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- Geovani: o pequeno príncipe
Vocês podem ter percebido que estamos com uma série que mostra a seleção de base de todos os tempos dos times brasileiros . E a do Vasco a gente postou há pouco tempo. Muito classudo comenta um nome que teria faltado. E um deles chamou nossa atenção: Geovani, que tem uma passagem incrível pelo time da Colina e é ídolo. Ele é o nosso classudo de hoje. Geovani não está em nossa relação na série porque ele foi revelado pela Desportiva Ferroviária, do Espírito Santo, sua terra natal. O capixaba ganhou fama por lá e chamou atenção dos grandes clubes. O Vasco levou a melhor e o terno cruzmantino foi ostentando pelo meia. A habilidade de Geovani no início dos anos 80 chamou não só atenção dos clubes, mas como da seleção de base. O jovem vascaíno era comumente convocado e lá começou a colecionar taças, como o sulamericano e a copa do mundo sub 20 de 83. No Vasco, não demorou pra ganhar status de craque. Foi um meia com decisões rápidas, habilidoso. Daqueles que colocavam a bola onde quisessem e com um talento incrível. Pela idade, brigas com o então técnico vascaíno Antônio Lopes e a rapidez que aconteceu sua ascensão, vez ou outra foi irregular, mas nada que atrapalhasse a boa fase. Geovani integrou a seleção nas olimpíadas de Seul, em 88 e com Bebeto e Romário formou uma trinca quase mortal. Alguns dizem que sua ausência - por suspensão - na final foi sentida e dai a medalha de prata. Em 89, numa fase ruim tanto no vasco quanto na seleção, às vésperas da copa, foi atrás de ritmo na Itália, precisamente no Bologna. Não deu certo e ele foi preterido por Sebastião Lazarone e acabou não participando do torneio em 90. O craque ainda teria algumas voltas no Vasco, mas sem o brilho de antes. Na década de 90, além do Cruzmaltino, jogou em sua terra natal em alguns times, até se aposentar no Vilavelhense. Tentou a vida na política e hoje segue se recuperando das sequelas de um câncer na coluna. Por que Geovani jogava de terno? Geovani foi um meia clássico, de pouca corrida, mas de uma precisão incrível, tanto para dar passes quanto para fazer gol. Não é à toa que foi reverenciado pelo apelido de Pequeno Príncipe, justamente num time cheio de realezas como o Vasco. Classudaço! 👤 Geovani Faria da Silva 👶 6 de abril de 1964 🏠 Brasileiro 👕 Desportiva Ferroviária - ES, Vasco, Bologna, Karlsruher SC (ALE), Tigres (MEX), XV de Jaú, ABC-AL, Rio Branco - ES, Serra - ES, Linhares - ES, Tupy - ES, Vilavelhense - ES e Seleção Brasileira.🏆 (principais) Campeonato Carioca: 82, 87, 88, 92, 93 (Vasco), Copa do Mundo sub-20: 83, Copa América: 89, Medalha de Prata nas olimpíadas de Seul: 89 (seleção Brasileira) 👑 Bola de Ouro e artilheiro da Copa do Mundo sub-20 de 1983.Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,1)📷 Divulgação Vasco.com.br
- Seedorf! Oba! Oba
Terno rubro-negro, terno alvinegro, terno nerazurri e o pesado terno laranja holandês. Todo smoking é mero detalhe pro desfile desse classudo. Respeitado mundo afora por qualquer torcida, seja ela do time em que jogou ou do adversário, aplaudir de pé a classe do cara é pouco. Estamos falando de Clarence Clyde Seedorf. Classe, elegância, respeito: camisa pra dentro do calção, meia sempre levantada e nada de gola polo pra cima. Quem quer respeito se dá ao respeito. Talvez seja de criação, lá de Paramaribo no Suriname, onde nasceu. Junta com a fina estirpe holandesa onde cresceu e o garbo italiano onde se consagrou, Clarence é certamente dos jogadores mais multiculturais do futebol. Fala oito idiomas (fluentes) e da Holanda ao Brasil (passando por Itália e Espanha), ajudou o esporte de alguma forma. Em todos eles, com um futebol de primeiríssima qualidade. No Ajax, seu primeiro time profissional, foi o jogador mais jovem a vestir o terno do clube e ser campeão, em 1992. Sua maturidade mesmo ainda tão novo (16 anos) e qualidade durante a campanha campeã da Copa da Holanda, chamaram atenção do mundo. Ainda seria campão da Liga dos Campeões, na temporada 94/95. Seedorf desfilou (após uma passagem pelo Sampdoria) pelo poderoso Real Madrid, onde pode rechear ainda mais sua lista de títulos: outra Liga dos Campeões e sua segunda Copa Intercontinental. Sempre, claro, tratando bem a bola, respeitando o tapete verde que desfilava. Seu auge foi jogando pelo Milan (depois de duas temporadas pelo Internazionale de Milão): foram 10 anos em plena forma e vários títulos, dentre duas Ligas dos Campeões e um mundial de Clubes. Seedorf virou ídolo dos Milanistas. No final de sua década no Milan, Seedorf já não precisava provar mais nada pra ninguém. Fosse o que mostrou ao mundo durante seus 20 anos de carreira, fosse por seus títulos dos mais importantes do mundo. Aos 36 anos foi anunciado pelo Botafogo no que seria a maior transação do futebol nacional dos últimos anos e, talvez, a maior da história do Glorioso. No dia 06 de julho de 2012 a torcida alvinegra lotou o aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro, numa festa há tempos não vista no país. 17.000 pessoas foram ao Engenhão acompanhar sua apresentação. Por que Clarence Seedorf jogava de terno? No Botafogo, muitos disseram que o jogador viera encerrar sua carreira. Com isso, se esperava um “ex-jogador em atividade”: Seedorf (que virou Seedão) comeu bola em seus quase dois anos vestindo o terno que já vestira Nilton Santos, Didi, Amarildo e Garrincha. Seu melhor jogo talvez tenha sido contra o Cruzeiro, em 2012: desfilou a encher de lágrima o olho de qualquer fã de futebol, fazendo dois golaços – numa virada dentro do Independência - e já no segundo tempo mostrou uma incrível forma física arrancando da intermediária, deixando pra trás adversários mais novos e lançando a bola do lado oposto para o jovem Jadson marcar o gol. É importante, talvez necessário, falar de uma forma mais extensa da passagem do Holandês pelo Botafogo devido sua postura, liderança e disposição durante o tempo que ficou aqui no Brasil. Clarence é amado até hoje pela torcida do Botafogo e respeitado por qualquer adversário que reconhece o alto nível que Seedorf aplicou, naquele tempo, ao futebol nacional. O meia deixou de jogar no início de 2014 pra treinar o Milan. Seedorf foi polivalente, herança da incrível escola holandesa. No meio de campo do Milan fez uma trinca incrível com Gattuso e Pirlo. Antes, no Real Madrid, formou a geração “pré-galática” de Zidane e Ronaldo, mas deixou para seus “herdeiros” um time de alto nível como requeria aquele esquadrão. A torcida não esquece o golaço marcado contra o Atlético de Madrid, num chute distante 45 metros do Gol. Na seleção holandesa foi por anos a grande referência. Muitos creditam sua ausência nas copas de 2006 e 2010 a falta de um titulo da seleção holandesa, sobretudo na campanha vice-campeã na África do Sul. Nas ocasiões, preferiu dar espaço aos mais novos. 👤 Clarence Clyde Seedorf 👶 01 de abril de 1976 (40 anos) 🏠 Surinamês / Holandês 👕 Ajax, Sampdoria, Real Madrid, Internazionale, Milan, Botafogo, Seleção Holandesa e Seleção Surinamesa (jogos não oficiais). Como treinador: Milan🏆 (principais): Campeonato Holandês: 92-93 (Ajax); Campeonato Espanhol: 96/97 (Real Madrid); Campeonato Italiano 03/04, 10/11 (Milan); Liga dos Campeões da Europa: 94/95 (Ajax), 97/98 (Real Madrid) 02/03, 06/07 (Milan), Mundiais interclubes: 95 (Ajax), 98 (Real Madrid) e 07 (Milan). 👑 Bola de Ouro do Campeonato Holandês: 92/93, 93/94; Bola de Ouro do Campeonato Italiano: 03/04; Melhor Meia do Futebol Europeu 07; Bola de Prata do Mundial interclubes 07; Bola de Prata da revista Placar 13. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,1)
- Sepp Maier: o anjo irônico
Geralmente, se diz que os alemães são pessoas mais carrancudas, de expressões fechadas. Se o esteriótipo for verdadeiro, nosso histórico classudo de hoje foge à regra. Bem humorado, extrovertido e que graças ao seu bom humor - e aos cabelos loiros encaracolados - ganhou esse apelido que batiza o texto. Cara fechada com o lendário Sepp Maier só mesmo para amedrontar atacante. Nascido Josef Dieter Maier, em Haar, na Alemanha, o goleiro que pegou de tudo e mais um pouco contra a inigualável Laranja Mecânica em 1974, é ídolo em Munique graças a sua duradoura passagem pelo Bayern. Aliás, bem como o goleiro brasileiro Rogério Ceni, só defendeu um time em toda sua carreira, justamente os Bávaros vermelhos. A mitologia em torno do goleiro faz ele ter fãs tão consagrados como ele. Oliver Kahn , goleiro alemão vice campeão mundial em 2002, já declarou que Sepp sempre foi uma de suas inspirações. Amigo de longa data de Franz Beckenbauer, Sepp sempre viu no zagueiro um incentivador. Mas de outro esporte: o tênis. Talvez porque Maier nunca foi lá habilidoso com a bola nos pés, mas sua paixão sempre foi grande. Podemos dizer que, talvez, o nosso hoje classudo aliou a habilidade das mãos praticadas no tênis com a paixão pelo futebol e torou-se goleiro. Brincadeiras à parte, os bons posicionamentos do tênis deram a Sepp uma baita habilidade debaixo das traves, bem observada pelos preparadores da base do Bayern de Munique. Levado pelo mesmo Franz - agora convencido de que o amigo poderia sim jogar futebol - o goleiro é considerado um dos pilares responsáveis por mudar o patamar do time. Naquela época, os bávaros possuíam apenas um título de expressão: o campeonato alemão de 32. Graças a dupla, que se juntaria ainda o atacante Gerd Müller, o Bayern fui campeão de quase tudo em campo: nacionais, liga dos campeões e intercontinental. Nos vermelhos, Sepp chamava atenção pela postura e pelo reflexo. E é claro que a seleção Alemã não deixaria de fora um talento nato como aquele. Em 66 viu do banco a Inglaterra vencer a copa em cima de seus compatriotas . Mas em 74 já era dono absoluto da posição. E talvez o maior responsável por ajudar a vencer uma das seleções mais poderosas de todos os tempos: a Holanda de Cruyff . Com defesas inacreditáveis de Maier, a Alemanha fui surpreendentemente campeã naquela Copa. O prestígio do goleiro só se fazia aumentar - bem como seu bom humor: uma copa depois, em 78, o atacante Fisher estava rodeado de repórter. No meio do bolo, alguém lhe pergunta "como alguém tão ruim poderia fazer parte de um time campeão do mundo?". Furioso, o atacante vai atrás do questionador que era ninguém mais, ninguém menos que seu companheiro de time em uma de suas "travessuras" tão características. Naquela época, o Sepp Maier já tinha em seu currículo 3 ligas dos campeões pelos bávaros e já era uma lenda. Ainda assim, mesmo tri-campeã nacional, o time não andava bem no nacional. Único jogador que conseguiu encarar a imprensa no meio da crise, Sepp disse que já teria resolvido o problema do time: "enviamos um ofício a Federação Alemã pedindo que nossos adversários joguem com um a menos. Assim, não terá um atacante em minha frente para marcar o gol. Por que Sepp Maier jogava de terno? Stepp Maier certamente estará em alguma lista de melhores do mundo feita por um especialista. Não é pra menos. O que ele fez com o terno alemão e bávaro o fez ser um dos maiores em sua posição. Esguio, conseguiu reflexos incríveis e era dono de um posicionamento que não perdia qualquer atacante ser feliz. Monstruoso! 👤 Josef Dieter Maier 👶 28 de fevereiro de 1944 🏠 Alemão 👕 Bayern de Munique e Seleção Alemã 🏆 Campeonato Alemão: 69, 72, 73 e 74. Copa da Alemanha: 66, 67, 69 e 71. Liga dos Campeões da UEFA: 74, 75 e 76, Copa Intercontinental: 76 (Bayern de Munique). Eurocopa: 72 e Copa do Mundo Fifa: 74 (Seleção Alemã). 👑 Futebolista alemão do ano: 75, 77 e 78. Melhor Goleiro da copa do Mundo de 1974. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,0) 📷 BZ Online (retirado de http://footballarchive.tumblr.com #BayernMunique #SeleçãoAlemã #CopadoMundode1974 #LigadosCampeões
- Renato Joga de Terno
Não foram poucos os leitores que pediram o nome desse classudo pra gente. Vamos atender, então, e falar de Renato Florêncio. Como devem saber, Renato no Santos tem a fama de jogar de terno, devido a sua elegância e seriedade dentro das quatro linhas. Renato foi um daqueles “moleques da Vila” - apesar de ter sido revelado pelo Guarani e não ser tão novo quanto os outros destaques santistas – que ajudaram o Santos a conquistar o campeonato brasileiro de 2002, junto com Robinho e Diego. Sempre foi considerado um jogador de classe, um volante sério e comprometido. Em 2004, mais uma vez foi campeão brasileiro pelo time da Vila. As boas atuações naquelas três temporadas no Santos chamaram a atenção dos europeus e, logo depois da conquista do brasileiro, foi transferido para o Sevilla. Saiu como mais um ídolo da nova geração santista, assim como Robinho e Diego. Por lá, amadureceu e já prestava serviço à seleção canarinho. Ainda em 2004, fez parte de uma forte equipe brasileira, reformulada depois da copa de 2002 e que já pensava na copa da Alemanha em 2006. Renato foi um dos personagens de um histórico e épico Brasil x Argentina (a primeira final entre as duas equipes numa Copa América), só que negativamente: falhou nos últimos minutos da partida que estava empatada. Graças a sua falha, Delgado pode bater de primeira e deixar a vantagem aos “Hermanos”. Bom, sabemos como terminou aquela final: gracinha dos argentinos, última bola da partida nos pés do imperador, gol! 2x2, pênalti e Brasil Campeão. A falha de Renato quase passava batida. Com o terno do Sevilla Renato continuava a exibir o bom futebol que o consagrou no Santos. Aos poucos, Renato também foi se sagrando ídolo por lá, conquistando títulos importantes como a Copa da UEFA em 2006 e 2007 e também a Super Copa da Espanha e a Europeia (em 2006 e 2007 respectivamente). Até hoje é o estrangeiro com mais jogos pelo time. Depois de sete anos na Espanha, a idade pesou e Renato opta por voltar ao Brasil. Em 2011 é contratado pelo Botafogo, onde chega com status de super craque. No Glorioso se mante estável na posição e formou a boa equipe carioca de 2013 liderada por Seedorf. Mas em 2014 abre mão da libertadores pela equipe carioca e volta a Santos, certamente para encerrar a carreira. Hoje lidera a nova geração da molecada da Vila. Por que jogava de terno? “O Renato não joga, ele desfila em campo”. Certamente não é só Gabriel, atual craque do time santista, que pensa isso de Renato. Cerebral desde os tempos de garoto, com passes finos e precisos. Volante que marca seus gols e absolutamente leal nas jogadas. Não é à toa que Renato Joga de Terno! 🚹 Renato Dinei Florêncio Santos 👶 15 de maio de 1979 (36 anos) 🏠 Brasileiro 👕 Guarani, Santos, Sevilla (ESP), Botafogo e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Campeonatos brasileiros 02, 04 (Santos); Copa UEFA 06 e 07, Copa do Rei 06/07, Copa América: 04, Copa das Confederações: 05 (Seleção Brasileira) 👑 Bola de Prata Revista Placar 03 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,3)
- O Velho Lobo
Um dos maiores ícones da história do futebol brasileiro, o Velho Lobo está longe de ser um dos maiores craques em campo. Mesmo assim a história de Zagallo se confunde com a da Seleção Brasileira. O tricampeonato estadual pelo Flamengo (53, 54, 55) o credenciou a participar da Copa de 58. Atuando como ponta-esquerda ajudou a trazer o nosso primeiro título mundial com a "amarelinha''. E repetiu o feito em 62, marcando um gol na final. Encerrou a carreira em 65, aos 34 anos, o que pra muitos seria o fim da relação com o futebol. Mas ele voltou, em 70, como treinador daquele timaço e trouxe o tri. Em 74 não teve o mesmo sucesso na seleção e continuou sua carreira como treinador, agora por clubes. Na Copa de 94 voltou à seleção como auxiliar técnico de Parreira e: tetra. Na Copa seguinte, em 98, os cargos se inverteram mas Zidane tinha outros planos para aquela taça. Em 2006 ele repetiu a parceria de 94, fiasco total, encerrando assim, sua carreira na beirada do tapete verde. Foram ao todo 102 jogos como treinador nos quais obteve 74 vitórias, 23 empates e cinco, 5, C-I-N-C-O DERROTAS!!! Foram 48 ANOS dedicados à Seleção Brasileira e 4 títulos mundiais, o único a conseguir este feito. Por que jogava de terno? J-O-G-A-V-A-D-E-T-E-R-N-O tem 13 letras. 🚹 Mário Jorge Lobo Zagallo 👶 9 de agosto de 1931 (85 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América- RJ, Flamengo, Botafogo e Seleção Brasileira 🏆 (principais) Como Jogador: Copa do Mundo 58 e 62 (Seleção Brasileira). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,6)* *nota reavaliada #CopadoMundo1958 #CopadoMundo1962 #Botafogo #CopadoMundo1970 #Brasil
- Rodrigo Gral: o Santo Gral
O classudo de hoje é um atacante daqueles matador. Com mais de 600 gols, o jogador coleciona quase 20 clubes na carreira. Entre eles, dois clubes se destacam: o que o revelou e o do coração. O Joga de Terno de hoje conta um pouco da história de Rodrigo Gral. Rodrigo Gral foi revelado pelo Grêmio em 1995. E uma situação o tanto curiosa o fez chamar a atenção do Felipão, comandante gremista na época. Ainda jogando pelo juvenil do Grêmio, o grupo estava auxiliando no treinamento da equipe profissional. Em uma jogada ensaiada de falta do time principal, na qual Carlos Miguel rolava para Dinho chutar, Rodrigo, na barreira, se atirou em um carrinho para bloquear o chute do experiente volante. O jogador chegou a ser repreendido por Dinho por 'atrapalhar' o ensaio da jogada, mas foi defendido pelo treinador da equipe, que desde então passou a levar o jovem atacante para os jogos. Rodrigo fez parte do poderoso esquadrão tricolor que venceu a Libertadores, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, mas nunca se firmou na posição. O principal motivo: um atacante chamado Jardel. As poucas oportunidades usando o terno gremista, faziam o Lobo Gral ser emprestado algumas vezes, mas ele sempre acabava voltando ao tricolor gaúcho, após ter boas sequências nos clubes que atuava. Assim foi até 2001, quando Gral saiu do Grêmio rumo ao Sport e, após passagem curta pelo clube pernambucano, rumou para o Japão, onde atuou até 2006. O atacante jogou por alguns clubes do Japão e depois do Catar até retornar ao Brasil em 2010. Porém, a carreira do jogador foi ter destaque novamente em 2012, quando Gral assinou com o clube da sua cidade natal e que levava no coração: a Chapecoense . Pela Chape, Gral não só teve a alegria de defender o clube do coração, como fez parte do início da ascensão do clube catarinense no cenário nacional. Rodrigo Gral ajudou a equipe a subir da Série C para a Série B. Além disso, teve a felicidade de marcar o gol de nº 500 na carreira usando o terno verde da Chape. O atleta rescindiu contrato com o Verdão do Oeste em 2014 e defendeu alguns clubes menores do país, até encerrar carreira, em abril deste ano. Por que jogava de terno? Rodrigo Gral tinha faro de gol. Não a toa marcou mais de 600 gols ao longo de sua carreira. Ótimo finalizador, Rodrigo chegou a ganhar chance na seleção sub-20 do Brasil, onde atuou ao lado de Ronaldinho Gaúcho, mas acabou não passando disso. Pode não ter sido um craque, mas é lembrado com certo apreço pelos torcedores dos clubes pelo qual passou. 👤 Rodrigo Gral 👶 21 de fevereiro de 1977 🏠 Brasileiro 👕 Grêmio, Juventude, Flamengo, Sport, Jubilo Iwata (JAP), Yokohama Marinos (JAP), Omiya Ardija (JAP), Al-Khor SC (QAT), Al-Sadd SC (QAT), Bahia, Santa Cruz, DPMM FC (Brunei), Chapecoense, Juventus de Seara, Gama, Concórdia, FC Djursland (DIN) e Operário-MS. 🏆 (principais): Libertadores da América 95, Campeonato Brasileiro 96, Copa do Brasil 97 (Grêmio), Campeonato Japonês 02 e Copa do Imperador 03 (Júbilo Iwata). 👑 Sem títulos individuais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5) 📷 Sirli Freitas / Agência RBS
- Ambrosini, um ídolo invisível?
Dezoito anos: este foi o tempo que Ambrosini defendeu as cores do Milan pelos tapetes verdes da Itália e do mundo. Foi o cão de guarda da época de glórias da equipe italiana e atuou com grandes craques. Não tinha técnica refinada, é verdade. Talvez até fosse mais conhecido pelas faltas duras nos adversários. Mas sua disposição e paixão pelas cores preta e vermelha o levaram ao hall de ídolos da torcida rossonera. Ambrosini foi um daqueles jogadores “invisíveis”. Entre aspas, porque se não aparecem com as melhores estatísticas ou em jogadas magistrais, carregam o piano frente a defesa. Para jogar nesta região do campo é necessário um entendimento tático do jogo, assim como raça e vigor físico para marcar os craques adversários. Nosso classudo de hoje não dava trégua nas divididas. Com o terno 23, sua identificação com o Milan o tornava um líder espontâneo. A faixa de capitão esteve sob a responsabilidade algumas vezes, mas não era necessária para ser respeitado pelos colegas do elenco. Ambrosini jogou 344 jogos oficiais como cão de guarda da defesa rubro-negra italiana. Na Seleção Italiana apareceu em algumas convocações, mas com pouco destaque. Ambrosini sofreu com algumas lesões, justamente em épocas de preparação para a Eurocopa e Copa do Mundo. Por que jogava de terno? Em meio ao futebol globalizado onde por vezes as cifras são o que mais importa para um jogador, é de se admirar que Ambrosini tenha ficado por 18 anos no Milan. A identificação com o clube e sua torcida o colocaram na prateleira de ídolos do time italiano. 👤 Massimo Ambrosini 👶 29 de maio de 1977 (39 anos) 🏠 Italiano 👕 Cesena (ITA), Milan (ITA), Vicenza (ITA), Fiorentina (ITA), Seleção Italiana. 🏆 Campeonato Italiano 95/96, 98/99, 03/04, 10/11; Champions League 02/03 e 06/07; Mundial Interclubes 07 (Milan). 👑 sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,6)
- Alyaksandar QUEM?
Talvez você já tenha escutado ou visto em algum lugar, tipo no seu Winning Eleven nos elencos de Arsenal e Barcelona. Nem tão conhecido e pouco lembrado no nosso amado esporte, o classudo deste domingo é Alyaksandar Hleb. Natural da Bielorrússia, iniciou sua carreira aos 17 anos no BATE Borisov. Com certo destaque em seu país, transferiu-se para o Sttutgart em 2000. Na sua primeira temporada na Alemanha, Hleb atuou em apenas 6 partidas, e apenas na segunda temporada passou a jogar com mais regularidade. Na temporada 02-03 o Sttutgart terminou como vice-campeão da Bundesliga e conseguiu uma vaga direta para a Liga dos Campeões, mas a saída do treinador Felix Magath ao fim da temporada resultou num “declínio” na temporada seguinte do clube. Em junho de 2005 transferiu-se para o Arsenal, seu ponto mais alto pelos Gunners foi a disputa da Liga dos Campeões na temporada 05-06 onde o Arsenal foi derrotado pelo Barcelona. E curiosamente, duas temporadas depois o próprio Barcelona o contratou, tornando-se o primeiro jogador da Bielorrússia a atuar pelo clube catalão. Porém nunca esteve nos planos do então treinador Pep Guardiola, a partir daí passou a rodar por clubes em empréstimos. Retornou ao Sttutgart, depois ao Birmingham City e Wolfsburg. Até que no fim de janeiro de 2012 após retornar da Alemanha, negociou a rescisão do seu contrato e rumou a Rússia para jogar no Krylia Sovetov Samara, numa passagem extremamente rápida onde não obteve destaque, voltou ao BATE Borisov nessa mesma temporada e jogou por um ano, depois rumou a Turquia para jogar no Konyaspor e Gençlerbirliği, passada esta temporada, retornou para seu país natal para voltar a defender o terno do BATE. Por que joga de terno? Apesar de não ter tido nenhum destaque individual nos clubes que passou, Hleb é considerado o maior futebolista da história de seu país. Para tanto veste o terno da sua seleção desde 2001, sendo também o capitão da equipe. 👤 Alyaksandar Pawlavich Hleb 👶 1 de maio de 1981 (35 anos) 🏠 Bielorrusso 👕 BATE Borisov (BLR), Sttutgart (ALE), Arsenal (ING), Barcelona (ESP), Birmingham City (ING),Wolfsburg (ALE), Krylia Sovetov Samara (RUS), Konyaspor (TUR), Gençlerbirliği (TUR). 🏆Campeonato Bielorrusso 99 (BATE Borisov); Campeonato Espanhol 08/09 e Liga dos Campeões UEFA 08/09 (Barcelona). 👑 Futebolista Bielorrusso do ano: 02, 03, 05, 06, 07, 08 Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5,5) #Arsenal #Barcelona #SeleçãoBielorussa
- Alex, o mineiro
Os títulos sempre são marcados por um jogador em especial. O Campeonato Brasileiro de 2001, o primeiro e único conquistado pelo Atlético Paranaense até então, tem nome e sobrenome de um artilheiro bastante conhecido em terras brasileiras na primeira década do século: Alex Mineiro. Alex começou sua carreira no América Mineiro no ano de 1995, marcando 4 gols em 14 jogos. Despertou então o interesse do Cruzeiro, onde desembarcou em 1997 para conquistar seus primeiros títulos como jogador: o Campeonato Mineiro e a Copa Libertadores. Depois ainda passaria por Vitória, União Barbarense e Bahia até retornar para a Toca da Raposa. Em 2001 faria a grande mudança em sua carreira: aceitaria a proposta do Clube Atlético Paranaense. Atacante considerado lento, porém de drible curto e sempre preciso, Alex Mineiro foi peça fundamental na caminha do clube paranaense na conquista do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Assim como seu companheiro de ataque Kléber Pereira, marcou 17 gols durante a campanha e ficou atrás apenas de Romário (21) e Washington (18). Mas o que mais chamou a atenção em Alex Mineiro foi seu ímpeto de artilheiro na fase final do campeonato: marcou um gol nas quartas contra o São Paulo, mais três na semi contra o Fluminense e incríveis quatro nas finais contra o São Caetano. Dos 10 gols marcados pelo Atlético nos quatro jogos finais, Alex fez 8. Depois da incrível performance em 2001, Alex acabaria passando pelo Tigres, do México, pelo Atlético-MG e Kashima Antlers do Japão até retornar ao Atlético-PR em 2007. No fim do ano acertou com o Palmeiras. No clube paulista viveria algo parecido com o seu auge e se tornaria artilheiro do Campeonato Paulista de 2008, com 15 gols, três deles marcados nas finais contra a Ponte Preta. Sem acordo com o clube paulista, foi jogar no Grêmio em 2009, porém sem grande destaque. Voltou ao Atlético-PR ainda em 2009 e encerrou sua carreira no ano seguinte devido a uma série de lesões. Por que jogava de terno? Alex Mineiro podia não ser o mais habilidoso dos atacantes do começo do século, mas seu faro de gol e sua incrível capacidade de ser decisivo nos jogos finais chamaram a atenção dos apaixonados por futebol. É, até hoje, o jogador com mais gols em uma final de Campeonato Brasileiro. 👤 Alexander Pereira Cardoso 👶 15 de março de 1975 (42 anos) 🏠 Brasileiro 👕 América-MG, Cruzeiro, Vitória, União Barbarense, Bahia, Athlético-PR, Tigres (MEX), Atlético-MG, Kashima Antlers (JAP), Palmeiras e Grêmio. 🏆 Campeonato Mineiro 97 e Copa Libertadores da América 97 (Cruzeiro); Campeonato Paranaense 01 e Campeonato Brasileiro 01 (Atlético-PR); Campeonato Paulista 08 (Palmeiras). 👑 Bola de Prata da Revista Placar 2001 e Seleção do Campeonato Brasileiro 2008. Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 (5,25) #AméricaMG #Cruzeiro #AtléticoPR #Palmeiras #Grêmio #Brasil
- Terno de linha - Alemanha 2014-2018: do planejamento ao caos
Você pode torcer o nariz, se traumatizar por causa dos 7x1, mas quando se fala de Copa do Mundo, a Alemanha sempre é favorita. Foi assim em 2014 e foi assim agora, em 2018. Provavelmente em 2022 também será assim. Mas o futebol gosta de história e pro bem ou pro mal, lá estão eles, os Alemães. O time germânico chegou para a Copa no Brasil em busca de um resultado que não tinha desde 90. De lá até então, o time ficou no quase em 2002, quando veio forte mas parou nos pés de Ronaldo, que sagrou o Brasil pentacampeão. Para os europeus, a conquista foi adiada para 06, na copa que eles mesmo organizariam. Porém, não foi bem assim. Os donos da casa perderam pra Itália (que se consagraria campeã) e tiveram que se contentar com o terceiro lugar. Dali para frente, o país se viu na necessidade de um planejamento que focasse em sua formação e na regularidade de suas então promessas, como Lukas Podolski. Para a Copa de 2010 na África do Sul, a Federação Alemã confiou o cargo de treinador a Joachim Löw, então assistente de Jürgen Klinsmann, em 2006. Em 2010, o que se viu foi uma Alemanha que acreditava em promessas como Thomas Müller, Metsu Ozil e Manuel Neuer, e em nomes mais consagrados, como Podolski e Klose. Mais uma vez, o país se fez valer de sua força e passou com sobras por seleções como Inglaterra e Argentina nas fases de mata-mata. Ficou mais uma vez na semi-final diante a que seria campeã, a Espanha. Para a Copa no Brasil, os germânicos continuariam com o seu então planejamento de solidificar seus jogadores com a mesma filosofia de Löw. O escrete alemão chegaria em solo tupiniquim com um time que se conhecia, com rodagem e com novas promessas que já tinham passagens marcantes em seus clubes, como o jovem Mario Götze. O time titular era ainda mais qualificado, tendo Manuel Neuer no gol como um dos grandes goleiros da atualidade, Kross que se firmava em sua precisão de passes, Philipe Lahn e Bastian Schweinsteiger, visto como uma espécie de líder daquela Alemanha. A fase de grupos foi sem susto para os germânicos: num grupo com Portugal de Cristiano Ronaldo e um clássico que terminaria em 4x0 para os Alemães, não poderia se esperar outra coisa se não, mais uma vez, eles como principais adversários (ainda mais com a Espanha eliminada na primeira fase) para os donos da casa. Nos mata-mata, pequenos sustos: as oitavas um 2x1 sofrido para uma organizada Argélia e um 1x0 nas quartas contra uma confiante França. Era a vez das semi-final contra os donos da casa, o Brasil. E a gente sabe como aquilo terminou. Diante um Brasil vulnerável, os comandados de Löw puderam praticar (ainda que pasmos) um bom treino de luxo e terminar com o histórico 7x1 diante os brazucas. Era o alívio que os Germânicos precisavam para ir mais uma vez a uma final, depois de dois jogos no sufoco. O adversário era a Argentina de Lionel Messi, que veio querendo fazer bonito na casa do seu principal rival e logo no Maracanã, lugar sagrado para o Brasil e acabar com seu jejum de mais de 20 anos sem um título internacional. Mas a Alemanha veio determinada. O 0x0 no tempo normal, deu tons dramáticos para ambas as equipes, mas do banco veio a salvação alemã: a promessa por Gotze deu certo, fez o gol na prorrogação e finalmente a Alemanha pode gritar tetra campeã. Era a consagração de um time que apostou na eficiência de um planejamento desde a base até a qualificação de seus jogadores mais veteranos. O trabalho era impecável e de agora em diante, era seguir o mesmo rumo e se preparar para a Rússia 2018. E até Moscou, os Alemães continuaram seu trabalho de fortalecimento da base. Fruto disso foi a medalha de Prata nas Olimpadas no Rio em 16. A disputa com o Brasil de Neymar só foi perdida nos pênaltis. Era sinal que o trabalho alemão ainda estava no caminho certo e vencer na Rússia em 18 era questão de meros 7 jogos durante o torneio. E assim vieram para Rússia: com o mesmo Manuel Neuer no gol, vindo de lesão, e uma base que muito lembrava a campeã anterior, comandada, dentro de campo, por um Toni Kross em alto nível. Porém... O susto na derrota contra o México apontou que algo estava errado. Contra a Suécia, um salvador Kross botou os alemães de volta a briga. Agora, o desafio era a fraca e quase eliminada Coreia do Sul. Mas, em nenhum momento o futebol alemão foi de primeira, o empate em 0x0 com os asiáticos dava uma sobrevida aos europeus em tons dramáticos. Porém, um gol com ajuda do inovador arbitro de vídeo dava um ponto final e precoce aos então campeões. A vitória da Suécia por 3x0 conta o México (no outro jogo do grupo), aumentou ainda mais o desespero alemão, que ia inclusive com Neuer na área buscar mais dois gols. Em vão. A Coréia conseguiria mais um gol e sentenciava definitivamente a vida dos então campeões. A Alemanha se vê fora da Copa da Rússia jogando um futebol que nada lembrou aquele das copas anteriores. Agora, resta saber se esse foi apenas um capítulo de uma história que haverá boas surpresas para os alemães ou se foi definitivamente a ruína do planejamento de Joachin Löw. Até o Catar em 2022 deveremos ter a resposta. 🏆 Copa do Mundo de 2014 👕 Time base: Neuer, Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker) e Höeweds; Schweinsteiger, Khedira (Draxler), Kross e Ozil. Müller e Klose. Técnico: Joachim Löw 👤 Principais classudos: Neuer, Kross, Müller, Schweinsteiger e Philipp Lahm. 📺 Brasil 1x7 Alemanha, semi-final da Copa do Mundo de 2014. ⚽ Mario Götze, aos 8 minutos da segunda etapa da prorrogação, Final da Copa do Mundo de 2014 📷 Getty images









