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  • Solskjaer: O talismã norueguês

    Muitos dos grandes craques relembrados pelo JdT foram titulares absolutos em suas respectivas equipes, independente da posição que ocupavam. Mas o classudo de hoje, na maioria dos jogos, saiu do banco para anotar gols históricos e importantes, que marcaram a sua carreira e se confundem com a trajetória vitoriosa do Manchester United. Neste sábado, quem pisa no nosso tapete verde é o atacante norueguês Ole Gunnar Solskjaer. O talismã do time inglês, especialista em tiros certeiros, chegou ao Manchester United em 1996. Iniciou a carreira no norueguês Clausenengen, onde atuou por quatro temporadas, mas foi no Molde, clube da série A do campeonato nacional, que o atacante se destacou e que chamou a atenção do técnico Alex Ferguson. Os Red Devils o contrataram por cerca de 2,5 milhões de euros e logo na primeira temporada na Premier League Solskjaer marcou 18 gols. Na terra da rainha o atacante se consagrou como o reserva de confiança de Ferguson. Entrava na maioria dos jogos e marcava gols decisivos, principalmente nos momentos mais importantes. Um dos seus tentos mais lembrados é, sem dúvidas, o gol do título na final da Liga dos Campeões de 1999, contra o Bayern de Munique. Solskjaer tocou com a pontinha da chuteira, já nos acréscimos, vencendo o goleiro Oliver Kahn. Naquele ano o Manchester United conquistou a tríplice coroa. O classudo também é lembrado por ter marcado quatro gols em 12 minutos, quando entrou como substituto no segundo tempo da partida contra o Nottingham Forest, pela Premier League, fechando uma goleada histórica por 8x1 fora de casa. Solskjaer estreou na Seleção Norueguesa em 1995, contra a Jamaica. Ao todo participou de 64 partidas e marcou 23 gols. O atacante disputou a Copa do Mundo de 1998 e também a Eurocopa de 2000 e, inclusive, esteve em campo em um dos jogos mais brilhantes de sua seleção, quando a Noruega venceu o Brasil de virada, por 2x1, na primeira fase do mundial de 1998, na França. O camisa vinte do Manchester United pendurou as chuteiras em 2007, aos 34 anos, devido às sucessivas contusões que o perseguiram a partir de 2004. Era o fim de uma trajetória vitoriosa de 21 anos com o terno dos Red Devils dentro dos gramados. Mas do lado de fora, Solskjaer continuou sua carreira no Manchester United, dessa vez como treinador. Em 2008 ele foi anunciado como o comandante das categorias de base do clube inglês. Já em 2011 assumiu a equipe principal do Molde, time que o revelou. Teve uma boa passagem por lá, conquistando duas vezes a primeira divisão do país e uma vez a Copa da Noruega. Em 2014 voltou para a Inglaterra para treinar o Cardiff City, equipe onde não foi tão bem-sucedido. Por que Solskjaer jogava de terno? Com uma feição aparentemente inofensiva, mas com um espírito matador dentro da área, Solskjaer era chamado de “assassino com cara de bebê” pela torcida do Manchester United. Mas mais que um atacante excelente em seu ofício, em campo o norueguês se tornou um símbolo do espírito de nunca desistir, marcando gols e conquistando troféus mesmo quando eles pareciam perdidos. O classudo balançou as redes 126 vezes em 366 oportunidades, acumulando 14 títulos e diversos momentos inesquecíveis. 👤 Ole Gunnar Solskjaer 👶 26 de fevereiro de 1973 🏠 Norueguês 👕 Clausenengen (NOR), Molde (NOR), Manchester United (ING) e Seleção Norueguesa 🏆 (principais) Campeonato Inglês 96/97, 98/99, 99/00, 00/01, 02/03 e 06/07, Liga dos Campeões 99, Mundial de Clubes 99 (Manchester United) 👑 Sem títulos individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7) 📷 Getty Images Sport

  • Xerife Chicão

    O classudo de hoje é um zagueiro que era decisivo também no ataque. Anderson Sebastião Cardoso, ou simplesmente Chicão, não era apenas um jogador importante só por ser um Xerife na zaga. Faltas e pênaltis eram com ele. Após se destacar em 2007 no Figueirense sendo o artilheiro da equipe, o zagueiro foi para o Corinthians, onde desfilou com o termo alvinegro por 5 temporadas e se tornou o segundo maior zagueiro artilheiro da história do clube, com 42 gols. Chicão chegou justamente após o time do Parque São Jorge cair para a segunda divisão e ajudou a equipe a reerguer. Símbolo de raça e determinação, viveu os piores dias do alvinegro e chegou até o céu com a conquista da Libertadores e do Mundial em 2012 e se tornou um dos jogadores mais importantes da década do clube. Em 2013, foi liberado de graça para o Flamengo, fez gol na estreia e também foi campeão, mas longe de repetir o sucesso de outrora. C3 ainda passou pelo Bahia e pelo Delhi Dynamos antes de se aposentar em 2016. Por que Chicão jogava de terno? Chicão sempre foi um zagueiro muito seguro, com 1,80m não era um jogador que se destacava em bolas altas, mas ao lado de William, fez uma dupla vencedora. Além da sua grande eficiência em cobranças de falta e pênaltis. Aquele jogador que a torcida sente falta por sua liderança e confiança dentro e fora de campo. 👤 Anderson Sebastião Cardoso 👶 3 de Junho de 1981 🏠 Brasileiro 👕 Mogi Mirim, Portuguesa Santista, América, Juventude, Figueirense, Corinthians, Flamengo, Bahia e Delhi Dynamos (IND) 🏆 Série B 08, Paulista 09 e 13, Copa do Brasil 09, Brasileiro 11, Libertadores 12, Mundial 12, (Corinthians); Copa do Brasil 13 (Flamengo). 👑 Bola de Prata 10 Classômetro: 👔 👔 👔 👔 👔 👔 (6,6) 📸 Daniel Augusto Jr/Fotoarena/AE

  • Birgit Prinz: uma colecionadora de títulos

    Ainda que Mia Hamm ou Marta tenham seus nomes lembrados primeiro quando se fala em futebol feminino, a trajetória da classuda de hoje, Birgit Prinz, foi essencial para o fortalecimento da modalidade no contexto internacional e sobretudo na Alemanha. Birgit estreou pela seleção alemã aos 16 anos em 1994. Foi o seu gol aos 44 minutos do segundo tempo que concedeu a vitória do amistoso contra o Canadá. E sua estrela também brilhou durante sua primeira participação em competição oficial, na Eurocopa. Não foi titular na etapa classificatória e nem ao longo da temporada, mas deixou sua marca na semifinal e final ajudando a equipe alemã na conquista do título europeu, levando um título aos 17 anos. E, com seu futebol regular e consistente, não parou mais de brilhar: pelo FFC Frankfurt soma nove títulos do Campeonato Alemão e dez da Copa Alemanha. Na seleção do país contabilizou 214 jogos oficiais e 128 gols. A capitã da equipe foi eleita a melhor jogadora do mundo por três vezes pela FIFA e coleciona duas Copas do Mundo e cinco Eurocopas. Ficou faltando uma medalha de ouro dos Jogos Olímpicos antes de se aposentar, mas nada mal quando se coloca três de bronze ao lado das outras conquistas, não é mesmo? Por que Birgit Prinz jogava de terno? Birgit Prinz é mais técnica e força que habilidade, e é também uma lenda no futebol feminino. Não é para menos, com uma história de tantas conquistas e gols decisivos, a jogadora é uma das responsáveis por tornar a Alemanha uma das potências do esporte que é hoje. 👤 Birgit Prinz 👶 25 de outubro de 1977 🏠 Alemã 👕 FSV Frankfurt, FFC Frankfurt, Carolina Courage e Seleção Alemã 🏆 Campeonato Alemão 99, 01, 02, 03, 05 e 07; Copa da Alemanha 99-03 e 07-08; Copa da Uefa Feminina 01/02, 05/06 e 07/08 (FFC Frankfurt); Eurocopa Feminina 95, 97, 01, 05 e 09; Copa do Mundo Feminina 03 e 07 (Seleçã0) . 👑 Melhor jogadora FIFA 03,04 e 05; Artilharia Copa do Mundo 03 (7 gols). Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8,4) 📸 Andreas Rentz

  • Dick, Kerr Ladies: o badalado time de operárias

    Em 1914 estourava a Primeira Guerra Mundial, um evento que impactaria o mundo em diversos níveis. Um deles é o futebol, mais especificamente o futebol feminino. E não há como falar da história do futebol feminino sem lembrar daquele time Dick, Kerr Ladies. Com a convocação e a morte de muitos homens na chamada guerra moderna, as mulheres da Inglaterra acabaram por ocupar diversos postos na sociedade, atuando como um exército oculto e mantendo o funcionamento do país. Muitas delas trabalharam em indústrias de munições, as chamadas "munitionettes". O esporte era incentivado pelo governo como forma de promoção do bem estar das mulheres trabalhadoras e quase todas as fábricas do Reino Unido envolvidas em trabalhos de guerra tinha uma equipe feminina de futebol. E foi da Dick, Kerr & Co. que surgiu o esquadrão de maior sucesso dos primórdios do futebol feminino. Depois de vencer uma equipe masculina da fábrica, Dick, Kerr Ladies passou a realizar partidas beneficentes e, no natal de 1927, mais de 10 mil pessoas presenciaram a primeira a vitória sobre Arundel Coulthard Factory. Dali, as operárias só encontrariam mais sucesso: o recorde de público viria em 1920 com registro de 53 mil espectadores e mais 14 mil esperando do lado de fora. A estrela do time era Lilly Parr , uma jogadora de muita força, capacidade técnica e potência no chute. Ela atuou na equipe dos 14 aos 45 anos e foi a primeira mulher a ser expulsa de uma partida de futebol. Ela era uma das responsáveis pela popularidade do time que, em 1921, registrava média de dois jogos por semana e foram vistas pro quase 900 mil pessoas no país. Mas foi também neste ano que o futebol feminino sofrer um baque ao ser proibido na Inglaterra. Com o fim da guerra, as mulheres começaram a deixar seus postos de trabalho e foram desencorajadas a trabalhar ou praticar esportes, devendo ocupar de volta o ambientes dos lares ou outros que eram destinados a elas na época. O futebol passou a ser considerado inadequado e a Associação de Futebol recomendou que os clubes proibissem as mulheres de utilizar os estádios. A solução encontrada pela equipe foi viajar para disputar partidas, virando sensação também nos Estados Unidos e Escócia. Com a diminuição da popularidade devido à restrição que durou 50 anos, o time acabou sendo desfeito em 1965, mas não sem ter marcado para sempre a história futebol feminino. Em 2017, a equipe lendária teve um memorial erguido em comemoração ao centenário de sua primeira partida Preston North End. 🏆 Sem premiações 👔 Time base: Annie Hastie, Florrie Redfford, Alice Kell, Florie Rance, Alice Mills, Jessie Walmsey, Jennie Harris, Alice Woods, Alice Norris, Molly Walker e Lily Parr. Tec. Alfred Frankland 👤 Principais classudas: Florrie Redfford, Lily Parr, Jennie Harris, Alice Kell, Jessie Walmsey 📺 Jogos relevantes: Dick, Kerr Ladies 4 x 0 Arundel Coulthard Factory (25/12/1917), Dick Kerr Ladies 2 x 0 St Helen’s Ladies (26/12/1920) ⚽️ 43 gols de Lily Parr na primeira temporada 📸 Bob Thomas/ Getty

  • Oliver Kahn

    Durante a copa de 2002, disputada na Ásia (Coreia do Sul e Japão) era impossível ouvir um nome e não sentir um certo temor: Oliver Kahn! A Alemanha, sempre favorita mas não muito badalada naquela copa, fazia um campeonato seguro (mesmo com um empate diante a Irlanda na fase de grupo). Muito por causa desse monstro de 1,88m e uma tremenda cara de mal. E não era pela sua aparência que podemos chamá-lo de monstro. Não mesmo. O "titã do gol" demorou a aparecer debaixo das traves da seleção Alemã. Aos 27 anos fazia sua estreia no selecionado. Antes disso, teve que pegar muita bola em sua cidade natal, Karlsruhe. Foi contratado pelo poderoso Bayer de München, logo depois da copa de 1994 (que fora reserva do grande Bodo Illgner). Inicialmente, sofrera uma lesão que o deixou seis meses parado. Depois disso, foi uma enxurrada de títulos, tanto pro clube quanto individualmente. Virou mito pelos Bávaros. Até o final de sua carreira foram simplesmente 23 títulos vencidos por lá! No final da década de 1990, já era notória sua incrível capacidade debaixo do gol. Novamente na reserva em 1998, seu brilho na seleção alemã começou de fato em 1999, ano que conquistou o prêmio de melhor Goleiro da Europa e do mundo. Repetiu a dose na Europa nos anos seguintes e no mundo em 2001. Chegou para sua primeira copa como titular já consagrado e fez jus a isso durante toda a campanha Alemã (até a final havia levado apenas um gol). Tanto foi assim que antes da final já havia sido (polemicamente) escolhido o melhor jogador do torneio, fato inédito para alguém em sua posição. Quis o destino que o titã cometesse a primeira grande falha de sua carreira logo depois disso. Diante de um dos maiores do mundo. Na final daquela copa, um chute do brasileiro Rivaldo (por muitos injustamente fora das opções como melhor do torneio) de fora da área, não muito forte pro que acontecera: "bateu roupa". Na sua frente estava Ronaldo (que dispensa comentar sobre seu brilhantismo aqui agora). Sua garra e frieza ainda o fizera crescer em cima do atacante brasileiro, mas era tarde. Caia a muralha ao mesmo instante que o penta canarinho começava a surgir. Ao final do jogo, terminado por 2x0 pelo Brasil, era nítida a decepção de Kahn, certamente por conta do primeiro gol. Sentou-se a base de uma das traves e desmoronou, num ponto fora da curva de uma carreira sem igual, terminada em 2008, no Bayer. Sobre sua falha no primeiro gol da final de 2002, não poderia se esperar uma frieza menor: "Não há consolação. Foi o único erro que cometi em sete partidas e por isso eu fui brutalmente punido". Por que Oliver Kahn jogava de terno? Foi dono da camisa número 1 do Bayer durante quase 14 anos não à toa: era dono de pontes sensacionais, exímio pegador de pênaltis - talento que o rendeu a condição de herói depois de pegar 3 na disputa da final da Champions de 2001 contra o Valência, o que rendeu o título aos Bávaros. Além disso, impunha imenso respeito aos seus rivais, com encaradas e saídas mais agressivas, chegando algumas vezes a ser ser expulso. 🚹 Oliver Rolf Kahn 👶 15 de junho de 1969 (46 anos) 🏠 Alemão 👕 Karlsruher (ALE), Bayern Munique (ALE), Seleção Alemã 🏆 Mundial Interclubes de 01, Liga dos Campeões da UEFA 00/01, Copa da UEFA 95/96, Campeonato Alemão 96/97, 98/99, 99/00, 00/01, 02/03, 04/05, 05/06 e 07/08, Copa da Alemanha 97/98, 99/00, 02/03, 04/05, 05/06 e 07/08, Copa da Liga Alemã / Supercopas 97, 98, 99, 00, 04 e 07 (todos pelo Bayern Munique). Eurocopa 1996 (Alemanha) 👑 Melhor Goleiro da Europa: 99, 00, 01 e 02, Melhor Goleiro do Mundo: 99, 01 e 03, Jogador do Ano na Bundesliga: 00 e 01 Troféu Lev Yashin: 02, Bola de Ouro da Copa do Mundo FIFA: 02 Eleito para o All-Star Team da Copa do Mundo FIFA: 02, FIFA 100: 04 Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔 (8)

  • Víctor Valdés: O papa-título

    No meio de todas as peladinhas e de todas as resenhas extra campo sempre se ouve que ser goleiro é ser o mais injustiçado dentro das quatro linhas. E o nosso classudo de hoje foi um gigante debaixo das traves e um multicampeão, Victor Valdés foi lapidado desde os seus 10 anos de idade nas categorias de base do Barcelona . Tendo feito sua estreia no time principal com apenas 20 anos, Valdés já se mostrava um arqueiro de grande potencial, já que com apenas uma temporada e com um bom números de jogos jogados ele se tornou o primeiro goleiro da equipe e a ajudou a conquistar um título nacional após um jejum de seis anos sem vencê-lo. Concretizado na equipe titular de Frank Rijkaard (um dos criadores do tic-tac do Barça), o classudo de hoje, não se abalou ao disputar sua primeira final de Champions League e fez duas milagrosas defesas à queima-roupa mostrando todo o seu reflexo e sua elasticidade contra o craque Thierry Henry. E assim consolidou aquela que seria seu primeiro título internacional. Ao lado de Messi e companhia, Valdes participou do que seria uma das melhores sequências de vitórias e de títulos que Barcelona já teve. Desfilando nos tapetes verdes com números de dar inveja, o goleiro chegou a ficar com impressionante 466 minutos sem levar nenhum gol. Em 2014 chegava o fim de um era, com o fim do contrato, Victor Valdés se despedia do Catalunha e do Barcelona após 15 anos de uma linda jornada. E dez meses depois de fazer sua última partida o arqueiro foi contratado pelo Manchester United , mas não obteve o mesmo sucesso pois não conseguiu ter uma boa sequência de jogos. Por que Víctor Valdés jogava de terno? Com mais de trinta títulos em toda sua carreira Valdés se destacou com defesas milagrosas e uma excelente saída de bola. Jogador fiel, daqueles que praticamente jogou toda sua carreira em um único clube. Deixou sua marca e demonstrou grande instinto de liderança ao fazer valer a paixão por um só time. 👤 Víctor Valdés Arribas de La Fiore Gaviria 👶 14 de janeiro de 1982 🏠 Espanhol 👕Barcelona (ESP), Manchester United (ING), Middlesbrough (ING) e Seleção espanhola. 🏆 (Principais) Campeonato Espanhol 04/05, 05/06, 08/09, 09/10, 10/11, 12/13, Copa da Espanha 08/09 e 11/12, Liga do Campeões 05/06, 08/09 e 10/11, Mundial de Clubes da FIFA 09 e 11 (Barcelona); Copa do Mundo da FIFA 10 e Eurocopa 12 (Seleção Espanhola). 👑(Principais) Melhor goleiro do Campeonato Espanhol 04/05, 08/09, 09/10, 10/11 e 11/12. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔 (7,8) 📷Claudio Villa/Getty Images #Barcelona #ManchesterUnited #Middlesbrough #SeleçãoEspanhola #Espanha #CopadoMundo2010 #Goleiro

  • Sorato: de cabeça em pleno Morumbi

    O jogo entre Vasco e São Paulo no Morumbi em dezembro de 1989 fica guardado em um lugar especial na memória dos vascaínos. É que o clube cruzmaltino sagrava-se bicampeão brasileiro naquele dia com um gol de cabeça do classudo que o JdT apresenta agora: Sorato. O jogador, revelado nas categorias de base do Vasco da Ga ma , estreou no profissional um ano antes do feito considerado o auge de sua carreira. Em sua primeira partida oficial, marcou contra o rival Flamengo por duas vezes garantindo a vitória de sua equipe. O centroavante achou o seu lugar atuando em meio a craques como Romário, Bismarck, Geovani e Bebeto. E não ficou marcado apenas por gols decisivos, como aquele único marcado na final contra o São Paulo. Sorato foi artilheiro por três anos seguidos antes de deixar a equipe cruzmaltina pela primeira vez. Depois de passagens não tão brilhantes assim por diversos clubes brasileiros, incluindo o Palmeiras de 93/94, Cruzeiro e Botafogo; o atacante voltou ao time da Colina em 1997 e vestiu o terno nas conquistas dos títulos de mais um Brasileiro e da Libertadores inédita para os vascaínos. Ao todo, foram 235 jogos e 82 gols pelo Club. Acumulou também uma série de estaduais até retirar-se dos gramados em 2009 e iniciar sua carreira como treinador, tendo comandado até a equipe de Juniores do clube onde se tornou ídolo por duas temporadas. Por que Sorato jogava de terno? Sorato tinha a qualidade que qualquer torcedor espera de um atacante : ser matador. O faro de gol perdurou ao longo de toda a sua carreira, mesmo que oscilante por entre os clubes que passou. Com exceção do Vasco da Gama, onde seus feitos permanecem eternizados em troféu, canções e bandeiras até os dias de hoje. 👤 Aguinaldo Luís Sorato 👶 08/04/1969 🏠 Brasileiro 👕 Vasco, Palmeiras, Cruzeiro, Juventude, Santa Cruz, Bangu, Botafogo, Comercial, Gama, América-RJ, Paulista, Madureira, Videoton (HUN), Fluminense, Marília, Atlético Sorocaba, Madureira, Cabofriense, Bahia, Ituano, Vitória, Atlético-GO, Bacabal, Tigres. 🏆 Campeonatos Brasileiro 89, 97 (Vasco) e 93 (Palmeiras) e Libertadores 98 (Vasco). 👑 Sem prêmios individuais de destaque Classômetro: 👔👔👔👔👔👔 👔 (7) 📸 Reprodução vasco.com.br

  • Cruzeiro 2003: O ano da Tríplice Coroa

    O terno de linha presta homenagem ao aniversariante do dia, Cruzeiro Esporte Clube que hoje completa 97 anos. Podíamos escolher tantos elencos que marcaram a história do clube, mas escolhemos um que fez algo que nenhum outro clube brasileiro fez, vamos falar do elenco que conquistou a Tríplice Coroa no ano de 2003 e escreveu mais uma página heroica e imortal. Mas antes de falarmos do time de 2003, precisamos dizer que aquele time começou a ser planejado um pouco antes. O Cruzeiro precisava se reforçar para seguir colecionando títulos. Assim se fez. A primeira importante contratação foi a chegada do técnico Vanderlei Luxemburgo, no segundo semestre de 2002. No início de 2003, o Cruzeiro foi com tudo para o mercado de transferências em busca de reforços pontuais como Maurinho, Deivid, Martinez, Aristizábal e Maldonado, que foram peças fundamentais ao longo do ano. O primeiro dos três títulos foi o Campeonato Mineiro, disputado em turno único por pontos corridos. A equipe celeste venceu o torneio sem dificuldades, com um aproveitamento de 89%, 10 vitórias e apenas dois empates, melhor ataque e melhor defesa da competição, com destaque para a goleada de 4 a 2 no maior rival, Atlético-MG . Rapidamente aquele time começou a encantar o país. Aquele Cruzeiro tinha várias maneiras de jogar e, por isso, Luxemburgo, um técnico estrategista, montava a equipe de acordo com o adversário. Com um meio de campo seguro composto por três volantes que ajudavam tanto na parte defensiva, fazendo a cobertura dos laterais, quanto no ataque apoiando. Maurinho pela direita e Leandro pela esquerda eram um outro grande ponto forte daquele time, dois laterais rápidos e com o cruzamento bom. A equipe jogava bonito, trocava passes e não perdia sua identidade com a entrada de um ou outro reserva. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro conquistou o segundo título de forma invicta no ano. Foram 11 jogos, oito vitórias e três empates. O caminho até o tetracampeonato contou com Vasco nas quartas-de-final e o difícil Goiás , de Fabão e Araújo, na semifinal. Na grande final, o adversário foi o Flamengo . Na partida de ida, o Cruzeiro superou a pressão de um Maracanã lotado e acuou o time rubro-negro. Alex, o craque da equipe, abriu o placar para a Raposa com o inesquecível gol de letra, no jogo que terminou empatado em 1x1. Mas no jogo de volta, no Mineirão, o esquadrão azul mostrou quem mandava. Com uma atuação de gala, marcou três gols em 28 minutos (Deivid, Aristizábal e Luisão) todos com assistência do Alex, e fez a festa dos mais de 79 mil apaixonados que lotaram o gigante da Pampulha. O camisa 10 Alex não foi destaque apenas nos dois jogos decisivos da Copa do Brasil. Durante toda a temporada ele foi regente da orquestra azul. Quase todos os gols do time tinham sua participação. Ele fazia a bola correr, distribuía o jogo, e ainda foi um dos artilheiros do time naquela temporada, era fatal nas bolas paradas. O ano de glória do Cruzeiro foi coroado com o título Brasileiro, conquistado quebrando muitos recordes. A primeira edição do campeonato de pontos corridos ainda contava com 24 equipes. Foram 100 pontos conquistados, melhor ataque com 102 gols. Tendo como os principais artilheiros do time Alex e Aristizábal, 24 e 22 gols respectivamente. Outro atacante que teve um papel importante no campeonato foi Mota que virou titular após a saída do Deivid no meio do ano. Dos 15 gols marcados por ele, o mais emblemático foi o segundo gol do Cruzeiro na partida, contra o Paysandu, que confirmou o título brasileiro. Ele saiu do banco para entrar na história do clube. 🏆 Campeonato Mineiro 2003, Copa do Brasil 2003 e Campeonato Brasileiro 2003 👕 Time base: Gomes, Maurinho, Edu Dracenal, Luisão (Cris), Leandro; Augusto Recife, Maldonado, Wendel, Alex; Aristizábal e Mota (Deivid). Téc.: Luxemburgo. 👤 Os principais classudos: Alex, Gomes, Luisão, Cris, Maldonado e Aristizábal 📺 Cruzeiro 4 x 2 Atlético/MG - 6ª rodada do Campeonato Mineiro; Cruzeiro 3 x 1 Flamengo – 2º Final da Copa do Brasil; Cruzeiro 3 x 0 Santos – 31ª rodada do Campeonato Brasileiro; Cruzeiro 2 X 1 Paysandu - 44ª rodada do Campeonato Brasileiro; Cruzeiro 5 X 2 Fluminense - 45ª rodada do Campeonato Brasileiro ⚽ Alex, aos 30' do 2º tempo do empate em 1x1 contra o Flamengo pela final da Copa do Brasil de 2003 #Cruzeiro

  • Coadjuvante aqui, estrela ali

    Na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, os presentes no estádio Soccer City contemplariam de perto um fato inédito na história das copas. Dois irmãos no mesmo campo para defender seleções diferentes. Era a Gana de Kevin-Prince Boateng, nosso classudo de hoje, contra a Alemanha de Jêrome Boateng. Filhos de mães diferentes (ambas alemãs) com o ganês Prince Boateng, os irmãos decidiram trilhar caminhos diferentes por seleção. Kevin-Prince optou pela seleção de seu pai, escolha que é de compreensível a inteligente, afinal, as chances de perder espaço no ataque da seleção teutônica eram grandes. Se o então jovem jogador do Tottenham havia tomado uma decisão inteligente com relação a sua seleção, não podemos dizer o mesmo no clube, ou melhor, em um jogo específico do seu clube. Era a final da Copa da Inglaterra, semanas antes da Copa do Mundo, quando Ballack, craque do Chelsea lhe daria um tapa, que foi revidado instantes depois com um chute forte no tornozelo. Conclusão: Ballack lesionado, fora do torneio mais importante de seleções e Boateng perseguido com a fama de "algoz". Mesmo com essa e outras polêmicas envolvendo o atacante, era inegável dizer que o classudo tinha qualidade suficiente para vestir o terno do Milan após a copa. Foi pelo clube Rossoneri onde Prince teve seu auge, chegando a marcar gols importantes, um deles contra o poderoso Barcelona de Guardiola pela Liga dos Campeões. Porém, juntamente com o clube italiano, Kevin foi perdendo espaço no cenário mundial drasticamente, o que resultou na sua ida para o Schalke 04 que na temporada 13/14 possuia um time recheado de grandes jogadores como Huntelaar, Draxler, Goretzka e Höwedes, ou seja, uma grande chance de se reerguer, mas o único fato vistoso que o já nem tão jovem jogador conseguiu foi uma suspensão dada por autoridades do clube, que por sua vez, alegavam performances insatisfatórias. Depois de uma saída pela porta dos fundos do Schalke, o classudo mostrou boas atuações isoladas no Las Palmas da Espanha. O gol digno de indicação para o prêmio Puskas na temporada passada transmitiu otimismo para os torcedores do clube espanhol, mas por fim, a trajetória de Boateng por lá terminou com um gosto de "poderia ter feito mais". Hoje Eintracht Frankfurt é o clube no qual Prince desfila seu futebol...E é possível dizer que está relativamente bem ganhando sequência de jogos. O título da Copa da Alemanha em cima do gigante Bayern de Munique no fim de semana passado, prova que o classudo de hoje tem muita lenha pra queimar em solo alemão, afinal, não importa que seleção ele defenda, que país ele escolha pra morar, no fim, ele tem um coração nas cores amarela, preta e vermelha! Por que jogava de terno? Kevin-Prince Boateng é um jogador que tem uma grande explosão, um trem sem freio! Forte e rápido, o classudo de hoje tem as características de um grande ponta. Apesar de atuar em qualquer parte do último terço do campo, às vezes a "meiuca" também lhe serve. Uma pena ter sido frágil em relação a críticas e comparações descabidas com seu irmão mais novo. 👤 Kevin-Prince Boateng 👶 6 de Março de 1987 (31 anos) 🏠 Ganês 👕 Herta Berlim-ALE, Tottenham Hotspur-ING, Borussia Dortmund-ALE, Milan-ITA, Schalke 04-ALE, Las Palmas-ESP, Eintracht Frankfurt-ALE e Seleção Ganesa. 🏆 Campeonato Italiano 10/11; Super copa da Itália 11 (Milan) e Copa da Alemanha 17/18 (Eintracht Frankfurt). 👑 Sem títulos indivíduais de destaque. Classômetro: 👔👔👔👔👔 (5) Imagem: Gabrielle Maltinti/Getty Images #CopadoMundo2014 #CopadoMundo2010 #Meia #Milan

  • Garrincha: só mais um Manuel

    O que faz o futebol ser mágico? Em tempos que o esporte se vê cada vez mais cheio de cifras, contratos milionários, arenas iluminadas, medicina avançada e roupas de moda fica difícil imaginar que essa magia pode ser encontrada também num campo surrado de terra batida. Ou naquele moleque displicente, que se recusa a usar uma chuteira. Naquele que desafia essa mesma medicina e desfila toda a sua genialidade com suas duas pernas tortas. Em tempos de nomes compostos estrangeirados, é difícil imaginar que essa magia já se chamou Manuel Francisco. Manuel que ninguém sabe explicar que dia nasceu. Seria esse mesmo dia 28 de outubro ou dia 18, dez dias antes? Confusão arrumada pelo simples pai de família da pequena Pau Grande, Seu Amaro. Ele teria esquecido de ir registrar seu mais novo filho (que ao todo seriam 15) e feito a confusão no cartório. Tão difícil hoje é imaginar toda magia do futebol pairando sobre um moleque zombeteiro, que costumava caçar passarinhos no interior de Magé e que largava tudo para a pelada com os amigos no campo. A categoria ali mostrada pelo jovem Manuel era posta em dúvida quando ia para as peneiras da cidade grande. Como um moleque com aquelas pernas tortas poderia jogar futebol? Aí começam a surgir as lendas: numa certa oportunidade, essas pernas tortas driblaram o único indriblável do time do Botafogo em 1953: Nilton Santos. A ousadia do moleque teria dado a primeira chance num time profissional. Verdade é que Manuel chamava a atenção já no time de Pau Grande e um certo olheiro do time de General Severiano teria dado essa oportunidade para que ele mostrasse o que sabia diante o time de Nilton Santos . Oportunidade dada e conquistada, apesar das sérias desconfianças por causa de suas pernas, Manuel sobreviveu. Sobreviveu aos primeiros desafios que o futebol lhe lançava: a desconfiança nas pernas, os zagueiros violentos, a distância de casa e a dificuldade de se manter no Rio de Janeiro... cada obstaculo se transformava em um João driblado com maestria pelo então Mané. Mané? Essa pessoa boba, meio tola, desleixada, ignorante? Não, só mesmo o diminutivo de Manuel. Que não deixava de ser um mané. Muitas vezes, o jovem se via perdido e desvirtuado na nova vida. Os puxões de orelha do padrinho Nilton Santos o trazia de volta à realidade e foco. Mas... nem sempre. À altura que Mané se firmava na equipe, sua vida pessoal era posta em foco, com noitadas, mulheril e uma família recheada de filhas ao longo da vida. Mas Mané deixava de ser apenas um jogador e sua carreira deslanchou em 58, quando ao lado do jovem Pelé, trazia para o Brasil a primeira Copa do Mundo! Mané era agora o Alegria do Povo! O Alegria do Povo não fazia por menos e merecia sua alcunha. Brasil afora seu nome virou sinônimo de futebol feliz, com dribles desconcertantes, cheio das imprevisibilidades e diabo... aquelas pernas, como pode? Alcançado a fama mundial graças a copa de 58, Manuel chamava atenção da medicina por causa das pernas tortas. "Mas, Manuel, essas pernas tortas não atrapalham?", "Eu não sabia que eram tortas até vocês me falarem", deve ter respondido. Mané era de fato um ser inocente, bobo, meio ignorante. Não era pra menos. Sua fama lhe dá autoria de frases marcantes que beiram a tolice. Ou a genialidade, como certa vez, ainda em 58, na preleção antes do jogo contra a URS. Feola, técnico da seleção, disse que era só passar a bola para o ponta direita que ele driblava. Recomendou isso ao seu jogador que respondeu: "Mas o senhor combinou isso com os Russos?" Naquela mesma Copa, com as taças em mãos, Mané teria preferido jogar a Taça Guanabara. Para ele aquele torneio mixuruca ali não tinha graça porque não tinha nem segundo turno. A fama estava posta. Manuel era a sensação do momento ao lado de Pelé e foi ao lado do santista a grande esperança para a seleção em 62 no Chile. Quando Pelé se machucou e o Brasil entrava em desespero com a perda de seu principal jogador, Mané colocava a bola entre as pernas (dele e do adversário, tanto faz) e trazia novamente a Jules Rimet para solo tupiniquim. E ainda consagrado como o melhor jogador do torneio. Era Deus escrevendo certo com pernas tortas. Se teve um João que não foi driblado por Mané ele atendia peloo nome de Alcoolismo. Mané era consumidor assíduo desde os tempos de Pau Grande. E se o futebol nos revelou essa Alegria do Povo, a Manuel ele apresentou também uma vida social agitada, regada a cachaça, mulheres e muita gente curiosa sobre aquele que ostentava a magia máxima do esporte. Toda essa confusão só era evitada na simples Pau Grande, onde Mané se escondia e vez ou outra matava um treino do Botafogo para jogar no mesmo campo de terra batida, sem camisa, com os amigos de lá. Mas Mané foi driblado. Deixou o Botafogo e passou por alguns clubes ainda ostentando a fama de gênio. Em 66, quando atuava no Corinthians, Mané passou aquela copa despercebido, assim como o Brasil. Aos poucos, o Manuel voltava ser apenas um Manuel, sucumbindo graças a inocência de um simples mané interiorano. Em 20 de janeiro de 1983, Manuel levava seu último drible do alcoolismo. Uma cirrose transformava o Alegria do Povo no Anjo das Pernas Tortas. Manuel foi o Mané, foi o Alegria, morreu como Anjo. Dizem que Manuel é uma lenda, é o grande mágico que o futebol teve. Mas Manuel é um certo nome que deveria estar acima de todas os outros. Acima de lenda, de mito, de rei, de qualquer coisa: um nome que representa toda a magia que uma hora o mundo viu pairar sobre duas pernas tortas. Um nome que não deveria ser dito em vão e que bastasse ser dito uma única vez: Garrincha. Por que jogava de terno? Esse texto não teria a ousadia de explicar Mané Garrincha. Esse nome por si só deveria ser a explicação. Mas Mané era um driblador implacável, dono de potentes chutes e passes geniais. Ao lado de Pelé, formou uma dupla que jamais perderia com a camisa da seleção brasileira. No Botafogo fez história e é o ídolo máximo de um torcida recheada deles. Mané é referência histórica e mundial e o Joga de Terno não poderia deixar de reverenciar um dos ícones máximos do espote bretão. 👤 Manuel Francisco dos Santos 👶 28 de outubro de 1933* Falecido em 20 de janeiro de 1983 🏠 Brasileiro 👕 Botafogo, Corinthians, Portuguesa Santista, Atlético Júnior (COL), Flamengo, Novo Hamburgo, Olaria e Seleção Brasileira. 🏆 Campeonato carioca: 57, 61, 62 (Botafogo); Copa do Mundo FIFA: 58, 62 (Seleção Brasileira) 👑 Seleção dos melhores das Copas de 58 e 62; Segundo maior jogador brasileiro, quarto sul-americano, oitavo no mundo do século XX pelo IFFS, sétimo maior jogador de todos os tempo segundo a FIFA, Seleção de Todos os Tempos no Século XX. Bola de ouro na Copa do Mundo de 62. Classômetro: 👔👔👔👔👔👔👔👔👔👔 (10) 📷 Agência Globo *Segundo o Biógrafo Ruy Castro, autor de "Estrela Solitária: um brasileiro chamado Garrincha" Seu Amaro, pai de Garrincha, demorou muito para registrar seu filho. Quando o fez, enganou-se. O livro de Castro é considerado o principal registro sobre a vida do jogador, tendo o escritor realizado mais de 500 entrevistas e verificado diversos documentos sobre Mané. O túmulo em Pau Grande, o dia lido é 28 (apenas o ano de nascimento é errado). Apesar disso, todos os documentos dão a data de seu nascimento como 18.

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