craque deixou ainda o seu nome na história do clube ao marcar gols contra o River Plate em todos os clássicos que disputou. Ganhou o carinho da torcida xeneize, que entoava na La Bombonera um canto especial: “Tim, tim, tim! Es gol de Valentim!” Em 1965, aos 33 anos, e já debilitado pela vida boêmia que nunca escondeu, Valentim transferiu-se para o São Paulo , onde teve uma rápida e apagada passagem. Ao fim dos anos 1960, o atacante mudou-se para o México, onde tentou jogar pelo Atlante, também sem sucesso. Paulo Valentim encerrou a carreira pouco tempo depois. Ele faleceu em 1984, em Buenos Aires. Atualmente, o ídolo ainda é reverenciado com o seu nome gravado na Calçada da Fama do Boca Juniors. Por que jogava de terno? Paulo Valentim era um centroavante raçudo e artilheiro, excepcional em seu ofício. Tinha bom posicionamento, era habilidoso e veloz, com instinto goleador. Com o terno do Botafogo foram 135 bolas na rede em 206 jogos. Com a camisa da Seleção Brasileira marcou gol em todas as cinco partidas que disputou. É o único brasileiro a integrar a lista dos maiores artilheiros da história do Superclássico entre River Plate e Boca Juniors. 👤 Paulo Ângelo Valentim 👶 20 de novembro de 1932 Faleceu em 9 de julho de 1984, aos 51 anos 🏠 Brasileiro 👕 Central-RJ, Guarani-RJ, Atlético-MG, Botafogo, Boca Juniors, São Paulo, Atlante (MEX) e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonato Carioca 57 (Botafogo); Campeonato Argentino 62 e 64 (Boca Juniors) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📷 Divulgação Boca Juniors
- Claudio Maldonado: chileno com trajetória verde e amarela
No último domingo o Cruzeiro realizou um jogo em homenagem aos 15 anos da Tríplice Coroa, estiveram presentes craques que marcaram o clube por gerações. Recordaremos a trajetória de um deles: Claudio Maldonado. Lembrado com carinho pela torcida celeste o chileno fez parte do elenco multicampeão de 2003. Entre suas características estavam carrinhos, roubadas de bola e até mesmo vários cartões. Esses fatores somados a sua qualidade técnica contribuíram para a formação de um elenco memorável composto por Alex, Marcelo Ramos, Aristizábal e outros classudos. Maldonado iniciou a carreira pelo Colo-Colo nos fins dos anos 90. Após conquistar o bronze dos Jogos Olímpicos pela Seleção Chilena chegou ao Brasil vestindo o terno do São Paulo. Teve contato com os ídolos Rogério Ceni e Raí, aprendendo muito com o primeiro. Na equipe ganhou o Campeonato Paulista do mesmo ano. O feito se repete nas temporadas de 2006 e 2007 em sua passagem pelo Santos. Mais uma vez sob a liderança de Vanderlei Luxemburgo, o técnico da Tríplice Coroa. Do Santos partiu para a Turquia, pelo Fenerbahçe conquistou a Supercopa e jogou novamente ao lado de Alex. Posteriormente teve passagem por outra equipe brasileira: o Flamengo . Também reconhecido pelo torcedor rubro-negro atuou pelo clube por mais de três temporadas. Sob o comando de Andrade e ao lado de Adriano Imperador, Petkovic, Léo Moura e Emerson Sheik foi campeão brasileiro no ano de sua chegada (2009). Ao fim da temporada sofreu uma lesão em amistoso entre Chile e Eslováquia. Contusões posteriores o fazem perder titularidade e não ter o contrato renovado pelo time carioca. Devido aos problemas físicos não tinha expectativas de assinar com um clube, porém acabou integrando o elenco do Corinthians. Pela equipe paulista conquistou a Recopa Sul-Americana, não realizou grande número de jogos como em Cruzeiro, Santos e Flamengo. Foram apenas oito e nenhum gol marcado. Em 2015, o volante pendura as chuteiras no clube que o revelou. Somadas as duas passagens pelo Colo-Colo realizou um total de cinquenta e uma partidas. Além disso, conquistou o Campeonato Chileno de 1998 superando a Universidade do Chile. Passou por categorias de base do Colo-Colo e da Seleção Chilena , para a última foi constantemente convocado. Por que jogava de terno? A carreira de Maldonado não é marcada por grande número de gols e títulos internacionais, porém é inegável que o jogador teve importância por onde passou. Os títulos conquistados em Cruzeiro e Flamengo e o papel assumido em elencos renomados dos dois clubes reforçam isso. Conhecido por sua raça o classudo se mostrava seguro dentro de campo e pronto para ajudar. As diversas convocações para a Seleção Chilena mostram como também foi peça importante para o futebol de seu país. 👤 Claudio Andrés del Tránsito Maldonado Rivera 👶 3 de janeiro de 1980 🏠 Chileno 👕 Colo-Colo (CHI), São Paulo, Cruzeiro, Santos, Fenerbahçe (TUR), Flamengo, Corinthians e Seleção Chilena. 🏆 (principais) Campeonato Chileno 98 (Colo-Colo), Copa do Brasil 03 (Cruzeiro) e Campeonato Brasileiro 03 e 09 (Cruzeiro e Flamengo) 👑 Bola de Prata pela Revista Placar em 2003 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,0) 📷 Gazeta Press
- Jefferson: O facho de luz na estrada dos louros
Jefferson se aposentou. Ao longo de 2017 e 2018, o goleiro botafoguense se viu em meio a lesões que comprometeram sua regularidade e bom rendimento. Cansado e a fim de aproveitar a família, o camisa 1 deixa o gramado e entra para a sala de ídolos do passado botafoguense. O jogo contra o Paraná, na 37ª rodada do Brasileirão de 20018, foi o último diante a torcida no estádio Nilton Santos. O goleiro foi titular e bancou o então dono da posição, Gatito Fernández para que, definitivamente, ele deixe o palco onde tanto brilhou, mesmo que em situações que não estivessem a altura do seu talento. Talento que inclusive foi posto em dúvida no início de carreira. Jefferson de Oliveira Galvão integrou a categoria de base do Cruzeiro, no final dos anos 90. Na virada do século, Luiz Felipe Scolari colocou o jovem para jogo. Com a confiança do treinador, Jefferson foi titular mesmo que no plantel celeste houvesse goleiros mais experientes. A coisa mudou de cenário com a chegada de Luxemburgo na Toca da Raposa. E também porque o goleiro não contribuiu: na final da Copa dos Campeões de 2002, contra o Paysandu, o arqueiro teve atuação para se esquecer e saiu pela porta dos fundos do time mineiro. Esse último parágrafo foi exclusivo. Porque a partir daqui, contaremos a história do goleiro no time em que ele ia permanecer por anos, mesmo com um pequeno intervalo: o Botafogo. E não teremos qualquer ressalvas para se fazer aqui. Em 2003, era reserva de Max na campanha da Série B do Botafogo. Mas aos poucos, conquistou a posição e de certa forma o carinho da torcida. As atuações fizeram crescer o interesse de outros times. Visando um mercado mais amplo e até mesmo a Seleção Brasileira - frequentador desde a categoria de base - Jefferson foi para a Europa em 2005. As quatro temporadas na Turquia não foram nada gloriosa. Até porque o que era glorioso estava no Brasil e foi pra lá que ele voltou em 2009. Novamente no Botafogo, Jefferson viu um time que capengava para não voltar à série B. Mas, ao lado de Jóbson, manteve o time na principal divisão do país e sua idolatria já começava ali. As atuações do arqueiro começavam a impressionar e chamar a atenção do Brasil. Sobretudo durante a final do Carioca de 2010, quando, diante o então campeão brasileiro Flamengo , também algoz nas últimas três finais de carioca, Jefferson fez partida majestosa e parou Adriano Imperador em um pênalti. Era a consagração de quem ainda tinha muito a fazer pelo clube. Ao longo de seus 9 anos no clube, ganhou respeito de demais jogadores e um carinho imenso da torcida do Botafogo. Mesmo que nesse caminho, tivesse que lidar com mais uma série B, que veio no mesmo ano em que disputasse uma Copa do Mundo e fosse escolhido o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro. Aliás, na seleção ele estreou também em 2010, quando disputou vaga para a Copa do Mundo na África do Sul. Não foi convocado, mas sua ida ao mundial foi adiada para 2014, quando Felipão o levou entre os 3 goleiros. 2014 talvez foi o ápice da carreira de Jefferson, que, mesmo com o rebaixamento, fazia atuações memoráveis com o Botafogo. Um ano antes, o time jogava um dos melhores futebol no Brasil e fez frente ao Cruzeiro, que acabou sendo o campeão em 2013. Ao lado de Clarence Seedorf , Jefferson era a garantia de qualidade do time. Em 2015, foi especulada sua saída. Seria desastroso para o goleiro disputar uma série B logo agora que ele assumia a titularidade da Seleção Brasileira no início da segunda era Dunga na canarinho. Mas, declarou seu amor ao clube e garantiu sua permanência no clube mesmo com o revés. Ele entrava definitivamente para a idolatria botafoguense. O mau momento da seleção com Dunga, sobretudo nas duas copas América em que o Brasil fez campanha vexatória, caiu nos ombros do Goleiro. Apontado muitas vezes por ter cometido falhas no gol da seleção, Jefferson perdia a titularidade no meio da competição e jamais voltaria a seleção depois daquela passagem. Mas verdade é que Jefferson teve momentos magníficos com o Brasil. Em 2014, no Super Clássico contra a Argentina, defendeu pênalti de Messi e pode ali assegurar sua titularidade durante um tempo. Depois, em 2015, mais uma vez mostrou sua genialidade, dessa vez contra a França de Benzema, que acertou cabeçada mortal para o gol canarinho, mas parou no goleiro. Foram os grandes momentos do goleiro que mesmo mostrando muita segurança e habilidade no Botafogo, jamais retornou à seleção. Esses bons momentos tiveram uma interrupção em 2016, quando teve séria lesão no tríceps. Retornou em 2017 apenas, depois de um ano sem atuar e com Gatito Fernández em grande fase. No seu retorno, num jogo contra o Atlético Mineiro, teve atuação impecável e evitou a derrota. Teve até pênalti defendido. Com Gatito em alta, Jefferson passou a disputar vaga com o paraguaio, que se lesionou. Mas a sorte de Jefferson também não andava bem e o goleiro lesionou as cordas vocais numa disputa de bola com Lucas Paquetá, do Flamengo. Recuperado, Jefferson vestirá o terno botafoguense pela última vez, sendo o terceiro que mais a vestiu. Perde apenas para Nilton Santos e Garrincha. Por que joga de terno? Jefferson manteve sua regularidade ao longo desses últimos nove anos. Só foi parado pelas lesões. Com reflexos pouco vistos por goleiros no Brasil, é um grande pegador de pênaltis e ótimo em reposições de bola, além da qualidade nos pés. Na saída cara a cara com o atacante, é gigante. Gigante como sua idolatria para o Botafogo que viu nele a estrela solitária dona do facho de luz, nessa longa e sinuosa estrada de louros que foi sua passagem por General Severiano. 👤 Jefferson de Oliveira Galvão 👶 2 de janeiro de 1983 🏠 Brasileiro 👕 Cruzeiro, América de Rio Preto-SP, Botafogo, Trabzonspor (TUR), Konyaspor (TUR) e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca: 10, 13 e 18. Campeonato Brasileiro série B: 15 (Botafogo). Copa das Confederações: 13. (Seleção Brasileira). 👑 Melhor jogador do Campeonato Carioca de 10, Melhor goleiro do Brasileirão: 11 e 14. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔(7) 📷 Vítor Silva/SSPress/Botafogo
- Doni
Tem leitor que vai torcer o nariz ao ler isso, alguns vão se questionar se realmente merecia o terno, só que ser cogitado como reserva do maior goleiro de todos os tempos não é para qualquer um. O desempenho de Doni foi tão bom na Itália, que ele quase vestiu outro terno se não o canarinho . Doniéber é natural de Jundiaí e quando atleta de base vestiu a camisa do clube local e o terno do Corinthians. Sua estreia profissional foi pelo Botafogo de Ribeirão Preto no Paulista de 2001 . O classudo sagrou-se vice campeão e revelação do campeonato. No mesmo ano retornou para o Corinthians e fez parte do elenco campeão do Rio-São Paulo e a Copa do Brasil, apesar das falhas e a perseguição da torcida, Doni era apontado como um dos melhores goleiros da época. Em 2004 o time do Parque São Jorge anunciou Fábio Costa, sendo assim como “troco” o Santos contratou nosso classudo. Quem levou a melhor foi o alvinegro da capital, tendo em vista o baixo rendimento de Doni com os ternos de Santos e Cruzeiro. No Juventude veio o recomeço, o bom desempenho e uma indicação do novo amigo, Antônio Carlos, fizeram despertar o interesse do Roma. Na Itália, fez parte de um elenco multi campeão e foi cogitado para ser reserva de Buffon na Seleção Italiana. No fim, acabou optando por vestir o terno canarinho, para nossa sorte, pois foi fundamental na semi da Copa América quando defendeu dois pênaltis contra o Uruguai. Ainda compôs o elenco que viajou rumo a África do Sul para representar nossa seleção na Copa do Mundo. Após 6 anos em Roma, foi contratado pelo Liverpool mas nós nunca poderemos saber como seria o desempenho do arqueiro brasileiro na terra da rainha. Doni já sabia que sofria com um problema cardíaco, diagnosticado em 2004. inclusive revelou que chegou a ter uma parada cardiorespiratória. Doni também foi coração valente e tentou dar a volta por cima, disputou algumas partidas na Inglaterra, ensaiou um retorno ao Botafogo mas no fim de 2013 decidiu encerrar sua carreira. Por que jogava de terno? Doni era o goleiro que fazia as defesas mais impossíveis e levava os gols mais bobos, algo que por ironia se identifica muito com um lema corinthiano, “Se não for sofrido não é Corinthians”, seu forte mesmo era pegar penalti. 👤 Doniéber Alexander Maragon 👶 22 de Outubro de 1979 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo-SP, Corinthians, Santos, Cruzeiro, Juventude, Roma, Liverpool e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Torneio Rio-São Paulo 02, Copa do Brasil 02 (Corinthians) Copa da Itália 06/07, 07/08 (Roma) Copa América 07 (Seleção Brasileira) 👑 Revelação do Campeonato Paulista 01 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,7) 📷 Arquivo CBF









