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- O Velho Lobo
Um dos maiores ícones da história do futebol brasileiro, o Velho Lobo está longe de ser um dos maiores craques em campo. Mesmo assim a história de Zagallo se confunde com a da Seleção Brasileira. O tricampeonato estadual pelo Flamengo (53, 54, 55) o credenciou a participar da Copa de 58. Atuando como ponta-esquerda ajudou a trazer o nosso primeiro título mundial com a "amarelinha''. E repetiu o feito em 62, marcando um gol na final. Encerrou a carreira em 65, aos 34 anos, o que pra muitos seria o fim da relação com o futebol. Mas ele voltou, em 70, como treinador daquele timaço e trouxe o tri. Em 74 não teve o mesmo sucesso na seleção e continuou sua carreira como treinador, agora por clubes. Na Copa de 94 voltou à seleção como auxiliar técnico de Parreira e: tetra. Na Copa seguinte, em 98, os cargos se inverteram mas Zidane tinha outros planos para aquela taça. Em 2006 ele repetiu a parceria de 94, fiasco total, encerrando assim, sua carreira na beirada do tapete verde. Foram ao todo 102 jogos como treinador nos quais obteve 74 vitórias, 23 empates e cinco, 5, C-I-N-C-O DERROTAS!!! Foram 48 ANOS dedicados à Seleção Brasileira e 4 títulos mundiais, o único a conseguir este feito. Por que jogava de terno? J-O-G-A-V-A-D-E-T-E-R-N-O tem 13 letras. 🚹 Mário Jorge Lobo Zagallo 👶 9 de agosto de 1931 (85 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América- RJ, Flamengo, Botafogo e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Como Jogador: Copa do Mundo 58 e 62 (Seleção Brasileira). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6)* *nota reavaliada #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962 #Botafogo #CopadoMundo1970 #Brasil
- Rodrigo Gral: o Santo Gral
O classudo de hoje é um atacante daqueles matador. Com mais de 600 gols, o jogador coleciona quase 20 clubes na carreira. Entre eles, dois clubes se destacam: o que o revelou e o do coração. O Joga de Terno de hoje conta um pouco da história de Rodrigo Gral. Rodrigo Gral foi revelado pelo Grêmio em 1995. E uma situação o tanto curiosa o fez chamar a atenção do Felipão, comandante gremista na época. Ainda jogando pelo juvenil do Grêmio, o grupo estava auxiliando no treinamento da equipe profissional. Em uma jogada ensaiada de falta do time principal, na qual Carlos Miguel rolava para Dinho chutar, Rodrigo, na barreira, se atirou em um carrinho para bloquear o chute do experiente volante. O jogador chegou a ser repreendido por Dinho por 'atrapalhar' o ensaio da jogada, mas foi defendido pelo treinador da equipe, que desde então passou a levar o jovem atacante para os jogos. Rodrigo fez parte do poderoso esquadrão tricolor que venceu a Libertadores, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, mas nunca se firmou na posição. O principal motivo: um atacante chamado Jardel. As poucas oportunidades usando o terno gremista, faziam o Lobo Gral ser emprestado algumas vezes, mas ele sempre acabava voltando ao tricolor gaúcho, após ter boas sequências nos clubes que atuava. Assim foi até 2001, quando Gral saiu do Grêmio rumo ao Sport e, após passagem curta pelo clube pernambucano, rumou para o Japão, onde atuou até 2006. O atacante jogou por alguns clubes do Japão e depois do Catar até retornar ao Brasil em 2010. Porém, a carreira do jogador foi ter destaque novamente em 2012, quando Gral assinou com o clube da sua cidade natal e que levava no coração: a Chapecoense . Pela Chape, Gral não só teve a alegria de defender o clube do coração, como fez parte do início da ascensão do clube catarinense no cenário nacional. Rodrigo Gral ajudou a equipe a subir da Série C para a Série B. Além disso, teve a felicidade de marcar o gol de nº 500 na carreira usando o terno verde da Chape. O atleta rescindiu contrato com o Verdão do Oeste em 2014 e defendeu alguns clubes menores do país, até encerrar carreira, em abril deste ano. Por que jogava de terno? Rodrigo Gral tinha faro de gol. Não a toa marcou mais de 600 gols ao longo de sua carreira. Ótimo finalizador, Rodrigo chegou a ganhar chance na seleção sub-20 do Brasil, onde atuou ao lado de Ronaldinho Gaúcho, mas acabou não passando disso. Pode não ter sido um craque, mas é lembrado com certo apreço pelos torcedores dos clubes pelo qual passou. 👤 Rodrigo Gral 👶 21 de fevereiro de 1977 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Juventude, Flamengo, Sport, Jubilo Iwata (JAP), Yokohama Marinos (JAP), Omiya Ardija (JAP), Al-Khor SC (QAT), Al-Sadd SC (QAT), Bahia, Santa Cruz, DPMM FC (Brunei), Chapecoense, Juventus de Seara, Gama, Concórdia, FC Djursland (DIN) e Operário-MS. 🏆 (principais): Libertadores da América 95, Campeonato Brasileiro 96, Copa do Brasil 97 (Grêmio), Campeonato Japonês 02 e Copa do Imperador 03 (Júbilo Iwata). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5) 📷 Sirli Freitas / Agência RBS
- Ambrosini, um ídolo invisível?
Dezoito anos: este foi o tempo que Ambrosini defendeu as cores do Milan pelos tapetes verdes da Itália e do mundo. Foi o cão de guarda da época de glórias da equipe italiana e atuou com grandes craques. Não tinha técnica refinada, é verdade. Talvez até fosse mais conhecido pelas faltas duras nos adversários. Mas sua disposição e paixão pelas cores preta e vermelha o levaram ao hall de ídolos da torcida rossonera. Ambrosini foi um daqueles jogadores “invisíveis”. Entre aspas, porque se não aparecem com as melhores estatísticas ou em jogadas magistrais, carregam o piano frente a defesa. Para jogar nesta região do campo é necessário um entendimento tático do jogo, assim como raça e vigor físico para marcar os craques adversários. Nosso classudo de hoje não dava trégua nas divididas. Com o terno 23, sua identificação com o Milan o tornava um líder espontâneo. A faixa de capitão esteve sob a responsabilidade algumas vezes, mas não era necessária para ser respeitado pelos colegas do elenco. Ambrosini jogou 344 jogos oficiais como cão de guarda da defesa rubro-negra italiana. Na Seleção Italiana apareceu em algumas convocações, mas com pouco destaque. Ambrosini sofreu com algumas lesões, justamente em épocas de preparação para a Eurocopa e Copa do Mundo. Por que jogava de terno? Em meio ao futebol globalizado onde por vezes as cifras são o que mais importa para um jogador, é de se admirar que Ambrosini tenha ficado por 18 anos no Milan. A identificação com o clube e sua torcida o colocaram na prateleira de ídolos do time italiano. 👤 Massimo Ambrosini 👶 29 de maio de 1977 (39 anos) 🏠 Italiano 👕 Cesena (ITA), Milan (ITA), Vicenza (ITA), Fiorentina (ITA), Seleção Italiana. 🏆 Campeonato Italiano 95/96, 98/99, 03/04, 10/11; Champions League 02/03 e 06/07; Mundial Interclubes 07 (Milan). 👑 sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,6)
- Alyaksandar QUEM?
Talvez você já tenha escutado ou visto em algum lugar, tipo no seu Winning Eleven nos elencos de Arsenal e Barcelona. Nem tão conhecido e pouco lembrado no nosso amado esporte, o classudo deste domingo é Alyaksandar Hleb. Natural da Bielorrússia, iniciou sua carreira aos 17 anos no BATE Borisov. Com certo destaque em seu país, transferiu-se para o Sttutgart em 2000. Na sua primeira temporada na Alemanha, Hleb atuou em apenas 6 partidas, e apenas na segunda temporada passou a jogar com mais regularidade. Na temporada 02-03 o Sttutgart terminou como vice-campeão da Bundesliga e conseguiu uma vaga direta para a Liga dos Campeões, mas a saída do treinador Felix Magath ao fim da temporada resultou num “declínio” na temporada seguinte do clube. Em junho de 2005 transferiu-se para o Arsenal, seu ponto mais alto pelos Gunners foi a disputa da Liga dos Campeões na temporada 05-06 onde o Arsenal foi derrotado pelo Barcelona. E curiosamente, duas temporadas depois o próprio Barcelona o contratou, tornando-se o primeiro jogador da Bielorrússia a atuar pelo clube catalão. Porém nunca esteve nos planos do então treinador Pep Guardiola, a partir daí passou a rodar por clubes em empréstimos. Retornou ao Sttutgart, depois ao Birmingham City e Wolfsburg. Até que no fim de janeiro de 2012 após retornar da Alemanha, negociou a rescisão do seu contrato e rumou a Rússia para jogar no Krylia Sovetov Samara, numa passagem extremamente rápida onde não obteve destaque, voltou ao BATE Borisov nessa mesma temporada e jogou por um ano, depois rumou a Turquia para jogar no Konyaspor e Gençlerbirliği, passada esta temporada, retornou para seu país natal para voltar a defender o terno do BATE. Por que joga de terno? Apesar de não ter tido nenhum destaque individual nos clubes que passou, Hleb é considerado o maior futebolista da história de seu país. Para tanto veste o terno da sua seleção desde 2001, sendo também o capitão da equipe. 👤 Alyaksandar Pawlavich Hleb 👶 1 de maio de 1981 (35 anos) 🏠 Bielorrusso 👕 BATE Borisov (BLR), Sttutgart (ALE), Arsenal (ING), Barcelona (ESP), Birmingham City (ING),Wolfsburg (ALE), Krylia Sovetov Samara (RUS), Konyaspor (TUR), Gençlerbirliği (TUR). 🏆Campeonato Bielorrusso 99 (BATE Borisov); Campeonato Espanhol 08/09 e Liga dos Campeões UEFA 08/09 (Barcelona). 👑 Futebolista Bielorrusso do ano: 02, 03, 05, 06, 07, 08 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5) #Arsenal #Barcelona #SeleçãoBielorussa
- Alex, o mineiro
Os títulos sempre são marcados por um jogador em especial. O Campeonato Brasileiro de 2001, o primeiro e único conquistado pelo Atlético Paranaense até então, tem nome e sobrenome de um artilheiro bastante conhecido em terras brasileiras na primeira década do século: Alex Mineiro. Alex começou sua carreira no América Mineiro no ano de 1995, marcando 4 gols em 14 jogos. Despertou então o interesse do Cruzeiro, onde desembarcou em 1997 para conquistar seus primeiros títulos como jogador: o Campeonato Mineiro e a Copa Libertadores. Depois ainda passaria por Vitória, União Barbarense e Bahia até retornar para a Toca da Raposa. Em 2001 faria a grande mudança em sua carreira: aceitaria a proposta do Clube Atlético Paranaense. Atacante considerado lento, porém de drible curto e sempre preciso, Alex Mineiro foi peça fundamental na caminha do clube paranaense na conquista do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Assim como seu companheiro de ataque Kléber Pereira, marcou 17 gols durante a campanha e ficou atrás apenas de Romário (21) e Washington (18). Mas o que mais chamou a atenção em Alex Mineiro foi seu ímpeto de artilheiro na fase final do campeonato: marcou um gol nas quartas contra o São Paulo, mais três na semi contra o Fluminense e incríveis quatro nas finais contra o São Caetano. Dos 10 gols marcados pelo Atlético nos quatro jogos finais, Alex fez 8. Depois da incrível performance em 2001, Alex acabaria passando pelo Tigres, do México, pelo Atlético-MG e Kashima Antlers do Japão até retornar ao Atlético-PR em 2007. No fim do ano acertou com o Palmeiras. No clube paulista viveria algo parecido com o seu auge e se tornaria artilheiro do Campeonato Paulista de 2008, com 15 gols, três deles marcados nas finais contra a Ponte Preta. Sem acordo com o clube paulista, foi jogar no Grêmio em 2009, porém sem grande destaque. Voltou ao Atlético-PR ainda em 2009 e encerrou sua carreira no ano seguinte devido a uma série de lesões. Por que jogava de terno? Alex Mineiro podia não ser o mais habilidoso dos atacantes do começo do século, mas seu faro de gol e sua incrível capacidade de ser decisivo nos jogos finais chamaram a atenção dos apaixonados por futebol. É, até hoje, o jogador com mais gols em uma final de Campeonato Brasileiro. 👤 Alexander Pereira Cardoso 👶 15 de março de 1975 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, Cruzeiro, Vitória, União Barbarense, Bahia, Athlético-PR, Tigres (MEX), Atlético-MG, Kashima Antlers (JAP), Palmeiras e Grêmio. 🏆 Campeonato Mineiro 97 e Copa Libertadores da América 97 (Cruzeiro); Campeonato Paranaense 01 e Campeonato Brasileiro 01 (Atlético-PR); Campeonato Paulista 08 (Palmeiras). 👑 Bola de Prata da Revista Placar 2001 e Seleção do Campeonato Brasileiro 2008. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,25) #AméricaMG #Cruzeiro #AtléticoPR #Palmeiras #Grêmio #Brasil
- Terno de linha - Alemanha 2014-2018: do planejamento ao caos
Você pode torcer o nariz, se traumatizar por causa dos 7x1, mas quando se fala de Copa do Mundo, a Alemanha sempre é favorita. Foi assim em 2014 e foi assim agora, em 2018. Provavelmente em 2022 também será assim. Mas o futebol gosta de história e pro bem ou pro mal, lá estão eles, os Alemães. O time germânico chegou para a Copa no Brasil em busca de um resultado que não tinha desde 90. De lá até então, o time ficou no quase em 2002, quando veio forte mas parou nos pés de Ronaldo, que sagrou o Brasil pentacampeão. Para os europeus, a conquista foi adiada para 06, na copa que eles mesmo organizariam. Porém, não foi bem assim. Os donos da casa perderam pra Itália (que se consagraria campeã) e tiveram que se contentar com o terceiro lugar. Dali para frente, o país se viu na necessidade de um planejamento que focasse em sua formação e na regularidade de suas então promessas, como Lukas Podolski. Para a Copa de 2010 na África do Sul, a Federação Alemã confiou o cargo de treinador a Joachim Löw, então assistente de Jürgen Klinsmann, em 2006. Em 2010, o que se viu foi uma Alemanha que acreditava em promessas como Thomas Müller, Metsu Ozil e Manuel Neuer, e em nomes mais consagrados, como Podolski e Klose. Mais uma vez, o país se fez valer de sua força e passou com sobras por seleções como Inglaterra e Argentina nas fases de mata-mata. Ficou mais uma vez na semi-final diante a que seria campeã, a Espanha. Para a Copa no Brasil, os germânicos continuariam com o seu então planejamento de solidificar seus jogadores com a mesma filosofia de Löw. O escrete alemão chegaria em solo tupiniquim com um time que se conhecia, com rodagem e com novas promessas que já tinham passagens marcantes em seus clubes, como o jovem Mario Götze. O time titular era ainda mais qualificado, tendo Manuel Neuer no gol como um dos grandes goleiros da atualidade, Kross que se firmava em sua precisão de passes, Philipe Lahn e Bastian Schweinsteiger, visto como uma espécie de líder daquela Alemanha. A fase de grupos foi sem susto para os germânicos: num grupo com Portugal de Cristiano Ronaldo e um clássico que terminaria em 4x0 para os Alemães, não poderia se esperar outra coisa se não, mais uma vez, eles como principais adversários (ainda mais com a Espanha eliminada na primeira fase) para os donos da casa. Nos mata-mata, pequenos sustos: as oitavas um 2x1 sofrido para uma organizada Argélia e um 1x0 nas quartas contra uma confiante França. Era a vez das semi-final contra os donos da casa, o Brasil. E a gente sabe como aquilo terminou. Diante um Brasil vulnerável, os comandados de Löw puderam praticar (ainda que pasmos) um bom treino de luxo e terminar com o histórico 7x1 diante os brazucas. Era o alívio que os Germânicos precisavam para ir mais uma vez a uma final, depois de dois jogos no sufoco. O adversário era a Argentina de Lionel Messi, que veio querendo fazer bonito na casa do seu principal rival e logo no Maracanã, lugar sagrado para o Brasil e acabar com seu jejum de mais de 20 anos sem um título internacional. Mas a Alemanha veio determinada. O 0x0 no tempo normal, deu tons dramáticos para ambas as equipes, mas do banco veio a salvação alemã: a promessa por Gotze deu certo, fez o gol na prorrogação e finalmente a Alemanha pode gritar tetra campeã. Era a consagração de um time que apostou na eficiência de um planejamento desde a base até a qualificação de seus jogadores mais veteranos. O trabalho era impecável e de agora em diante, era seguir o mesmo rumo e se preparar para a Rússia 2018. E até Moscou, os Alemães continuaram seu trabalho de fortalecimento da base. Fruto disso foi a medalha de Prata nas Olimpadas no Rio em 16. A disputa com o Brasil de Neymar só foi perdida nos pênaltis. Era sinal que o trabalho alemão ainda estava no caminho certo e vencer na Rússia em 18 era questão de meros 7 jogos durante o torneio. E assim vieram para Rússia: com o mesmo Manuel Neuer no gol, vindo de lesão, e uma base que muito lembrava a campeã anterior, comandada, dentro de campo, por um Toni Kross em alto nível. Porém... O susto na derrota contra o México apontou que algo estava errado. Contra a Suécia, um salvador Kross botou os alemães de volta a briga. Agora, o desafio era a fraca e quase eliminada Coreia do Sul. Mas, em nenhum momento o futebol alemão foi de primeira, o empate em 0x0 com os asiáticos dava uma sobrevida aos europeus em tons dramáticos. Porém, um gol com ajuda do inovador arbitro de vídeo dava um ponto final e precoce aos então campeões. A vitória da Suécia por 3x0 conta o México (no outro jogo do grupo), aumentou ainda mais o desespero alemão, que ia inclusive com Neuer na área buscar mais dois gols. Em vão. A Coréia conseguiria mais um gol e sentenciava definitivamente a vida dos então campeões. A Alemanha se vê fora da Copa da Rússia jogando um futebol que nada lembrou aquele das copas anteriores. Agora, resta saber se esse foi apenas um capítulo de uma história que haverá boas surpresas para os alemães ou se foi definitivamente a ruína do planejamento de Joachin Löw. Até o Catar em 2022 deveremos ter a resposta. 🏆 Copa do Mundo de 2014 👕 Time base: Neuer, Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker) e Höeweds; Schweinsteiger, Khedira (Draxler), Kross e Ozil. Müller e Klose. Técnico: Joachim Löw 👤 Principais classudos: Neuer, Kross, Müller, Schweinsteiger e Philipp Lahm. 📺 Brasil 1x7 Alemanha, semi-final da Copa do Mundo de 2014. ⚽ Mario Götze, aos 8 minutos da segunda etapa da prorrogação, Final da Copa do Mundo de 2014 📷 Getty images
- Especial Copa do Mundo - Alemanha 1990: Quebrando barreiras
O alemão é um povo que transmite a sensação de ter pouco carisma e ser frio quando o assunto é sentimento, mas se existe um ano que eles guardam com carinho no coração, este ano é 1990. Ainda tentando recuperar-se das sequelas e destroços deixados pela Segunda Guerra Mundial, a Alemanha, no âmbito político, econômico e territorial, vivia um período que ficou conhecido na história como Guerra Fria. Já nos gramados, rivalizava com a Seleção da Holanda, naquele momento, atual campeã da Eurocopa e carrasco dos alemães no mundial de 78, e também com a Seleção Argentina, campeã em cima da própria Alemanha em 86. A Copa de 90, sediada pela Itália, ficou conhecida como a copa “do sono” ou “das defesas”. Foi marcada pela grande quantidade de empates e por ter a menor média de gols da história das Copas: 2,2 gols por jogo. Apenas uma seleção destoava das outras e provava o contrário. Com a não classificação da Alemanha Oriental para a Copa, Franz Beckenbauer liderava o terno germânico ocidental ao Tri Campeonato Mundial, e ao próprio título individual, igualar-se ao Mário Zagallo e ganhar a Copa do Mundo como jogador e técnico. É até óbvio demais dizer que a Alemanha Ocidental foi a Campeã Mundial naquela Copa. Assim como acaba sendo quase um pleonasmo Franz Beckenbauer ganhar a copa das defesas, mas foi exatamente isso o que aconteceu. A seleção mesclava juventude e experiência na medida certa, com Jürgen Kohler comandando a zaga, Berthold e Brehme voando nas laterais, Matthäus e Häßler comandando a meiuca e Völler e Klinsmann protagonizando o ataque mais fatal daquela copa. A Alemanha Ocidental fazia o simples de forma perfeita. Atacando em um 3-5-2 e defendendo no 5-3-2, os “Die Adler” se classificaram de forma invicta nas eliminatórias, com três vitórias e três empates, ficando atrás apenas da Laranja Mecânica na classificação final. Compondo o grupo D ao lado de Iugoslávia, Colômbia e dos estreantes Emirados Árabes Unidos, comandados por Carlos Alberto Parreira, os alemães não tiveram problemas para classificarem-se. Com as goleadas de 4 a 1 em cima da Iugoslávia e 5 a 1 nos EAU, tiraram o pé pra enfrentar a Colômbia empatando o jogo em 1 a 1. A primeira seleção das fases finais foi a temível Laranja Mecânica, composta por nomes como Gullit, Rijkaard e Van Basten, porém, com a vingança já engasgada na garganta, eliminou os holandeses com gols de Klinsmann e Brehme, na vitória por 2 a 1. Nas quartas, a adversária foi a forte seleção da Tchecoslováquia, eliminada com o gol do capitão Lothar Matthäus, logo na primeira etapa. Nas semis, enfrentaram a Inglaterra de Lineker e Gascoigne, em um dos jogos mais difíceis daquele mundial. Após o empate de 1 a 1 durante o tempo normal e a prorrogação, a disputa foi para os pênaltis, em que o sangue frio dos alemães foi essencial para vencer por 4 a 3. Eis então que o forte plantel da Alemanha Ocidental chegava a terceira final consecutiva, a segunda contra a Argentina de Maradona, e dessa vez, o vice não seria tolerado. Em uma das finais de Copa do Mundo mais violentas, os Argentinos tentaram de todo o jeito “catimbar” a partida, tendo dois jogadores expulsos. Com Maradona iniciando o declínio da sua carreira, e sofrendo com Buchwald no seu encalço, os alemães sofreram um pênalti aos 40 do segundo tempo e, dessa vez, o especialista Andreas Brehme não iria perdoar. A Alemanha Ocidental se igualava ao Brasil e à Itália, como Tri Campeã Mundial. A taça era o objeto de desejo de todas as seleções que disputaram aquele mundial, mas para a Alemanha, ela viria com a paz, a liberdade e a redenção. No mesmo ano de 1990, foi anunciada a reunificação do país, e se iniciou a demolição do famoso Muro de Berlim, que dividia a Alemanha e o mundo ao meio. Era o começo do fim e, a partir daquele ano, nunca mais dividiríamos a Alemanha em Ocidental ou Oriental, nem mesmo utilizaríamos os termos Tchecoslováquia ou União Soviética para definir nações. Em 1990 a Alemanha, de fato, quebrou barreiras. 🏆 Copa do Mundo 1990 👕 Time base: Bodo Illgner; Guido Buchwald, Klaus Augenthaler e Jürgen Kohler; Thomas Berthold (Stefan Reuter), Andreas Brehme, Lothar Matthäus, Thomas Häßler e Uwe Bein (Pierre Littbarski); Rudi Völler e Jürgen Klinsmann. 👤Os principais classudos: Andreas Brehme, Lothar Matthäus e Jürgen Klinsmann. 📺 Argentina 0x1 Alemanha Ocidental na final da Copa do Mundo de 1990. ⚽ Brehme, de pênalti, aos 40' do segundo tempo na final de 90. O único gol da partida na vitória por 1x0 sobre a Argentina. #SeleçãoAlemã #CopadoMundo #CopadoMundo1990
- Ali Dia: O maior enganador do futebol mundial
No jargão do futebol, dizemos que um jogador "enganador" é que nem político: promete muito e cumpre pouco. Aquele que consegue jogar em grandes clubes do país e do mundo mesmo sem ter tido méritos para isso. Há vários exemplos por aí. Só que nenhum deles chega perto do maior enganador de todos os tempos no futebol mundial, e não estamos falando em sentido figurado. Hoje, no Dia da Mentira, contaremos a história (verdadeira) de Ali Dia. Preste atenção nesta história (é real, eu juro): o ano era 1996 e o Southampton precisava urgentemente de um atacante para compor o elenco, já que vários deles sofriam com lesões. De repente, o telefone do técnico Graeme Souness toca. Era ninguém menos que George Weah, eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA no ano anterior. Weah, que é nascido na Libéria, disse que tinha um primo de Senegal de 22 anos que havia jogado com ele no PSG , estava na segunda divisão alemã e era constantemente convocado para a Seleção Senegalesa. Seu nome era Ali Dia. Em tempos pré-internet - o Google, que facilmente desmentiria esta história só fora criado 2 anos depois - Souness resolveu aceitar o conselho do suposto Weah e pediu a contratação do "jovem" jogador (atenção para as aspas). Afinal, O QUE PODERIA DAR ERRADO? Dias depois, ele chegou à Inglaterra. Nos treinos não houve qualquer indício da mínima qualidade com a bola nos pés. Mas parece que o destino estava mesmo afim de pregar uma peça. Em seu primeiro jogo amistoso, que seria contra o Arsenal, uma forte chuva fez com que cancelassem a partida. Mesmo assim, foi escalado para o banco no jogo da Liga Inglesa contra o Leeds para que, enfim, pudesse ser observado em campo, de fato. E não é que o atacante principal se machucou no meio de jogo? Como única opção disponível, entra em campo Ali Dia. O que se viu a partir dali foram 53 minutos assombrosos de um cara que parecia não fazer a menor ideia do que fazer com a bola. Depois do jogo, indignado, o técnico do Southampton resolveu então ligar para George Weah e tirar essa história a limpo. Foi então que ele descobriu que: - George Weah não havia feito qualquer ligação para falar de um jogador que ele sequer conhecia. - Ali Dia tinha 31 anos, não 22. - Ele nunca havia jogador uma partida sequer por um clube de futebol profissional. Dia apareceu no clube apenas mais uma vez e depois disso nunca mais foi visto. Nem na faculdade, onde havia feito administração, nem em qualquer outro clube do mundo. Virou piada na imprensa esportiva, se tornou uma lenda, considerada a pior contratação de todos os tempos e veio parar aqui no Joga de Terno. Por que (não) jogava de terno? Não, ele nunca jogou nem com uma gravatinha, mas que fez história no futebol isso ele fez!!! 👤 Aly Dia 👶 20 de agosto de 1965 (52 anos) 🏠 Senegal 👕 Southampton 🏆 hahahahahaha 👑 Pior contratação de todos os tempos Classômetro: (0)
- Fio Maravilha, nós gostamos de você
Ele era desengonçado, folclórico e tinha a fama de perder gols feitos. Como então João Batista de Sales virou Fio Maravilha e teve direito a uma música composta por Jorge Bem Jor? Já vamos chegar lá. Antes é bom contar a história do mineiro que saiu de Conselheiro Pena (MG) ainda adolescente para jogar no Flamengo . Longe de ser um craque, Fio disputou 167 jogos e marcou 44 gols com o terno rubro-negro, entre os anos 1960 e 1970. Apesar de atacante, não tinha um faro artilheiro. Mesmo assim, a torcida nutria um certo carinho por ele. E foi assim que começa a história que virou música. Em 1972, o Flamengo enfrentou o Benfica em um amistoso no Maracanã e, atendendo aos pedidos da torcida, Fio entrou em campo no segundo tempo. Marcou o gol da vitória por 3 a 2. Gol não, golaço. Driblou zagueiros, goleiro e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade em gol. Foi o que bastou para que a torcida o apelidasse de Fio Maravilha e o mestre Jorge Ben compusesse uma das músicas mais conhecidas do Brasil. Só que, influenciado por um advogado, o jogador processou o cantor. Anos mais tarde, alegou que tudo não passou de um mal-entendido e pediu desculpas. Voltando à carreira de jogador, Fio não conseguiu repetir a fama que o tornou um dos queridinhos da torcida rubro-negra. Passou por Paysandu , Avaí e São Cristóvão. Em 1981, mudou-se para os Estados Unidos para tentar a carreira no que prometia ser o novo celeiro do futebol mundial. Fio defendeu três clubes, acabou se aposentando e fixou residência na terra do Tio Sam. Por que jogava de terno? Tá, a gente sabe que jogar de terno é um termo muito forte para o Fio. Mas no futebol, não são apenas os craques que ganham o reconhecimento da torcida. Fio era desengonçado, perdia muitos gols, mas era esforçado. Sempre defendeu o quanto pôde a camisa do clube que o revelou. E, cá entre nós, não é qualquer um que ganha uma música escrita pelo Jorge Ben, não é? 👤 João Batista de Sales, o Fio 👶 19 de janeiro de 1945 🏠 Brasileira 👕 Flamengo, Paysandu, CEUB-DF, Desportiva-ES, Avaí, São Cristóvão-RJ, New York Eagles (EUA), Monte Belo Panthers (EUA) e San Francisco Mercury (EUA) 🏆 Campeonato Carioca 65 e 72 (Flamengo); Campeonato Capixaba 77 (Desportiva) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 (6) 📸 Revista Placar #Flamengo #Paysandu #Avaí
- Franck Ribéry: Terceiro melhor do mundo
O JdT de hoje é sobre um francês que começou a jogar futebol aos 6 anos de idade e se firmou, ainda novo, no gigante Bayern de Munique. São 11 anos de terno bávaro e importantes títulos nacionais e internacionais. A história recente da equipe alemã conta com grandes nomes e não podemos deixar de fora o do ponta-esquerda, Franck Ribéry. O classudo foi observado por vários times quando jogava em Galatasaray e Olympique de Marseille, atraindo mais olhares na Copa do Mundo de 2006 pela Seleção Francesa. Ribéry chegou ao Bayern em 2007, sendo apresentado com outros nomes promissores. O presidente, Franz Beckenbauer, estava animado com as contratações. A equipe baviera conquistou a Copa da Liga Alemã e o Campeonato Alemão, Ribéry se consagrou artilheiro e melhor jogador nessas competições. Em 2013 foi eleito o terceiro melhor jogador do mundo, perdendo apenas para Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. No mesmo ano recebeu o prêmio de melhor jogador da Europa e conquistou o Mundial de Clubes FIFA. Na final, contra o Raja Casablanca, os alemães ganharam por 2 a 0 chegando ao terceiro título mundial. Ribéry marcou um gol na partida contra o Guangzhou Evergrande da China. Além das premiações individuais e do mundial, o classudo encerrou a temporada com Campeonato Alemão, Copa da Alemanha e Liga dos Campeões no currículo. Tríplice Coroa, um feito para poucos! Franck Ribéry é um dos jogadores com o maior número de títulos alemães pelo Bayern de Munique , ao todo oito, mesmo número de craques como Bastian Schweinsteiger, Oliver Kahn, Mehmet Scholl e Philipp Lahm. Diante de várias especulações sobre sua saída do clube bávaro, o contrato do ponta foi renovado até o ano que vem. A identificação entre jogador e torcida pesou para a diretoria, “Munique se tornou minha casa e a de minha família” disse o craque. Foi convocado para a Copa do Mundo de 2014, mas por problemas médicos não pode jogar. No mesmo ano disse que não jogará mais pela Seleção Francesa. Bom driblador, ágil e talentoso se destaca no quesito assistências. Atualmente está se recuperando de um problema físico, o técnico Niko Kovac lamenta não poder contar com o jogador na Liga dos Campeões UEFA. Ribéry atuou com o terno alemão em 398 jogos e marcou 117 gols. Por que joga de terno? Desde sua criação, em 2010, o Bola de Ouro FIFA é dominado por classudos de Barcelona e Real Madrid, mesmo com média de gols abaixo das de seus concorrentes Ribéry chegou a ser apontado como merecedor do prêmio devido ao louvável número de títulos conquistados na temporada. O terceiro lugar não apaga essa trajetória e reafirma sua importância para o Bayern de Munique. Nos últimos anos, jogou ao lado de Xabi Alonso, Thomas Müller e Robben e conseguiu espaço, o nome do francês é citado pela torcida bávara ao lado desses e outros craques. 👤 Franck Ribéry 👶 7 de abril de 1983 🏠 Francês 👕 Boulogne, Olympique Alès, Brest, Metz, Galatasaray (TUR), Olympique de Marseille (FRA), Bayern de Munique (ALE) e Seleção Francesa. 🏆 (principais) Mundial de Clubes FIFA 13, Liga dos Campeões UEFA 12/13, Campeonato Alemão 07/08, 09/10, 12/13, 13/14, 14/15, 15/16, 16/17, 17/18 e Copa da Alemanha 07/08, 09/10, 12/13, 13/14, 15/16 (Bayern de Munique) 👑 (principais) 3º Melhor Jogador do Mundo FIFA 13, Melhor Jogador do Mundial de Clubes FIFA 13, Melhor Jogador da Europa 12/13 e Jogador Francês do Ano 07, 08 e 13. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,1) 📷 Getty Images









