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  • Especial Copa do Mundo - Alemanha 1990: Quebrando barreiras

    O alemão é um povo que transmite a sensação de ter pouco carisma e ser frio quando o assunto é sentimento, mas se existe um ano que eles guardam com carinho no coração, este ano é 1990. Ainda tentando recuperar-se das sequelas e destroços deixados pela Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, no âmbito político, econômico e territorial, vivia um período que ficou conhecido na história como Guerra Fria. Já nos gramados, rivalizava com a Seleção da Holanda, naquele momento, atual campeã da Eurocopa e carrasco dos alemães no mundial de 78, e também com a Seleção Argentina, campeã em cima da própria Alemanha em 86. A Copa de 90, sediada pela Itália, ficou conhecida como a copa “do sono” ou “das defesas”. Foi marcada pela grande quantidade de empates e por ter a menor média de gols da história das Copas: 2,2 gols por jogo. Apenas uma seleção destoava das outras e provava o contrário. Com a não classificação da Alemanha Oriental para a Copa, Franz Beckenbauer liderava o terno germânico ocidental ao Tri Campeonato Mundial, e ao próprio título individual, igualar-se ao Mário Zagallo e ganhar a Copa do Mundo como jogador e técnico. É até óbvio demais dizer que a Alemanha Ocidental foi a Campeã Mundial naquela Copa. Assim como acaba sendo quase um pleonasmo Franz Beckenbauer ganhar a copa das defesas, mas foi exatamente isso o que aconteceu. A seleção mesclava juventude e experiência na medida certa, com Jürgen Kohler comandando a zaga, Berthold e Brehme voando nas laterais, Matthäus e Häßler comandando a meiuca e Völler e Klinsmann protagonizando o ataque mais fatal daquela copa. A Alemanha Ocidental fazia o simples de forma perfeita. Atacando em um 3-5-2 e defendendo no 5-3-2, os “Die Adler” se classificaram de forma invicta nas eliminatórias, com três vitórias e três empates, ficando atrás apenas da Laranja Mecânica na classificação final. Compondo o grupo D ao lado de Iugoslávia, Colômbia e dos estreantes Emirados Árabes Unidos, comandados por Carlos Alberto Parreira, os alemães não tiveram problemas para classificarem-se. Com as goleadas de 4 a 1 em cima da Iugoslávia e 5 a 1 nos EAU, tiraram o pé pra enfrentar a Colômbia empatando o jogo em 1 a 1. A primeira seleção das fases finais foi a temível Laranja Mecânica, composta por nomes como Gullit, Rijkaard e Van Basten, porém, com a vingança já engasgada na garganta, eliminou os holandeses com gols de Klinsmann e Brehme, na vitória por 2 a 1. Nas quartas, a adversária foi a forte seleção da Tchecoslováquia, eliminada com o gol do capitão Lothar Matthäus, logo na primeira etapa. Nas semis, enfrentaram a Inglaterra de Lineker e Gascoigne, em um dos jogos mais difíceis daquele mundial. Após o empate de 1 a 1 durante o tempo normal e a prorrogação, a disputa foi para os pênaltis, em que o sangue frio dos alemães foi essencial para vencer por 4 a 3. Eis então que o forte plantel da Alemanha Ocidental chegava a terceira final consecutiva, a segunda contra a Argentina de Maradona, e dessa vez, o vice não seria tolerado. Em uma das finais de Copa do Mundo mais violentas, os Argentinos tentaram de todo o jeito “catimbar” a partida, tendo dois jogadores expulsos. Com Maradona iniciando o declínio da sua carreira, e sofrendo com Buchwald no seu encalço, os alemães sofreram um pênalti aos 40 do segundo tempo e, dessa vez, o especialista Andreas Brehme não iria perdoar. A Alemanha Ocidental se igualava ao Brasil e à Itália, como Tri Campeã Mundial. A taça era o objeto de desejo de todas as seleções que disputaram aquele mundial, mas para a Alemanha, ela viria com a paz, a liberdade e a redenção. No mesmo ano de 1990, foi anunciada a reunificação do país, e se iniciou a demolição do famoso Muro de Berlim, que dividia a Alemanha e o mundo ao meio. Era o começo do fim e, a partir daquele ano, nunca mais dividiríamos a Alemanha em Ocidental ou Oriental, nem mesmo utilizaríamos os termos Tchecoslováquia ou União Soviética para definir nações. Em 1990 a Alemanha, de fato, quebrou barreiras. 🏆 Copa do Mundo 1990 👕 Time base: Bodo Illgner; Guido Buchwald, Klaus Augenthaler e Jürgen Kohler; Thomas Berthold (Stefan Reuter), Andreas Brehme, Lothar Matthäus, Thomas Häßler e Uwe Bein (Pierre Littbarski); Rudi Völler e Jürgen Klinsmann. 👤Os principais classudos: Andreas Brehme, Lothar Matthäus e Jürgen Klinsmann. 📺 Argentina 0x1 Alemanha Ocidental na final da Copa do Mundo de 1990. ⚽ Brehme, de pênalti, aos 40' do segundo tempo na final de 90. O único gol da partida na vitória por 1x0 sobre a Argentina. #SeleçãoAlemã #CopadoMundo #CopadoMundo1990

  • Ali Dia: O maior enganador do futebol mundial

    No jargão do futebol, dizemos que um jogador "enganador" é que nem político: promete muito e cumpre pouco. Aquele que consegue jogar em grandes clubes do país e do mundo mesmo sem ter tido méritos para isso. Há vários exemplos por aí. Só que nenhum deles chega perto do maior enganador de todos os tempos no futebol mundial, e não estamos falando em sentido figurado. Hoje, no Dia da Mentira, contaremos a história (verdadeira) de Ali Dia. Preste atenção nesta história (é real, eu juro): o ano era 1996 e o Southampton precisava urgentemente de um atacante para compor o elenco, já que vários deles sofriam com lesões. De repente, o telefone do técnico Graeme Souness toca. Era ninguém menos que George Weah, eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA no ano anterior. Weah, que é nascido na Libéria, disse que tinha um primo de Senegal de 22 anos que havia jogado com ele no PSG , estava na segunda divisão alemã e era constantemente convocado para a Seleção Senegalesa. Seu nome era Ali Dia. Em tempos pré-internet - o Google, que facilmente desmentiria esta história só fora criado 2 anos depois - Souness resolveu aceitar o conselho do suposto Weah e pediu a contratação do "jovem" jogador (atenção para as aspas). Afinal, O QUE PODERIA DAR ERRADO? Dias depois, ele chegou à Inglaterra. Nos treinos não houve qualquer indício da mínima qualidade com a bola nos pés. Mas parece que o destino estava mesmo afim de pregar uma peça. Em seu primeiro jogo amistoso, que seria contra o Arsenal, uma forte chuva fez com que cancelassem a partida. Mesmo assim, foi escalado para o banco no jogo da Liga Inglesa contra o Leeds para que, enfim, pudesse ser observado em campo, de fato. E não é que o atacante principal se machucou no meio de jogo? Como única opção disponível, entra em campo Ali Dia. O que se viu a partir dali foram 53 minutos assombrosos de um cara que parecia não fazer a menor ideia do que fazer com a bola. Depois do jogo, indignado, o técnico do Southampton resolveu então ligar para George Weah e tirar essa história a limpo. Foi então que ele descobriu que: - George Weah não havia feito qualquer ligação para falar de um jogador que ele sequer conhecia. - Ali Dia tinha 31 anos, não 22. - Ele nunca havia jogador uma partida sequer por um clube de futebol profissional. Dia apareceu no clube apenas mais uma vez e depois disso nunca mais foi visto. Nem na faculdade, onde havia feito administração, nem em qualquer outro clube do mundo. Virou piada na imprensa esportiva, se tornou uma lenda, considerada a pior contratação de todos os tempos e veio parar aqui no Joga de Terno. Por que (não) jogava de terno? Não, ele nunca jogou nem com uma gravatinha, mas que fez história no futebol isso ele fez!!! 👤 Aly Dia 👶 20 de agosto de 1965 (52 anos) 🏠 Senegal 👕 Southampton 🏆 hahahahahaha 👑 Pior contratação de todos os tempos Classômetro: (0)

  • Fio Maravilha, nós gostamos de você

    Ele era desengonçado, folclórico e tinha a fama de perder gols feitos. Como então João Batista de Sales virou Fio Maravilha e teve direito a uma música composta por Jorge Bem Jor? Já vamos chegar lá. Antes é bom contar a história do mineiro que saiu de Conselheiro Pena (MG) ainda adolescente para jogar no Flamengo . Longe de ser um craque, Fio disputou 167 jogos e marcou 44 gols com o terno rubro-negro, entre os anos 1960 e 1970. Apesar de atacante, não tinha um faro artilheiro. Mesmo assim, a torcida nutria um certo carinho por ele. E foi assim que começa a história que virou música. Em 1972, o Flamengo enfrentou o Benfica em um amistoso no Maracanã e, atendendo aos pedidos da torcida, Fio entrou em campo no segundo tempo. Marcou o gol da vitória por 3 a 2. Gol não, golaço. Driblou zagueiros, goleiro e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol. Foi o que bastou para que a torcida o apelidasse de Fio Maravilha e o mestre Jorge Ben compusesse uma das músicas mais conhecidas do Brasil. Só que, influenciado por um advogado, o jogador processou o cantor. Anos mais tarde, alegou que tudo não passou de um mal-entendido e pediu desculpas. Voltando à carreira de jogador, Fio não conseguiu repetir a fama que o tornou um dos queridinhos da torcida rubro-negra. Passou por Paysandu , Avaí e São Cristóvão. Em 1981, mudou-se para os Estados Unidos para tentar a carreira no que prometia ser o novo celeiro do futebol mundial. Fio defendeu três clubes, acabou se aposentando e fixou residência na terra do Tio Sam. Por que jogava de terno? Tá, a gente sabe que jogar de terno é um termo muito forte para o Fio. Mas no futebol, não são apenas os craques que ganham o reconhecimento da torcida. Fio era desengonçado, perdia muitos gols, mas era esforçado. Sempre defendeu o quanto pôde a camisa do clube que o revelou. E, cá entre nós, não é qualquer um que ganha uma música escrita pelo Jorge Ben, não é? 👤 João Batista de Sales, o Fio 👶 19 de janeiro de 1945 🏠 Brasileira 👕 Flamengo, Paysandu, CEUB-DF, Desportiva-ES, Avaí, São Cristóvão-RJ, New York Eagles (EUA), Monte Belo Panthers (EUA) e San Francisco Mercury (EUA) 🏆 Campeonato Carioca 65 e 72 (Flamengo); Campeonato Capixaba 77 (Desportiva) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📸 Revista Placar #Flamengo #Paysandu #Avaí

  • Franck Ribéry: Terceiro melhor do mundo

    O JdT de hoje é sobre um francês que começou a jogar futebol aos 6 anos de idade e se firmou, ainda novo, no gigante Bayern de Munique. São 11 anos de terno bávaro e importantes títulos nacionais e internacionais. A história recente da equipe alemã conta com grandes nomes e não podemos deixar de fora o do ponta-esquerda, Franck Ribéry. O classudo foi observado por vários times quando jogava em Galatasaray e Olympique de Marseille, atraindo mais olhares na Copa do Mundo de 2006 pela Seleção Francesa. Ribéry chegou ao Bayern em 2007, sendo apresentado com outros nomes promissores. O presidente, Franz Beckenbauer, estava animado com as contratações. A equipe baviera conquistou a Copa da Liga Alemã e o Campeonato Alemão, Ribéry se consagrou artilheiro e melhor jogador nessas competições. Em 2013 foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo, perdendo apenas para Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. No mesmo ano recebeu o prêmio de melhor jogador da Europa e conquistou o Mundial de Clubes FIFA. Na final, contra o Raja Casablanca, os alemães ganharam por 2 a 0 chegando ao terceiro título mundial. Ribéry marcou um gol na partida contra o Guangzhou Evergrande da China. Além das premiações individuais e do mundial, o classudo encerrou a temporada com Campeonato Alemão, Copa da Alemanha e Liga dos Campeões no currículo. Tríplice Coroa, um feito para poucos! Franck Ribéry é um dos jogadores com o maior número de títulos alemães pelo Bayern de Munique , ao todo oito, mesmo número de craques como Bastian Schweinsteiger, Oliver Kahn, Mehmet Scholl e Philipp Lahm. Diante de várias especulações sobre sua saída do clube bávaro, o contrato do ponta foi renovado até o ano que vem. A identificação entre jogador e torcida pesou para a diretoria, “Munique se tornou minha casa e a de minha família” disse o craque. Foi convocado para a Copa do Mundo de 2014, mas por problemas médicos não pode jogar. No mesmo ano disse que não jogará mais pela Seleção Francesa. Bom driblador, ágil e talentoso se destaca no quesito assistências. Atualmente está se recuperando de um problema físico, o técnico Niko Kovac lamenta não poder contar com o jogador na Liga dos Campeões UEFA. Ribéry atuou com o terno alemão em 398 jogos e marcou 117 gols. Por que joga de terno? Desde sua criação, em 2010, o Bola de Ouro FIFA é dominado por classudos de Barcelona e Real Madrid, mesmo com média de gols abaixo das de seus concorrentes Ribéry chegou a ser apontado como merecedor do prêmio devido ao louvável número de títulos conquistados na temporada. O terceiro lugar não apaga essa trajetória e reafirma sua importância para o Bayern de Munique. Nos últimos anos, jogou ao lado de Xabi Alonso, Thomas Müller e Robben e conseguiu espaço, o nome do francês é citado pela torcida bávara ao lado desses e outros craques. 👤 Franck Ribéry 👶 7 de abril de 1983 🏠 Francês 👕 Boulogne, Olympique Alès, Brest, Metz, Galatasaray (TUR), Olympique de Marseille (FRA), Bayern de Munique (ALE) e Seleção Francesa. 🏆 (principais) Mundial de Clubes FIFA 13, Liga dos Campeões UEFA 12/13, Campeonato Alemão 07/08, 09/10, 12/13, 13/14, 14/15, 15/16, 16/17, 17/18 e Copa da Alemanha 07/08, 09/10, 12/13, 13/14, 15/16 (Bayern de Munique) 👑 (principais) 3º Melhor Jogador do Mundo FIFA 13, Melhor Jogador do Mundial de Clubes FIFA 13, Melhor Jogador da Europa 12/13 e Jogador Francês do Ano 07, 08 e 13. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,1) 📷 Getty Images

  • Treze FC 2005: O dia que 25 mil se tornaram apenas 1

    Vez ou outra nós vemos no cenário nacional alguns times de menor expressão aparecendo na mídia após causar "polêmicas", ao derrotar um time grande numa competição como a Copa do Brasil, e esses casos sempre vêm acompanhados de boas histórias. Hoje o Joga de Terno vai falar do Treze-PB, que em 2005 fez a que até hoje é a maior campanha de um time paraibano numa Copa do Brasil. Imortalizaram um elenco e deram para os torcedores alvinegros uma história pra ser contada aos netos. Após ser campeão estadual direto vencendo os dois turnos, e ainda aplicando goleadas de 6-1 e 5-1 sobre os seus arquirrivais, Campinense e Botafogo, respectivamente, o Treze buscava algo maior, e almejava grandes patamares no ano de 2005. Adentrou na Copa do Brasil para encarar o Ulbra-RS na primeira fase, e após perder por 3-0 em terras gaúchas, o Treze conseguiu, numa das maiores viradas que o futebol paraibano já viu, golear o Ulbra por 5-0 e reacender a chama que pairava no coração do torcedor do Galo de Campina Grande. Mas a alegria e euforia durou pouco. O Treze descobriu que enfrentaria o São Caetano, fortíssimo à epoca, e que vinha de uma eliminação nos pênaltis pro Boca Juniors na libertadores de 2004. Mas o time paraibano afastou os fantasmas e mostrou que realmente tinha a personalidade que a torcida esperava. Venceu em seus domínios pelo placar mínimo e na semana seguinte, arrancou um empate na cidade de São Caetano do Sul. A competição afunilou, e lá estava o Treze, nas oitavas de final da Copa do Brasil, entre os 16 melhores times. E o adversário da vez era o Coritiba, do técnico Antônio Lopes. O alvinegro paraibano foi derrotado no Paraná por 2-1, mas na volta, em Campina Grande, com um gol de extremo oportunismo, o camisa 9 do Galo, Adelino, marca um gol de cabeça, sua especialidade, e o Treze vence pelo placar mínimo, eliminando o Coritiba devido ao gol qualificado, fato esse que causou a demissão do tecnico Antônio Lopes, que vinha de nove vitorias frente ao clube paranaense. A campanha do Treze Futebol Clube ja se solidificava naquele momento como a melhor da história do próprio time, mas tanto a torcida quando seus jogadores sonhavam com mais. E dessa vez, já nas quartas, o adversário era o tricolor das laranjeiras, Fluminense Football Club. O time carioca venceu o primeiro jogo no Rio de Janeiro por 1x0, num jogo muito tenso, onde cada bola era brigada. E uma semana depois, dadas às devidas proporções do evento, o jogo Treze x Fluminense estava sendo transmitido em horário nobre na tv brasileira, fato até entao muito raro para clubes da Paraíba. O Treze tratou de mostrar em campo os motivos de ter chegado até ali, e jogou o seu melhor futebol, apesar da bola, que estava tão teimosa naquela noite, ter teimado em não entrar nas balizas do time tricolor. O torcedor achava que o jogo já estava acabado e que o sonho tinha sido destruído. O visor ja mostrava 47' do segundo tempo, e muitos torcedores já iam embora das dependências do estádio Amigão, em Campina Grande. Foi quando o impossível aconteceu. Com passe de Adelmo para o camisa 10 do Alvinegro, Beto marcou o gol mais importante do ano para o Treze aos 48' e fez com que o grito do torcedor Trezeano ecoasse naquela noite a ponto de fazer o estádio tremer. Já nos pênaltis, o estádio estava estático. Todos os corações batiam num único ritmo. Todos os 25 mil. Era uníssono. O Treze passava por um dos momentos mais gloriosos de sua história. E os 25 mil torcedores presentes naquela noite confirmavam ainda mais esse fato. A série de pênaltis foi algo realmente fora do normal, e entre gols, defesas, chutes na trave, e bolas isoladas, o placar estava 7x7 e os goleiros de ambos os times já se preparavam para suas cobranças. Ambos marcaram. E começando uma outra série, um dos líderes do elenco alvinegro, o lateral Wagner Diniz, tinha em suas mãos a responsabilidade de manter o Treze vivo naquela disputa. Ele colocou pra fora. À direita da trave defendida pelo goleiro tricolor. E na cobrança seguinte, o Fluminense marcou e conseguiu sua classificação, quando o relógio já marcava mais de meia noite e meia na cidade de Campina Grande. E após um jogo marcado por polêmicas (sobre o goleiro tricolor ter se adiantado nas cobranças) e fortes emoções, o torcedor trezeano não conseguia entender e engolir aquela derrota. E então o único pensamento presente na mente dos alvinegros era "e se?". "E se aquela bola tivesse entrado?", "e se nosso goleiro tivesse se esticado um pouquinho mais naquela cobrança?"... Mas apesar de todos os "e se?", o elenco e o torcedor comungavam de um mesmo sentimento de orgulho, em meio à toda dor. Pois há 13 anos atrás, todos os 25 mil presentes no Amigão naquela noite sabiam que o Treze tinha feito história. E que história. 🏆 Títulos conquistados: Campeonato Paraibano 2005 👕 Time base: Azul (Érico); Wagner Diniz, Alisson, Kiko e Kleber (Márcio Alemão); Pedro Neto, Rogério (Maurício), Adelmo; Beto, Da Silva e Adelino 👤 Principais classudos: Wagner Diniz, Adelmo e Beto ⚽ Após um passe aéreo de Adelmo que quebra a marcação, Beto chuta rasteiro e coloca o Treze à frente no placar aos 47' 2T, na vitória por 1x0 sobre o Fluminense-RJ.

  • Platini: O carrasco de 86

    Com mais de 600 textos publicados, nós da Joga de Terno ainda temos que contar a história de muitos classudos , e o de hoje é sem sombra de dúvidas, um daqueles com C maiúsculo e talvez você não goste dele por motivos extra campos mas com certeza você respeita o futebol de Michel Platini. Filho de italianos que criaram raízes na França, nosso classudo não teve um início de carreira tão promissor, algumas lesões e o pouco preparo físico, que sempre foi um problema na carreira de Platini, impediram o jovem de jogar pelo clube amado durante sua infância. Mesmo assim, Michel aos 17 anos iniciou a carreira no Nancy, clube pequeno onde o pai fora jogador e diretor. Foram sete anos em seu primeiro clube e apenas dois títulos conquistados e mesmo jogando com um terno não tão pesado, algumas lesões como a vez que ele quebrou o braço ou o tempo que passou servindo o exército, Platini já era destaque, nas Olimpíadas de 76 e na Copa de 78 . Com o termino de seu contrato, clubes como a Inter de Milão e o PSG, que ainda não tinha o terno de hoje em dia, sonhavam com o jovem meia, apesar do potencial para alçar voos maiores, nosso classudo assinou um contrato com o Saint-Étienne, e justiça seja feita, era um clube muito mais tradicional na época do que atualmente. Foram três temporadas com o terno verde e desde a sua saída de lá o clube não foi mais o mesmo, Platini compôs o último elenco do Saint-Étienne a ser campeão francês. Finalmente, na Juventus de Turin, nosso consagrado vestiu a coroa de Rei, apelido que ganhará devido a maestria e liderança dentro de campo. Os cinco anos dedicados a vecchia signora foram os mais vitoriosos em sua carreira, para nossa infelicidade, pois no dia 21 de Junho de 1986, o mesmo dia que Platini comemorava 31 anos, uma das gerações mais incríveis do futebol brasileiro não conseguiria abater o esquadrão francês nos pênaltis, encarando o ciclo de Zico e cia com a amarelinha. Por que jogava de terno? Platini foi um jogador completo, era letal na bola parada, driblador, com um passe de bola refinado, o classudo está sempre no top 10 de qualquer lista do futebol, o meia tinha faro de gol e chutava bem com as duas pernas, com tanto talento e qualidade, a única coisa que atrapalhava o atleta era sua capacidade física. 👤 Michel François Platini 👶 21 de Junho de 1955 🏠 Francês 👕 Nancy (FRA), Saint-Étienne (FRA), Juventus (ITA) e Seleção Francesa 🏆(principais) Campeonato Francês 80/81 (Saint-Étienne), Campeonato Italiano 83/84, 85/86, Liga Europa 84/85, Campeonato mundial 85 (Juventus) Eurocopa 84 (Seleção Francesa) 👑 (principais) Cavaleiro da Legião de Honra, Ballon d'Or: 83, 84 e 85, jogador francês do século 99, Dream team da FIFA 02 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (9,1) 📷 Reprodução Juventus #CopadoMundo1986 #CopadoMundo1982 #CopadoMundo1978 #Juventus #Meiaatacante #MeioCampo

  • Vasco da Gama 2000: A virada do século

    O Vasco começou o ano de 2000 com uma máquina nas mãos. A força do elenco repleto de craques, alguns remanescentes do título da libertadores de 98, empolgava os torcedores. Entretanto, na primeira metade do ano, a equipe do Vasco colecionou 3 vices campeonatos, o Mundial de Clubes da FIFA, conquistado pelo Corinthians, o Torneio Rio-São Paulo, que teve o Palmeiras campeão e o Campeonato Carioca vencido pelo flamengo em junho de 2000. No dia 1 de agosto começou a terceira edição da Copa Mercosul. Organizada pela Conmebol, a competição contou com vinte equipes oriundas da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. Era o penúltimo campeonato possível para o Vasco em 2000, já que a equipe ia bem no campeonato brasileiro. O Clube da Colina começou a competição no grupo E ao lado de Peñarol, Atlético Mineiro e San Lorenzo. A classificação não foi das melhores, o Vasco estreou na competição com uma derrota por 4 a 3 para o Peñarol lá no Uruguai, ganhou o segundo jogo em São Januário por 3 a 0 em cima do San Lorenzo e perdeu pro Atlético-MG por 2 a 0 em Minas Gerais. Nos jogos da volta, o Vasco precisava de bons resultados para conseguir a classificação e acabou empatando em 1 a 1 com o Peñarol, no Rio de Janeiro. A torcida já estava enlouquecida, mas ainda acreditava na possível classificação. Foi quando, então, o Vasco derrotou o San Lorenzo por 2 a 0 na Argentina e decidiu em casa contra o Atlético-MG anotando mais uma vitória por 2 a 0. A classificação em segundo lugar fez com que o Clube da Colina enfrentasse a equipe do Rosário Central nas quartas-de-final. Com uma vitória pelo placar mínimo em São Januário, o cruzmaltino acabou derrotado também por 1 a 0 na Argentina, levando o jogo para os pênaltis. O Vasco levou a melhor no 5 a 4 e foi pra semifinal para enfrentar o River Plate, que tinha acabado de eliminar o Flamengo. Revivendo a semifinal de 98 da Libertadores, em que o Vasco sagrou-se campeão, o River Plate novamente não foi páreo para a equipe Cruzmaltina. Depois de vencer na Argentina pelo placar de 4 a 1, em São Januário era só deixar o tempo correr e com uma vitória de magra de 1 a 0, o Vasco estava na sua quarta final no ano de 2000, dessa vez a torcida não iria perdoar. Antes da final com o Palmeiras, o Vasco teve alguns imprevistos no caminho. O primeiro foi que a Conmebol decidiu que o saldo de gols da final não seria critério de desempate, ou seja, se um time ganhasse o primeiro jogo, por qualquer placar, e o time derrotado na primeira partida vencesse a segunda, também por qualquer placar, obrigaria um terceiro confronto para decidir. Além disso, quatro dias antes do primeiro jogo com o Palmeiras, o Vasco empatou dentro de casa com o Cruzeiro pela semifinal do brasileiro. O então técnico Oswaldo de Oliveira liberou os atletas no domingo, o que desagradou o Presidente Eurico Miranda que, em uma tentativa de mudar a folga, acabou discutindo com o técnico, que terminou demitido do clube. No mesmo domingo, na parte da tarde, Joel Santana treinava a equipe em São Januário. No primeiro confronto o Vasco venceu o Palmeiras no Rio de Janeiro pelo placar de 2 a 0. No jogo da volta o Palmeiras venceu o Vasco por 1 a 0, obrigando, portanto, o terceiro jogo. Como o Palmeiras fez melhor campanha, a decisão foi para o Palestra Itália. Jogando em casa e para 30 mil pessoas, o Palmeiras fez o que quis do primeiro tempo. Mesmo com Hélton fechando o gol, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, aos 37 do primeiro tempo Júnior Baiano bota a mão na bola dentro da área e Arce abre o placar de pênalti. Logo na saída de bola, Magrão rouba a bola no meio do campo, arranca em velocidade e toca pra Tuta que bate pro gol. Hélton faz mais uma linda defesa, mas no rebote, o próprio Magrão marca de cabeça, 2 a 0 Palmeiras. Aos 45, ainda do primeiro tempo, depois de uma bola rebatida na área do Vasco, Juninho acha Tuta que marca novamente para o Palmeiras, 3 a 0 no primeiro tempo. Nesse momento, qualquer vascaíno em todo o mundo perdeu as esperanças. Muitos relatam que saíram de perto da tv e os que ainda assistiam, viam o amargo de mais um vice campeonato no ano. Romário assistia tudo do ataque e Júnior Baiano errava tudo na defesa. O primeiro tempo acabou com a torcida do Palmeiras entoando o “É CAMPEÃO” por todo o estádio. Até hoje o Brasil inteiro quer saber o que Joel Santana fez com os jogadores no vestiário. O Vasco que voltou para o segundo tempo era outro. Joel voltou para o tudo ou nada, tirou o cabeça de área Nasa e colocou o centroavante Viola, que ao lado dos dois Juninhos, Romário e Euller, fizeram o futebol acontecer. Em uma das infiltradas na área Alviverde, aos 14 minutos do segundo tempo, Juninho Paulista sofre pênalti, Romário converte, 3 a 1. O Palmeiras ainda apático, muito provavelmente pela larga vitória, comete outro pênalti em cima de Juninho, aos 24 do segundo tempo. Romário, mais uma vez, não perdoa, 3 a 2 no placar. O Vasco estava a um gol do empate, depois da entrada de Viola, o time era outro em campo, até que Júnior Baiano, mais uma vez, coloca tudo a perder, depois de falta grave em cima de Flávio, leva o cartão vermelho. Joel chama Mauro Galvão, seria a hora da experiência fazer valer, mas antes mesmo de o árbitro liberar a entrada do jogador, com o o jogo rolando, Euller acha Romário na área, que não consegue bom domínio e a bola sobra para Juninho Paulista marcar, 3 a 3. O Palestra Itália se cala e os poucos vascaínos que foram ao estádio cantam para o mundo inteiro ouvir que “o Vasco é o time da virada”. Embalados pela emoção e com o calor da pequena torcida presente no Palestra Itália, o Vasco fez-se gigante. Aos 48 do segundo tempo, a alguns segundos do apito final, Viola dispara pela lateral, a bola rebate e sobra para Juninho Paulista, que imediatamente bate pro gol, mas a bola encontra um zagueiro pelo caminho e cai no pé de Romário, era o Hat-Trick do baixinho. O impossível aconteceu. Romário guardou a bola e correu para calar todos os palmeirenses presentes. Joel Santana conquistou ainda o campeonato brasileiro daquele ano com o Vasco. Mas até os dias atuais não se viu nada igual a final da Mercosul, a virada mais bonita da história fez virar também o século. 🏆 Campeão da Mercosul e do Campeonato Brasileiro. 👕 Time base: Helton, Clebson, Odvan, Júnior Baiano (Mauro Galvão) e Jorginho Paulista (Fabiano Eller), Nasa (Paulo Miranda), Jorginho (Felipe), Juninho Pernambucano e Juninho Paulista (Pedrinho), Romário e Euller (Viola). 👤 Principais classudos: Romário, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano. 📺 Palmeiras 3x4 Vasco, final da Copa Mercosul em 2000. ⚽ Romário, 4º gol na vitória por 4x3 sobre o Palmeiras, na final da Mercosul. 📷 Folha Online

  • Leandro Guerreiro: Destaque em clássicos

    Hoje falaremos de um jogador que não se destaca por dribles ou passagens vitoriosas na Seleção Brasileira, porém não menos importante para o futebol. Conhecido pela lealdade e responsabilidade dentro de campo já passou por vários times brasileiros e certamente você já o viu jogar: Leandro Guerreiro. Durante a carreira atuou de volante e zagueiro. Foi revelado pelo Sport Club Internacional e, no clube gaúcho, não teve protagonismo como em Botafogo, Cruzeiro e América Mineiro. Antes de chegar ao primeiro teve passagens por Guarani, Criciúma, Ponte Preta e equipes italianas. Alcançou titularidade no clube carioca e marcou seu primeiro gol com o terno botafoguense em partida contra o Vasco, o alvinegro consolidou uma vitória de 4 a 0. No primeiro tempo o espetáculo ficou por conta de gols de Dodô e Juninho, aos três minutos da etapa complementar a bola é ajeitada nos pés de Guerreiro. Resultado? Um chute de primeira que terminou em golaço. “Leandro! Guerreiro!” cantou a torcida do Botafogo . Após voltar de lesão o jogador perdeu titularidade, Diguinho vivia boa fase. Guerreiro é lembrado com carinho pelos torcedores cariocas, como capitão levantou a Taça Rio de 2010. O título veio contra o Flamengo com direito à Maracanã lotado e cavadinha de Loco Abreu, por três temporadas consecutivas os alvinegros perderam o título para o urubu. Era hora de quebrar esse tabu. Ao se despedir da equipe chorou e declarou respeito à instituição. Em partida contra o ex clube, em 2015, teve o nome gritado pela torcida novamente. Tirou foto segurando a camisa do time retribuindo o carinho. Em 2011 chega em Minas Gerais vestindo o terno do Cruzeiro e reencontra o técnico Cuca que o descobriu no interior do Rio Grande do Sul. A equipe celeste fez bom início de temporada chegando a ser considerada “Barcelona das Américas”, porém foi eliminada nas oitavas de final da Copa Libertadores pelo Once Caldas. A eliminação inesperada somou-se a pior campanha do clube pelo Campeonato Brasileiro. Guerreiro encarou a luta contra o rebaixamento ao lado de peças importantes como o goleiro Fábio e Walter Montillo. Fez um dos gols no clássico contra o Atlético Mineiro na última rodada do brasileirão (o jogo mais importante da carreira segundo o jogador), garantindo o time celeste na primeira divisão no ano seguinte. O volante havia prometido cortar o cabelo caso o rebaixamento não se concretizasse e assim o fez. Em 2013 conquista o Campeonato Brasileiro. No América Mineiro , conquistou o título estadual em 2016 em notável campanha do Coelho, quebrando a hegemonia dos outros dois clubes da capital. Eram quinze anos sem alcançar o feito, o clube eliminou Cruzeiro e Atlético em confrontos diretos. A campanha do ano anterior garantiu ao América acesso a série A. Após três anos pelo Coelho o contrato do jogador não foi renovado, o time mineiro precisava realizar cortes salariais. Leandro Guerreiro se aposentou e continuou vivendo em terras mineiras. Por que jogava de terno? Apesar de não ter um currículo repleto de gols como muitos classudos que passaram por aqui balançou as redes em momentos marcantes para torcedores, honrando o sobrenome. Lembrado em clássicos decisivos, inclusive em participação em goleadas, o jogador se mostrou grato aos clubes que atuou e procurou realizar ações que beneficiassem a equipe. Jogou de zagueiro pelo Cruzeiro sob o comando de Celso Roth, o time apresentava limitações técnicas em algumas posições e essa foi uma forma de corrigi-las. 👤 Leandro Luchese Guerreiro 👶 17 de novembro de 1978 🏠 Brasileiro 👕 Internacional, Guarani, Salernitana (ITA), Napoli (ITA), Ponte Preta, Pescara (ITA), Criciúma, Botafogo, Cruzeiro e América-MG. 🏆 Taça Rio 07, 08 e 10, Taça Guanabara 09 e 10 e Campeonato Carioca 10 (Botafogo), Campeonato Mineiro 11 e 16 (Cruzeiro e América) e Campeonato Brasileiro 13 (Cruzeiro) 👑 (sem prêmios individuais de destaque) Classômetro: 👔👔👔👔 (4,5) 📷 UOL Esporte #Botafogo #Cruzeiro #AméricaMG #Brasil #Volante #Zagueiro

  • Shanghai SIPG 2018: A queda da muralha chinesa

    Pela primeira vez em 8 anos o Guangzgou Evergrande não conquistou o campeonato Chinês. O Shanghai SIPG de Hulk, Elkesson e Oscar quebrou essa dinastia e venceu pela 1ª vez um título nacional. O clube foi fundado em 2005, subiu à elite em 2012, e bateu na trave ano passado, ficou na 2ª posição, perdendo justamente para o todo poderoso Guangzhou Evergrande, heptacampeão chinês consecutivo, que era comandado por Felipão. Wu Lei, é um dos destaques da equipe. O atacante de 25 anos marcou na vitória diante do Beijing Renhe, partida que garantiu o caneco histórico ao time. O chinês foi artilheiro da competição com 27 gols e ofuscou as grandes estrelas do time, como os brasileiros Hulk e Oscar, que fizeram 13 e 12 gols respectivamente, menos de metade do chinês. O título demonstra a evolução do futebol chinês como um todo. Este ano, ao contrário de outrora, ao menos três clubes disputaram o título: Beijing Guoan, Guangzhou Evergrande e o campeão Shanghai SIPG, que praticamente assegurou o título em um jogo emocionante contra o Guangzhou Evergrande, fora de casa, 4x5, com o gol importantíssimo do brasileiro Hulk. Isso tudo na antepenúltima rodada do campeonato. Foram 21 vitórias em 30 partidas, uma a mais que o time de Paulinho, vice-campeão. 🏆 Campeão Chinês 👕 Time base: Yan Junling; Shimizu Keiki, Wang Shenchao, Zhang Wei, Fu Huan (He Guan); Ahmedov, Cai Huikang, Wu Lei, Lu Wenjun , Li Shenglong; Oscar e Hulk 👤 Principais classudos: Oscar, Hulk, Elkesson e Wu Lei 📷 Getty Images

  • Donizete: a Pantera da Colina e de General Severino

    É difícil dizer onde Osmar Donizete Cândido foi mais ídolo: no Botafogo campeão de 95 ou no Vasco vencedor da Libertadores de 98? Na Colina ou em General Severiano, se o Pantera chega, a reverencia é a mesma! Mesmo sendo mineiro, da cidade de Prados, o Pantera pouco lembra o famoso mineirinho que permeia o imaginário brasileiro. Na verdade, o que mais se assemelha é mesmo o animal na qual é lembrado pelas suas comemorações. O atacante forte e rápido deus seus primeiros passos profissionais no Volta Redonda. Mesmo já mostrando algum faro de gol, deve curtas passagens pelo time, pelo São José, de São Paulo e a primeira pelo Botafogo, onde foi Campeão Carioca em 90. Foi quando embarcou no México, onde pode mostrar melhor suas qualidades em campo: marcando muitos gols e conquistando títulos. Foi campeão mexicano e artilheiro na temporada 93/94 pelo então UAG (hoje Técos). O jogando o fino da bola em solo mexicano, Donizete retornou para o Brasil e vestiu pela segunda vez o terno alvinegro, então comandado por Paulo Autuori. Ao lado de Túlio, Donizete comporia a dupla de ataque daquele Botafogo todo remontado em 95. O Pantera era um dos nomes daquele torneio, ao lado do companheiro Túlio e do santista Geovanni . Entre a primeira partida no Maracanã vencida pelo Glorioso e segunda e decisiva Donizete sente a coxa. Último jogo, valendo título, você acha que o Pantera ia perder essa? Foi a campo no sacrifício e ajudou o Bota a levantar a taça. Título ganho , o time do Botafogo passou por um desmanche e Donizete foi uma dessas peças debandadas. Foi para Portugal, onde jogou por uma temporada no Benfica, retornou ao Brasil uma temporada depois vestindo a camisa do Corinthians. Passagens rápidas e sem destaque, que ainda teve o Cruzeiro de 97, que chegaria ao Mundial daquele ano. Até chegar no Vasco, em 98. O time da Colina seria o time daquele ano e Donizete. Dono de uma campanha fantástica no torneio, o Vasco chegou à final com pompas e Donizete era um dos nomes do plantel, que ainda tinha Luizão, Juninho, Pedrinho e Felipe. Donizete e seu faro de gol ficaram na memória do Vascaíno graças aos seus dois tentos (um em cada partida) contra o Barcelona de Guayaquil. Mais uma taça para a prateleira do Pantera . Consagrado em dois grandes times do Brasil, o Pantera parecia resolvido. Ainda teve passagem discreta pelo Palmeiras, algumas idas e vindas pelo México e nos dois clubes onde se tornaria ídolo. Sem o brilho que teve nos anos 90, Donizete aos poucos foi perdendo destaque nos anos 2000, até anunciar aposentadoria no Macaé, em 2005. Mas, um ano depois, ainda tentaria um retorno no Londrina. Assinou contrato e tudo, mas sequer chegou a entrar em campo. Agora sim, se aposentaria. Pelo menos pelos próximos 10 anos. Isso porque, em 2016, Donizete Pantera jogaria um jogo profissional pelo Sport Linharense, do Espírito Santo. Jogo único e bom... Está aí o Pantera aposentado novamente. Vamos ver até quando... Por que jogava de terno? O Pantera tem todos os atributos do mundo para ser um grande ídolo. E não bastasse ser em um time, mas é em dois. Tanto botafoguenses e vascaínos viram ostentando seus ternos um atacante forte, mas veloz e mortal de frente ao gol. De quatro no gramado após os gols, Donizete era a representação ali da agressividade da Pantera! 👤 Osmar Donizete Cândido 👶 24 de outubro de 1968 🏠 Brasileiro 👕 Volta Redonda, São José-SP, Botafogo, UEG-MEX, Verdy Kawasaky (JAP), Benfica (POR), Corinthians, Vasco, Cruzeiro, Tigres(MEX), Palmeiras, Macaé, Sport Linharense-ES e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato Carioca: 90 (Botafogo), 98 (Vasco). Campeonato Paulista: 97 (Corinthians). Campeonato Mexicano: 93/94 (UEG). Campeonato Brasileiro: 95 (Botafogo). Copa Libertadores da América: 98 (Vasco). 👑 Artilheiro do Campeonato Mexicano 93/94. Bola de Prata da revista Placar: 95. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6,3) 📷 Ivo Gonzalez #Donizete #Campeonatobrasileiro95 #LibertadoresdaAmérica98 #Botafogo #Vasco #Atacante

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